sábado, 15 de janeiro de 2011

O QUE É O DÍZIMO? O QUE É OFERTA? "DAI A DEUS O QUE É DE DEUS!"


O Dízimo ou décima parte não é uma invenção do homem mas sim de Deus. 
Desde o Antigo Testamento encontramos a instituição do Dízimo e das ofertas. 
Mas para que serve o dízimo e as ofertas?
No Antigo Testamento as ofertas eram: os primeiros frutos da terra sem defeito, (da colheita), os primogênitos , (machos), dos amimais, sem defeito eram oferecidos ao Senhor. Deus exigia que lhe fosse oferecido coisas sãs e perfeitas, pois Ele mesmo abençoava as ofertas. Leia o que aconteceu com as ofertas de Caim e Abel: Gên 4,3-5; Deus olhou com agrado a oferta de Abel, mas não olhou com agrado a de Caim. Segundo algumas traduções bíblicas, Caim havia oferecido ao Senhor frutos ruins, podres. Enquanto que Abel ofereceu seus melhores animais. Caim era agricultor e Abel era pastor.

O Senhor exige que seja-lhe ofertado só coisas boas. Pois o Senhor só nos dá coisas boas. Essa lei Ele mesmo assim dirigiu ao seu povo, leia: Num 15, 1-21. As ofertas deveriam ser das primícias das colheitas, isto é, antes mesmo de fazer seu uso para si ou para o comércio a oferta deveria ser tirada e apresentada ao Senhor. Os frutos da terra, os bens manufaturados, os animais. Uma parte de cada um deles devia ser oferecido ao Senhor.  Esta lei era tanto para os judeus quanto para os estrangeiros. Se o dízimo e a oferta for entregue só por obrigação e não por gratuidade e generosidade de nada vale para você. Pois Deus vê a sinceridade de seu coração. É o que diz o profeta Malaquias: Ml 3, 6-10


A oferta também é abertura de coração, isto é, estar sempre disponível no amor de Deus e aos irmãos. Mais que a oferta material, deve ser um coração puro, sincero e agradável ao Senhor.
Depois do episódio do "Sermão das Bem-Aventuranças" ou "Sermão da Montanha", Jesus vai ensinar como devemos na verdade observar e praticar os Mandamentos, mas não com o coração endurecido, mas com amor. Jesus então ensina que a oferta do coração, a abertura de si mesmo para o amor deve ser primordial:


Mt 5, 23-24; "Se estiveres para fazer uma oferta diante do Altar e lembrares que tens alguma coisa contra ti, vai, deixa  a oferta diante do Altar, reconcilia-te primeiro com teu irmão, só então poderás fazer tua oferta!"


- Jesus pede o amor como maior oferta. Pois o amor é que constrói e traz a dignidade. Nota-se portanto, que, não  devemos fazer como Caim, que, além de ofender a Deus com sua oferta de frutos podres, também por falta de amor e inveja matou seu irmão Abel. 




O que mais desagrada a Deus é a nossa falta de amor, de compromisso com os irmãos e com a Comunidade.
Uma pessoa cristã, ainda que ofereça a Deus muitos bens materiais bons e perfeitos, se não apresentar diante de Deus um coração humilde e contrito, se não estiver com o coração disponível, aberto para amar, perdoar e servir não adianta nada. Deus está interessado em você, no que você pode dar de si mesmo para Ele e sua Igreja. O cristão descomprometido com o próximo e com a Igreja em que vive, não é um bom cristão. 


O amor é a base, se quisermos ser felizes devemos cumprir os Mandamentos de Deus. Por isso a necessidade de amar, de perdoar, e de apresentar-se a Deus com um coração aberto e disponível. Esta é a oferta maior que Deus precisa. O material é complemento deste. Os mandamentos de Deus não servem para nos prender a tal coisa ou religião, servem para que vivamos em paz com Deus, com nós mesmos e com os irmãos. Ou seja, viver a felicidade e estar sempre inserido no amor de Deus. E a resposta é imediata: prosperidade, bençãos e longevidade, são as promessas do Senhor para quem os cumprir. 


A Bíblia diz que José, filho de Jacó, cujo era temente ao Senhor e fazia cumprir seus mandamentos, tudo que ele fazia prosperava. Porque ele fazia de suas coisas, sua família e seu trabalho um gesto de amor e cumpria suas leis, obedecia seus pais. (Gên 39,5) 
        
Lembro ainda, da passagem do Evangelho. Quando o jovem rico foi ter com Jesus, este tinha perguntado ao Mestre o que devia fazer para entrar na vida eterna. Jesus então disse que,  se ele quisesse entrar na vida eterna devia cumprir os mandamentos. O jovem então respondeu que sempre os cumpria. Mas Jesus propôs um desafio: que ele vendesse seus bens e desse aos pobres, aí sim ele poderia conquistar a vida eterna! O jovem porém, ficou decepcionado com Jesus, porque era muito rico e não se desapegava de seus bens.(Mt19, 16-22); Faltava-lhe o amor ao próximo, a caridade. Embora ele dissesse cumpria todos os mandamentos, lhe faltava uma coisa o amor ao próximo, cujo é semelhante ao amor a Deus. Quem não tem atitudes de generosidade, quem se apega demais aos bens, se esquece da caridade e do amor. E por isso não entrará no reino de Deus, porque o mandamento de Jesus é este. "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!" 


Lembro também o início da Igreja onde o Livro dos Atos dos Apóstolos nos diz que os (primeiros) cristãos tinham tudo em comum. Dividiam seus bens segundo a necessidade de cada um... (At4, 32-35)   

Quanto ao Dízimo, a primeira referência desta lei no Antigo Testamento encontramos em Deut14, 22-23ss. O Dízimo ou décima parte da colheita deveria ser consumido na presença do Senhor, no lugar escolhido por ele. Isto é dentro do Templo, que naquela época era uma tenda  onde residia os sacerdotes, e o Tebernáculo do Santo dos Santos onde ficava a Arca da Aliança. 
Deus não precisava do dízimo pois tudo era dele, mas ele se serviu da instituição do dízimo para estabelecer uma relação de amor entre nós; o dízimo e a oferta é para manter o Templo, a casa de Deus. Ler: Deut18, 1-5ss.

