quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO 2011, DIOCESE DE OLIVEIRA-MG, CELEBRA SEU PADROEIRO







OS MÁRTIRES ESTÃO NO CORAÇÃO DE DEUS POR CAUSA DO  TESTEMUNHO HERÓICO DE FÉ QUE DERAM POR CAUSA DO EVANGELHO.


 - "Quando abriu o selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa do testemunho que eram despositários"
Ap 6, 9









"Glorificando os mártires, proclamamos o cumprimento do mistério pascal, que do "martírio" de Jesus entende , como "passagem da morte à vida", àqueles que deram o supremo testemunho de fé, amor, esperança, em seu sangue derramado por amor dEle. São Sebastião, Mártir do século IV, padroeiro secundário da nossa Diocese e da Paróquia, soldado imperial, sofreu seu martírio em Roma, (Itália), em testemunho de sua fé em Cristo. A iconografia retrata-o crivado de flechas.
Santo Ambrósio, bispo de Milão, também o descreve em seus escritos. Pelas suas chagas foi invocado como protetor contra a peste, a fome e a guerra. São Sebastião foi nomeado padroeiro secundário da Diocese de Oliveira, Minas Gerais Pelo papa Pio XII a pedido do nosso saudoso e primeiro bispo diocesano, D. José Medeiros Leite." São Sebastião é invocado também como protetor do gado e da agricultura. 


A Paróquia de São Sebastião, Diocese de Oliveira, Minas Gerais, está hoje em festa. Celebrando mais uma vez o dia do seu Padroeiro, o Mártir São Sebastião.
Pela manhã as 7:00h houve a primeira Missa festiva em honra a São Sebastião. Com a participação especial da "Lira Municipal Oliveirense".
As 10:00h haverá a missa solene e ao longo do dia reza do terço que culminará com a celebração da Missa as 18:00 e em seguida a procissão festiva.

Dentro dos festejos a São Sebastião que acontecerá até o dia 23 de janeiro, domingo, onde será realizado o grande leilão de prendas e o leilão de gado, além do almoço, que será servido no salão adjunto à Igreja Matriz.
Contará também com a presença dos cavaleiros e amazonas da zona rural e urbana, que, juntamente com os carros- de- bois, conduzirão o ícone de São Sebastião até à Igreja Matriz. A chegada está prevista para acontecer às 11:00 no próximo domingo, dia 23/01/11.

Os leilões de prendas só serão arrematados à vista, e o leilão de gado à vista, ou no cheque.

A primeira missa deste dia 20 de janeiro, as 7:00h foi celebrada por Padre Cláudio Parreiras, ex-pároco e que atualmente está exercendo suas atividades em Aguanil, MG.


Na homilia que fez, durante a celebração, Pe. Cláudio destacou que os cristãos sempre são perseguidos de várias maneiras. Não só o martírio é causa de perseguição, mas existe muitas outras formas de martírio e perseguição que a Igreja enfrenta hoje, seja direta ou indiretamente.




Lembrou ainda que, os sofrimentos de São Sebastião se assemelham aos de Jesus Cristo, cuja fé o soldado professou até a morte derramando seu sangue em favor de seus irmãos e na defesa de sua fé. Questionado por suas virtudes e por ser cristão, São Sebastião não esmoreceu. Despojou-se de ser soldado romano, entregando sua vida provou com atitudes heróicas ser mais "soldado de Deus", e, por isso, alcançou
a glória dos Santos.
Nas suas palavras Pe. Cláudio explicou que:






  1. Assim como Jesus foi preso na árvore da cruz, São Sebastião foi preso e amarrado em uma árvore, um carvalho sendo flechado por arqueiros.
  2. As cinco flechas da imagem representa as cinco chagas de Cristo, cujo sangue foi derramado na árvore da Cruz.
  3. Assim como Jesus Cristo foi