Quanto aos animais das ofertas, eram sacrificados; o sangue deveria ser colocado no altar, enquanto que, a carne era assada ou cozida, deveria e consumida  pelos sacerdotes e servidores do Templo de modo a não sobrar: Ez43, 20-20; 46, 27. Se lermos o livro do profeta Ezequiel, veremos que tudo que envolvia o Templo de Deus devia ser perfeito, limpo e santo.  Principalmente os Capítulos 40-47.  Havia três principais tipos de sacrifícios que eram oferecidos a Deus: 1) Em Adoração e louvor, 2) Ação de graças, 2) por expiação dos pecados do povo.  
O dízimo é propriedade de Deus quem possui bens, ganha seu salário e não entrega seu dízimo está roubando de Deus. Leia: Lev 27-30.  


Na verdade, o dízimo representa nosso gesto de amor e gratidão, de doação e o reconhecimento de tudo que temos  Ele é quem nos dá.


A casa, o emprego, a saúde, os bens, a vida... O dízimo é diretamente consagrado ao Senhor para manutenção de sua Casa, isto é, a Igreja. Deus não faz uso do dízimo tudo que temos é de Deus. Mas ele existe para que possamos manifestar nosso gesto de amor para com Ele. Por isso que, o "dízimo" deve sempre ser a primeira coisa que ofertamos de "nossos ganhos", não pode ser sobra ou resto, porque Deus não é um mendigo. Deus vê a sinceridade do coração de cada um, por isso, o dízimo deve ser hoje uma parte do que você ganha, e não mais dez por cento, desde que o faça sempre com amor, gratuidade e disponibilidade. Não dá para dar o dízimo e depois ficar reclamando da Igreja como se ele fosse um imposto. 
A Igreja não obriga ninguém a pagar o dízimo, embora pela lei de Deus ele seja obrigatório. Mas o cristão deve se conscientizar que, o não pagamento do dízimo é pecado e quem o faz está sendo ingrato e roubando de Deus.          
        

Sabemos que Deus não come, não bebe e não precisa de nada deste mundo que seja material, pois Ele é espírito, Jesus também não precisa deles. Como dizem muitos ignorantes por aí: "santo não come e não bebe!" - Mas quem come e bebe e se sustenta com o dízimo não é o santo Deus, ou Jesus, é a própria Comunidade Paroquial e diocesana, ou seja, a Igreja na qual você participa e é batizado é que precisa ser sustentada como manda a Lei de Deus, pelo dízimo, as ofertas e outros provimentos necessários. 


Mas Deus o criou para que o homem tivesse essas duas experiências:

1) Fazer você expressar gesto de gratuidade por tudo de bom que Deus realiza em nosso favor, na nossa família, e na Comunidade. Deus nos dá todo necessário para que sobrevivamos com o suor de nosso trabalho. Fazemos a terra produzir, transformamos a matéria, construímos com nossas próprias mãos tudo de bom e necessário que precisamos para sobreviver. Somente os preguiçosos não têm esta experiência. 

2) O dízimo e as ofertas servem para manter o Templo do Senhor, seus dirigentes, os sacerdotes que têm a função de cuidar da casa do Senhor e realizar o culto divino. Sem ele seria impossível manter a Igreja ou Templo limpo, com as contas em dia, água, luz, telefone, salário dos funcionários, fazer as reformas necessárias, comprar os folhetos das missas, enfim, toda estrutura necessária para celebração do santo culto.


O dízimo é essencial não para Deus, diretamente, mas para sua obra. Para um bom trabalho pastoral, assim como qualquer outro, é necessário que haja bons recursos para que a Igreja possa acolher e servir a todos. Uma casa para o padre, sustentação das pastorais, um bom carro que permita ao padre se deslocar às comunidades rurais e urbanas com segurança, a limpeza do templo, a compra de hóstias, o vinho, as velas, jornalzinho de missa,  a manutenção da secretaria e do zelador da Igreja, etc. tudo provém do dízimo e das ofertas, leilões e quermeces. Tudo isso junto ajuda o dízimo a pagar as contas da Paróquia para o próprio bem da Comunidade.      

No Novo Testamento os dízimos e as ofertas aparecem mais presente forma de moeda, onde os Apóstolos recebiam os bens vendiam e atendiam as necessidades dos pobres, já que naquele tempo ainda não possuíam o Templo e se reuniam em pequenas comunidades.
Mais tarde com a estruturação da Igreja foi estabelecido o Dízimo para o emprego na manutenção do Templo e dos seus trabalhadores. Jesus mesmo disse que devemos dar a Deus o que é de Deus. 
Como o sacrifício de animais fora substituído pelo sacrifício Eucarístico de Jesus, o dízimo e as ofertas do povo iam diretamente para manutenção da Igreja e das obras sociais. 


A Igreja Católica não cobra o dízimo de dez por cento, ele deve ser devolvido a Deus segundo o coração de cada um. Apenas orienta que seja devolvido um valor de 1% do que você ganha. Um valor irrisório diante de tudo que Deus oferece para nós! Se cada um desse o dízimo de 1%...
Seria necessário para manutenção da paróquia, mas não é assim, por isso a Igreja usa as quermeces, a arrecadação de donativos, os eventos e leilões de gado, prendas, etc. para fazer render e ajudar o dízimo. O dízimo não é um imposto que deve ser cobrado, mas uma devolução e uma abertura do coração, exige de nós fidelidade e amor para com as coisas de Deus e a sua Igreja.


Quando o dízimo não é devolvido à Paróquia, ela é orientada a conscientizar os fiéis quanto a necessidade de estabelecer algumas taxas para batismo, casamento, e outras providências até que se restabeleça. 


As intenções da missa não é dízimo nem oferta, é uma contribuição especial para o bispo e o padre de modo a ajudá-los no complemento do seu salário e seus proventos pessoais. Pois o padre, ou religioso, muitas vezes se dedica unicamente à Paróquia sem qualquer outra fonte de renda, o bispo da sua Diocese particular e não possui outros provimentos de salário particular. No caso dos institutos religiosos, conventos e mosteiros a sobrevivência destes são através de doações dos fiéis e trabalhos realizados dentro das instituições como por exemplo, o artesanato, livrarias, gráficas, etc.


As ofertas ajudam o dízimo na manutenção da igreja e das comunidades, além de dar  suporte pastorais  paroquiais urbanas  rurais. Ajuda as outras Igrejas mais carentes como é o caso do óbulo de São Pedro que é enviado ao Vaticano todo ano, ajuda nas obras sociais da Igreja e a manter a evangelização nos lugares mais pobres, como catequese, educação nas escolas, cestas básicas, remédios, etc. 


Existe nas Dioceses e em cada Paróquia os  Conselhos Administrativos paroquiais e diocesanos para trabalhar com o Pároco e o bispo toda a questão financeira de cada comunidade. Os padres e os bispos não pode fazer o que bem quiser com o patrimônio da Igreja, o uso do dízimo e das ofertas. Esse dinheiro recolhido é enviado para uma conta e só é usado de acordo com a aprovação do Conselho Administrativo. O padre diocesano pode possuir bens que provém de seus ganhos, mas não pode usufruir dos bens da Paróquia 
   
Se você não é dizimista, experimente fazer a experiência de ser, e veja quantas bençãos serão derramadas em ti. Conforme a promessa de Deus no Livro do profeta Malaquias:


"- Diz o Senhor Deus: Porque eu sou o Senhor e não mudo; e vós, ó filhos de Jacó, não sois ainda um povo extinto. Desde os dias de vossos pais vos apartastes de meus mandamentos e não os guardastes. Voltai para mim e Eu me voltarei para vós! - diz o Senhor dos exércitos. - Vós porém. dizeis: Mas voltar como? Pode um homem enganar ao seu Deus? Porque me procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos tem enganado? -No pagamento dos dízimos e das ofertas. Fostes atingidos pela maldição, e vós, nação inteira, procurais enganar-me. Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do Templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência-e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário."  Ml 3, 6-10    


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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ANO NOVO COM SUPERSTIÇÕES? MAU COMEÇO!

De: Pe. Antônio Clayton - Revista de Aparecida ed. 01/11
Conclusão de: Elmando V. Toledo


FIM E COMEÇO DE ANO: RITUAL DE PASSAGEM E DIVISÃO ARTIFICIAL DO TEMPO PELO CALENDÁRIO. O ARTIFÍCIO DA PASSAGEM SUSCITA UMA ÉPOCA FÉRTIL EM SUPERSTIÇÕES, CRENDICES, SIMPATIAS, RITUAIS EXPECTATIVAS SOBRE O FUTURO, VOTOS DE ACONTECIMENTOS FELIZES".










Tudo se mistura: as alegrias e o otimismo das festas com a insegurança, dúvidas e curiosidades em prever o futuro. Esse é visto marcado pelo destino, não construído com a liberdade e razão responsáveis. 
Forças "místicas" ocultas dariam a resposta por meio de tarôs, búzios, magias, adivinhações, videntes, futurólogos etc. na virada do ano.

Pular sete ondinhas, estourar champagne, comer lentilhas, vestir-se desta ou daquela cor, imaginar-se protegido por energias positivas mediante certos atos e objetos.








O desejo VAGO E DIFUSO de vida nova e um ano melhor com saúde, dinheiro, paz a tudo envolve. Estado de espírito, mero costume, ou crendice de fato contaminam o imaginário popular na entrada do ano.



Mas as invencionices eivadas de superstição nunca têm fim. É curioso: após tanto progresso técnico e científico ainda persistem: as crendices, o misticismo da submissão irracional ao ocultismo, o medo da má sorte, o mito dos poderes especiais atribuídos a entidades esotéricas. 



De olho no lucro, o mercado fatura em cima das alienações supersticiosas. Entregar-se às forças externas imaginárias é abdicar-se da própria capacidade em gerir sua vontade. Ofende a dignidade do livre arbítrio. O que significa o fim e o recomeço do ano? Nada mais senão que a Terra deu sua volta completa ao redor do sol.

A superstição é um atentado a integridade da Fé. É pecado contra o primeiro Mandamento, (Amar a Deus sobre todas as coisas); porque em vez do amor total a Deus confia em meros objetos. 

No conceito cristão fé é confiança absoluta em Deus. Quem vive as convicções da fé cristã não fica refém da sorte e do azar e assume de modo responsável suas opções e decisões pessoais.

O supersticioso descarta o poder de Deus. Faz-se dependente de atos de magia, combinação de números ou de cartas de baralho, ou composição de pedrinhas (búzios). Adota ações submissas às supostas forças com poderes vagos sobre a vida humana. A fé é superior às forças racionais, mas não as anula, não subjuga e sim as liberta e ilumina. Instruída pela fé a razão apura o senso crítico, crê no poder da graça e na força da Oração.


CONCLUSÃO

... Bem, ... essas palavras escritas por padre Clayton, nos diz nada mais, nada menos o que a Bíblia já no Antigo Testamento se referia quando Deus proibiu o povo de Israel de acreditar e praticar magias, superstições e e advinhações.

Vamos fazer uma recapitulação do texto do Antigo Testamento:    

Deut. 4, 1.14: "E agora, ó Israel, ouve as leis e os preceitos que hoje vou ensinar-vos. Ponde em prática para que vivais e entreis na posse da terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá"... Ele vos deu a conhecer a sua Aliança e ordenou que as observásseis: as dez palavras que escreveu na tábua de pedra"...

O que Moisés quis dizer? ... - Que cumprissem os dez Mandamentos da Lei de Deus que outrora Deus os entregou no monte Sinai. Esta é a Constituição de Deus para o povo de Israel e para nós também! 
Se quisermos ter a verdadeira felicidade, devemos observar os Mandamentos. É preciso que a Lei de Deus, que fora escrita na pedra, fosse vivida e praticada no coração do povo de Israel e, hoje também somos convidados a observar essas mesmas Leis. E quais são elas? O Decálogo ou os Dez Mandamentos:
  1. Amar a Deus sobre todas as coisas. (No original é: Eu sou o Senhor teu Deus, ... Não adorarás nem prestarás culto a outro Deus senão a mim).Isto inclui todas as superstições, os cultos às divindades espíritas, e sobretudo não acreditar no poder de Deus.
  2. Não pronunciar o nome de Deus em vão, ( ou sem necessidade). Aqui também implica não blasfemar contra Deus, nem usar em vão e com falta de respeito as coisas sagradas. Implica respeitar a Igreja e as leis de Jesus. Não usar o nome de Deus de seus santos e Anjos em novelas, o nome de Deus deve ser invocado só quando precisamos dele nas nossas situações especiais e nas orações que fazemos.   
  3. Guardar os dias santos de guarda inclusive como o dia do Senhor, o domingo e os dias santos estabelecidos pela Santa Madre Igreja.
  4. Honrar os pais. Devemos respeitar nossos pais, pois, a autoridade dos pais reflete a autoridade de Deus. 
  5. Não matar. Só Deus e Jesus tem o poder sobre a vida e a morte. Isto inclui não só os homicídios, mas todo tipo de morte que não seja de causa natural, como o aborto, o genocídio.
  6. Não roubar ou furtar. Se engloba todo tipo de furto ou roubo, o desejo pelo ato, o enriquecimento ilícito, a exploração do trabalho escravo, prejudicar alguém em alguma situação financeira, golpes, conchavos políticos, superfaturamento, exploração, estelionatos, etc.    
  7. Não cometer adultério. Isto é, o (a) casado (a) na lei de Deus não pode relacionar-se com pessoas casadas, viúva (o) ou solteira (o), pois o Matrimônio é indissolúvel até a morte.  
  8. Não pecar contra a castidade. Isto inclui a pornografia, a pedofilia, os maus pensamentos eróticos, etc. O nosso corpo deve ser santo, não pode ser violado, não pode ser exibido de qualquer forma, devemos respeitar a vida, sobretudo respeitar nosso corpo como templo do Espírito Santo. 
  9. Não cobiçar (ou desejar) a mulher do teu irmão, (ou do próximo). Não desejar para si, nem mesmo nem pensamentos a mulher do outro que é nosso irmão, requer que esse ato atinge a dignidade do Matrimônio e fere todos os prinpípios e a dignidade da família do outro.   
  10. Não cobiçar as coisas alheias, (ou que desejar o que não é seu).  Devemos conseguir as coisas com o suor do nosso trabalho, sem cobiça. Deus nos dá de acordo com nosso merecimento, isto é tudo que temos deve ser abençoado por Deus e não fruto de nossa cobiça. Isto inclui também o enriquecimento ilícito. As propinas, as vantagens escusas de empregos, a exploração financeira e a exploração da miséria para obtenção de lucro. 

                     
Deut 18, 10-14: "Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo, seu filho e sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, (ou feitiçaria), à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou invocação dos mortos. Porque o Senhor teu Deus abomina aqueles que se dão à essas práticas, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do senhor teu Deus. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; mas a ti, porém, o Senhor teu Deus não as permite".

Nós, cristãos que somos, católicos ou de outras denominações cristãs, jamais podemos esquecer que Jesus não aboliu a Lei de Deus, nem a lei dos profetas e patriarcas. Apenas as aperfeiçoou, como Ele mesmo disse:


 "Eu não vim abolir as leis dos profetas, mas aperfeiçoá-las!" A Lei de Deus é uma só e não muda. (Mt5, 17-19). Nada pode ser tirado nem um til deve ser acrescentado ou retirado dela, e deve ser observada, amada e respeitada.

Pois bem, quem se dedica às superstições está pecando contra Nosso Senhor, porque está substituindo sua fé no poder de Deus, para acreditar e ter fé em forças ocultas. Isto é, nas forças diabólicas das práticas pagãs.

Mas você pode perguntar:

Então não podemos invocar os mortos?

O sentido bíblico de "evocação" (ou chamar) que se refere consultar os mortos, com o desejo de que eles nos respondam, como os espíritas fazem: "invocar ou chamar (ou evocar) uma entidade"

Os mortos não voltam a este mundo, nada tem haver com as orações que dirigimos aos nossos mortos, ou com a intercessão dos santos, pois eles os fazem por nós não neste mundo, mas na presença de Deus. Orar pelos mortos, ou pedir a intercessão de um  santo(a), é diferente de chamar o espírito daquele ou daquela para "consultas espirituais", isso não existe e é proibido por Deus. Por quê? - porque satanás é o único espírito que pode assumir várias formas. Quando na verdade se invoca um espírito em um centro espírita, na verdade não é a alma daquele(a) e sim forças malígnas de satanás. Daí Deus proíbe que se faça. Repito: mas de nada tem haver com nossas orações pelos mortos, isto podemos fazer. Conta-se que certa vez, no começo das aparições da Virgem Maria em Medjugorje, satanás quis confundir os videntes assumindo a forma da Virgem Maria, mas os videntes logo perceberam. 


Os Santos Anjos podem, sim, intervir quando necessário neste mundo, não por si próprios, mas porque são seres espirituais limitados ao Senhor Deus. Mas podem por permissão divina trazer suas mensagens, agir em alguma situação especial, nos dar proteção. A Bíblia relata vários casos das manifestações dos santos Anjos para um determinado fim. Por exemplo:


O anjo Gabriel que trouxe a mensagem à Abraão e Sara, cuja ficaria grávida ainda que fosse estéril e de idade avançada; O anjo Rafael que agiu protegendo e curando Tobias; o Anjo que passou na noite da Páscoa Antiga para exterminar os primogênitos do Faraó; O anjo Gabriel que visitou Nossa Senhora na encarnação; O anjo que anunciou no sepulcro a ressurreição de Jesus etc.
Mas sempre com a permissão divina. Eles não possuem vontade própria, ou livre arbítrio como nós.   

Quanto aos mortos, (que alcançaram a salvação), eles podem interceder diante de Deus por nós, mas eles nada podem fazer  por si mesmos. Também não têm o poder de se comunicar com os vivos. Se fosse verdade, a morte física não era necessária.


O Livro do Apocalipse nos mostra esta intercessão, sendo que a alma dos fiéis, (os santos (as), participam da Igreja Triunfante, junto de Deus e intercedem por nós. Vamos ler?


Apoc 8, 4 - "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos diante de Deus."   


Uma vez saída deste mundo a alma fica incomunicável. Somente Deus e Jesus pelo seu poder, e, Maria por uma missão especial podem-se comunicar com este mundo, mesmo assim em situações especiais. Jesus porque é Deus, ressuscitado e o primogênito entre os mortos, (Apoc1, 8.18). E Nossa Senhora porque foi assunta, (ou levada) ao Céu de corpo e alma. Isto é, Maria está por graça especial de Deus, de corpo e alma na Glória do Pai, porque como Mãe de Jesus, que é Deus, seu corpo não conheceu o pecado. Os demais não podem intervir neste mundo. 

Mas então..., os profetas eram adivinhos, médiuns ou seres especiais? - definitivamente não! ... os profetas foram pessoas comuns, escolhidos por Deus dentro do povo de Israel. Aos quais o Senhor Deus convocava e os inspirava para ensinar e conduzir o povo em tempos difíceis, sobretudo em tempos de guerras e perseguições ou ainda,  quando esses se desviavam do seu caminho.


Eram como diretores espirituais do povo de Israel.
Os profetas agiam por duas maneiras: 1) Por inspiração divina, 2) Ou por ação e intermediação direta de Deus. Como é o caso de Moisés que conversava diretamente com Ele, o profeta Elias etc. Cada qual no seu tempo e na história tiveram um propósito de missão. Mas nenhum deles praticavam a adivinhação e mediunidade.  

Portanto, meus irmãos, vamos deixar essas práticas pagãs de lado, pode ser que sirva para outras pessoas, mas para nós, povo cristão, católicos que somos, batizados e filhos(as) de Deus, somente devemos seguir o que Jesus determinou  e a sua Igreja ensina. Jesus é o único caminho. As profecias não eram advinhações, mas revelações de Deus e orientações para o seu povo. O mesmo o Espírito Santo faz conosco e na Igreja.


Deixemos que Deus seja nosso presente, passado e futuro, pois Ele é o nosso Deus vivo!  


A Carta de São Paulo aos Efésios 4, 17-24 nos diz:


"Portanto, eis que eu vos digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de sua idéias frívolas. Tem o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o seu endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados  da vida de Deus.
Indolentes, entregaram-se a dissolução, à prática apaixonada de toda espécie de impureza. Vós, porém, não foi para isto que vos tornastes discípulos de Cristo, se é que ouvistes e dele aprendestes, como convém a verdade em Jesus; renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupisciências enganadoras; renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem e semelhança de Deus, em verdadeira justiça e santidade!" 




QUEM ACREDITA EM DEUS, TEM O SEU AMOR E VIVE DE FATO O EVANGELHO DE JESUS NÃO PRECISA DE MAIS NADA, POIS JESUS É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, NINGUÉM VAI AO PAI, NINGUÉM É REALIZADO COMPLETAMENTE SEM ELE!         


                   
                 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PAPAI NOEL OU PAPAI DO CÉU?




A distorcida história de Santa Claus ou São Nicolau, o verdadeiro nome do que conhecemos hoje como papai-Noel, é uma farsa. Longe de ser um símbolo cristão, esse velhinho barrigudo, de vestes vermelhas e gorro é uma cópia longe e barata de Santa Claus. Um bispo católico da Idade Média que tinha o costume de distribuir presentes para os pobres. Qual a verdadeira história de Santa Claus ou São Nucolau?


São Nicolau nasceu em 275 na Ásia Menor, tornou-se sacerdote da Diocese de Mira, onde evangelizou os pagãos.
Sagrado bispo de Mira, ficou conhecido pelas grandes obras de caridade. Como bispo, participou do Concílio de Nicéia, onde Jesus foi declarado como "consubstancial ao Pai". E a história de que ele queria incendiar as igrejas cristãs, nada disso é verdade, já que tempos depois foi declarado santo.


Conta-se que 3 moças queriam se casar, mas sem dinheiro para o dote, o pai queria encaminhá-las à prostituição. São Nicolau sabendo do fato, jogou 3 bolsas pela janela da casa com dinheiro suficiente para o dote a as moças puderam se casar. Morreu em grande fama de santidade.


Na Europa, surgiu então a tradição de vestir um homem com fantasias de um velho de barbas brancas que levava presente para as crianças no mês de dezembro.
Outra cópia mais barata deste foi nos EUA, com a expansão do comércio, onde esse velho de barbas brancas, ganhou o nome de papai-Noel, com roupas vermelhas e gorro e se tornou símbolo do comércio natalino.


Nada tem a ver com São Nicolau, pois a caridade deste santo não era exercida uma vez por ano, mas a todo tempo, o ano inteiro. 

As várias transformações que o personagem do "papai-noel" sofreu durante os tempos até se tornar na figura que hoje conhecemos nada tem a ver com Santa Claus. Este foi inventado nos EUA, para atrair as pessoas ao consumismo, despertando nas crianças o desejo pelos presentes.

A Igreja porém não conserva mais esse simbolismo do "papai-Noel" tal como está, apenas da árvore, (símbolo de vida nova), e do presépio. Pois entende-se que o Natal é uma festa em que se comemora não uma data social, fria e consumista como se vê, mas o nascimento dAquele que se fez pobre por nosso amor, nosso Senhor Jesus Cristo.


Já a devoção a São Nicolau é aceita e está no Calendário Litúrgico da Igreja Católica como nosso modelo e exemplo de homem de fé e caridade. São Nicolau sim, deve ser venerado como modelo pelas virtudes que viveu. Sobretudo a caridade.



O consumismo frio do Natal impede-nos de celebrar na verdade uma festa importante, a festa do Pai do Céu que nos deu seu Filho Jesus. Portanto a celebração do Natal de ser para nós cristãos uma época de alegria, de comemoração, mas sobretudo, de celebração do nascimento de Jesus Cristo. 

Diferente do papai-Noel, Jesus é o Pai do céu que nos enche de presente todos os dias, principalmente, a salvação. Esse presente só Deus pode nos dar.

Não é errado a troca de presentes nem os símbolos natalinos, desde que essa comemoração seja em cima daquilo que é o sentido do Natal. Isto é, de nada vale a comemoração, as festas, as ceias, etc. Se Jesus não puder nascer de verdade em nossos corações. Se fechamos nosso coração às necessidades do pobre o ano todo e, num gesto de hipocrisia fazemos alguma obra de caridade uma vez pelo Natal e durante o ano fecharmos nossos corações para com os necessitados .

Vejo os pais levando suas crianças até o "personagem" papai-Noel, mas se esquecem de levá-los à Igreja na missa do Natal para se encontrar com o Papai do Céu. Não estão celebrando o Natal, e sim, comemorando uma data social qualquer. Quanto que, o principal do Natal é sobretudo meditar e agradecer a Deus por ter enviado seu Filho para nos salvar. E que naquela pobreza da Manjedoura o Filho de Deus veio ao nosso encontro, ao encontro dos humildes, não se fez rei mas se fez servo.


Jesus nasceu na humildade, se fez um de nós, é o Emanuel, isto é o "Deus-Conosco. Este é o maior presente que Deus poderia nos dar. Isso é que é preciso ensinar às nossas crianças, a adorar o Pai do Céu e não o papai-Noel.
    
As crianças sonham e se iludem com o falso papai-Noel do comércio, que não traz presentes pra ninguém, e sim, instiga ao consumismo desenfreado. Mas quantas crianças pobres que não tem o que comer e sonham com presentes? Se esse tal, fosse símbolo do Natal, então deveria fazer como Santa Claus fazia. Pelo contrário, ele só serve para iludir os pequeninos que, muitas vezes pela pobreza de um pai, não pode dar nem uma bala de presente a seus filhos, fazendo-os  tornarem desiludidos até o próximo natal. 

Você amigo cristão, deve começar a mudar isso na sua família.


Qual o conceito que você tem do Natal?
Jesus nasce de verdade no seu coração e no seio de sua família?
Suas obras de caridade acontecem apenas em época natalina? 

Seu lar está aberto para receber o papai do Céu ou o papai-Noel?       

      

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SANTA CECÍLIA - PADROEIRA DOS MÚSICOS

"Ela preferiu desprezar as riquezas e a nobreza para consagrar sua vida a Deus. Sua vida foi como uma música linda e suave..."

Cecília era de família nobre da corte italiana, filha dos Metelos, dizem que era de grande beleza. Desde a infância foi cristã. Muito bem educada e dedicada era também uma musicista, louvava a Deus tocando o órgão. Os pais tinham-na prometido em casamento a um jovem pagão, Valeriano.

A vontade dos pais foram-lhe imposta. Cecília não estava feliz com este casamento, mas ela não  o recusou.
No dia do casamento estando a sós com seu noivo, revelou-lhe que tinha consagrado sua pureza e virgindade a Deus, ela dirigindo ao noivo disse:

"Valeriano, acho-me protegida diretamente por um Anjo que me defende e guarda a minha virgindade. Não queiras fazer coisa alguma comigo, o que provocaria a ira de Deus contra ti"

Com essas palavras surepreendeu  tanto Valeriano  que este,  impressionado  com as palavras de Cecília se converteu ao cristianismo.j Depois falou com seus irmãos que converteram-se, Tibúrcio e Máximus, e foram batizados.

Mas Tibúrcio Almachius,  que era o prefeito de Roma, tendo conhecimento do fato quis obrigá-los a abandonar a religião católica sob pena de morte. Estes  se recusaram, juntamente com Cecília.

Então os dois foram levados a julgamento e setenciados à morte. 

Almachius   obrigou Cecília a revelar onde estariam os tesouros dos dois condenados que seriam destinados a ajudar os pobres. Mas Cecília negou, embora ela soubesse estes, já estivam nas mãos dos pobres. 

Mais tarde Almachius descobriu o feito e ficou furioso. Obrigou Cecília a adorar os falsos deuses dos romanos. Ela porém recusou-se e ainda fez mais, aos soldados ensinou-lhes sobre a santa religião cristã. Os soldados então lhe prometeram abandonar o paganismo e se tornarem cristãos. 

Isto enfureceu ainda mais Almachius que ordenou que Cecília fosse levada a estância balneária e que fosse asfixiada pelos vapores de água quente. Conta-se que a fizeram até tomar banho com água fervente, mas Cecília saiu milagrosamente protegida deste banho. 

Almachuis então condenou-a à morte por decaptamento e dizem que deram três golpes e nenhum deles separam a cabeça de seu corpo. Então a deixaram ferida mortalmente. Ficando três dias agonizando na mesma posição. Embora ferida, vinham alguns cristãos visitá-la e ela dava inúmeros  bons conselhos. Cecília antes de morrer fez dois pedidos: que seus bens fossem entregues ao Papa para assistência aos pobres; e que sua casa fosse transformada em uma igreja.

Cecília morreu entre 176-180 d.C. no império de Marco Auréluio. Foi sepultada no túmulo de São Calixto. Mais tarde houve a invasão dos godos e dos lombardos e então seus restos mortais foram levados para Roma, bem como os restos mortais de Tibúrcio, Máximo e Valeriano.

O Papa Pascoal em 817-824 d.C. teve uma visão da Santa que lhe revelou onde estavam as relíquias. O Papa achou o caixão de simpleste com as relíquias. O esquife foi posto dentro de um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília. Ao lado da santa acham-se o repouso de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.

Sua festa é celebrada no dia 22 de novembro de cada ano, dia em que segundo a tradição Santa Cecília entregou sua alma a Deus. É invocada como padroeira dos músicos, musicistas e cantores, profissionais da área da música, côro, principalmente os cantores líricos.   

ORAÇÃO





Ó Santa Cecília, que quiseste louvar a Deus ao som do órgão, dedicaste sua vida em favor dos pobres. Fizeste de sua vida um belo hino de amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Santa Religião católica. 

Concedei que pelos méritos de Jesus Cristo e por sua intercessão eu possa ser dedicado não somente a música, mas que toda minha vida seja de amor contínuo e com toda a firmeza a Nosso Senhor  e amá-lo na pessoa dos irmãos mais necessitados.
Intercedei por mim oh Santa Cecília a fim de que eu possa dar testemunho de Jesus Cristo por onde for com a mesma firmeza e ânimo com o que tiveste mesmo diante das dificuldades e tribulações.
Santa Cecília ajudai-me a ser um bom músico, a ser perseverante na fé e fazei com que minha vida seja sempre um belo hino  agradável ao Senhor.
Assim vos peço por Jesus Cristo Nosso Senhor, Amém!

Rezar 1 Pai-Nosso e um Glória ao Pai em honra de Santa Cecília. 
SANTA CECÍLIA, ROGAI POR NÓS!    
              
    
PENSANDO BEM ...

"Os Santos tem no coração, a pura alegria de se dar. E quem se entrega ao Deus de amor na Cruz alegria encontrará!"  

No mundo de hoje onde existe tantas contradições, é bom a gente se espelhar em Santa Cecília. Que mensagem estamos transmitindo em nossas músicas. Será que podemos à luz de Santa Cecília, compor e tocar coisas que nos edificam e eleva a nossa alma até os vivos sentimentos para com Deus?

Hoje escutamos muitas letras e melodias que desrespeitam a moral e os bons costumes, que insentivam a sensualidade e a criminalidade. 

Cada um de nós deve repensar o que estamos ouvindo, se serve para nossa construção moral e social ou serve apenas para nos induzir ao pecado e ofender a Deus.
Também como católicos, músicos e cantores, dentro de nossas comunidades será que nossa música é bem feita, bem preoparada com amor. Será que nosso canto serve para louvar a Deus ou para aperecer perante a Comunidade?...   



 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O SOFRIMENTO É VONTADE DE DEUS OU DESCULPA PARA NOSSO EGOÍSMO?

De: D. Murilo S. R. Krieger, scj

Um rápido olhar sobre o mundo de hoje nos leva à conclusão de que os homens e mulheres de nosso tempo percorrem uma grande Via Sacra, com mais estações do que as quatorze tradicionais. O sofrimento está em toda parte: na África, com seus milhões de famintos, na Europa com seus milhões de imigrantes vivendo permanente insegurança; na China, onde a população não têm liberdade; no Nordeste brasileiro, que de tempos em tempos sofre com as conseqüeências da seca ou das enchentes. 

Se percorrendo uma rua de nossa cidade- qualquer rua - batermos de porta em porta, o que encontraremos?
Que muitas casas são outras tantas Vias Sacras. Quem não poderia dar testemunho de uma cruz, de um sofrimento ou de uma decepção?
Basta perguntar a qualquer pessoa se tem algum sofrimento e logo é obrigado a ouvir uma longa história. O que a fé nos diz a esse respeito?

Na Bíblia não há grandes explicações filosóficas para o sofrimento. Há sim uma série de pessoas que são atingidas por ele, e que dão a resposta concreta. Nem Jesus discorreu sobre o sentido da dor. Falou da necessidade de tmarmos a cruz e do bom samaritano que socorre um ferido à beira da estrada. Curou cegos e aleijados, restituiu a alegria à uma viúva que chorava a perda do filho e deu esperança à uma pecadora que queriam apedrejar; convidou os aflitos a procurá-lo e prometeu aliviar a dor de quem lhe entregasse o seu problema.

Por que a humanidade sofre?
Á luz da fé a resposta é: porque não coloca suas dores nas mãos do Senhor Jesus e porque não aprende com Ele a repartir. Alguém poderia perguntarme: "Mas fazendo isso os sofrimentos desaparecerão?"

Muitas vezes imaginamos e desejamos um Senhor que esteja a nosso serviço e que se adapte aos nossos gosotos e desejos. O que Jesus Cristo nos propõe é diferente: quer que entremos em seu coração, para que aprendaos a ser co o ele é. Ele foi tudo para todos. Passou a vida repartindo; repartiu sua filiação divina conosco, dando-nos a possiblilidade de sermos filhos do mesmo Pai. Repartiu conosco seus segredos; repartiu conosco seu jeito de rezar e a maneira carinhosa de ver as pessoas como elas são. Suas alegrias e seus dons. Como síntese do seu jeito de ser e de agir, deu-nos a Eucaristia pão partido e repartido para a vida do mundo.

Voltemos a percorrer as estações da Via Sacra. Diante da dor de inúmeras formas, facilmente dizemos: "É vontade de Deus!" - Que imagem de Deus trazemos no coração!
A verdade é que não  lhe agrada o sofrimento do mundo. Quando dizemos que o sofrimento é vontade de Deus, estamos dando desculpas para continuar instalados em nosso egoísmo e apegados aos nossos bens, aos nossos títulos, ao nosso conforto e às nossas idéias 
Você já imaginou o mundo que surgiria se , um dia, ao levantarem-se, todos tomassem a decisão de repartir seus talentos, seu tempo e seu dinheiro? Se todos perdoassem de coração a quem o ofendeu, quanta paz surgiria?

Se estivéssemos atentos aos necessitados, quantos gestos de amor se multiplicariam!
Se praticássemos a justiça em nossa empresa quantas pessoas seriam beneficiadas! Se..., se..., 

Não! Deus não quer o sofrimento. As estações da Via Sacra não são obra de Deus mas nossa. Se tirarmos do mundo o sofrimento causado pelo coração humano - um coração tantas vezes cheio de ódio, de ganância de sensualidade, de apego ao poder, etc. -, O que sobraria? Sobraria aquilo que é do Senhor: a alegria, a paz, a bondade, o perdão, a fidelidade, etc. Por isso, se colocarmos em prática seus ensinamentos, o mundo se transformará numa grande mesa, onde todos sentarão.  Haverá pão para todos. Haverá mãos unidas. Haverá sorriso nos lábios; esse o mundo desejado por Deus. Assim é o seu Reino. Nisso resume o sonho que tem para nós, seus filhos. Demos, pois, um coração para o mundo - O CORAÇÃO DE JESUS!          

       

terça-feira, 16 de novembro de 2010

OS ARTIGOS DO CREIO

O Creio ou credo como costumamos dizer, é uma oração de profissão de fé. O que isto significa?
Primeiramnte possui 12 artigos aos quais estão alicersados nossa Fé católica.
Desde os tempos dos Apóstolos essa oração foi colocada para que de uma maneira mais significativa pudesse vivenciar as verdades ensinadas pela Igreja e combater certas heresias que existiam e que contaminavam a fé dos cristãos.

No início do cristianismo haviam muitas seitas que espalhavam inúmeras heresias contra a fé da Igreja. O que é uma heresia? são ensinamentos falsos contrários à catequese e ao Evangelho de nosso Senhor que denegriam não só a imagem da Igreja mas a pessoa do próprio Cristo.

E foi contra essas heresias que os Apóstolos e os santos padres, como Santo Ambrósio e Santo Irineu tanto lutaram.
Por isso foi criado o Creio ou Credo (em latim), neswta oração os católicos deveriam professar as veradades que receberam da Igreja.

E quais são essas verdades?

  1. Crer em Deus Pai todo poderoso que criou o céu e a Terra.
  2. Crer em seu filho Jesus Cristo nascido da Virgem Maria.
  3. Crer que tendo vindo ao mundo padeceu e foi sepultado.
  4. Crer que Jesus Cristo está ressuscitado e subiu ao Céu.
  5. Crer que está assentado à direita de Deus Pai.
  6. Crer que virá um dia de novo julgar os vivos e os mortos.
  7. Crer no Espírito Santo, Deus que nos santifica.
  8. Crer que existe uma só Igreja, a Igreja Católica e que há um só batismo para remissão dos pecados.
  9. Crer que existe uma outra vida a vida eterna.
  10. Crer que fazemos parte de uma só comunidade da terrena e a celeste e por isso cremos que existe a comunhão dos santos e santas de Deus.
  11. Crer que por fazer parte desta comunhão somos chamados à santidade e por isso à vida eterna.
  12. Aceitamos tudo isso como verdade de fé e como a própria Igreja e o Evangelho nos ensina, e dizemos Amém, aceitando como única verdade o que recebemos da Santa Madre Igreja para nossa salvação.       

domingo, 7 de novembro de 2010

OBRAS DE MISERICÓRDIA NÃO SAÍRAM DE MODA


Nossos dias são marcados pela pressa, pela agilidade, pela rapidez, pela necessidade de ganhar. Michelangelo passou 16 anos pintando a Capela Sistina em Roma. Fez isso pela grandeza e pela beleza, pelo sonho e pelo ideal. Se fosse para ganhar dinheiro...

O mundo apressado diz que importante correr para ganhar. A vida nos diz que é preciso sonhar. Quem não sonha não vive. A conversa descontraída numa tarde de domingo. lá no alpendre, já vai bem ao longe. Saudosismo? não! É preciso sim resgatar os valores que não perecem.

Esse atropelo cotidiano em que vivemos  atinge o interior de nossa existência. Acho que você concorda que há frieza em nossos relacionamentos, e por isso medimos tudo a partir da razão.

No mundo apressado não há espaço para se preocupar com a pessoa e muito menos com sua história. Se não há interesse, porque comprometer-se? Ainda é bom lembrar quantos amigos temos em vida e quando se cai doente são poucos os que se lembram de serem amigos de verdade, fazendo-se parceiros na hora de dor, de limitação, de dificuldades.

Temos que ser artistas e esculpir a arte, a bela arte da vida. E diante do Evangelho nasce e renasce para toda a humanidade o sinho de um mundo desejado por Deus. É diante deste mundo vunerável, frágil e fragmentado que somos chamados para viver a misericórdia divina. Acolher o doente e o oprimido. Sepultar os mortos, dar de comer a quem tem fome e beber a quem tem sede, dar abrigo aos peregrinos. cobrir quem anda com frio, restabelecer a justiça e a solidariedade...

Santa Catarina de Sena nos ajuda a pensar:

"Não afastarei da tua presença enquanto não vir que deles tiveste misericórdia... que me adiantaria ter a vida eterna  se o teu povo tivesse a morte? por isso eu quero e suplico que tenhas piedade do teu povo pela caridade incriada que te levou a criar o homem à tua imagem e semelhança". 

Certamente que para o mundo apressado em que vivemos a atitude de misericórdia dos que creem nos fará entender que não é preciso ter medo. E Deus irá esculpindo a alma humana até que ela alcance a maturidade que gera liberdade e paz. E aí adeus correria e frieza. O mundo será outro, se nos deixarmos convencer que é preciso, pintar  e sonhar para poder colher.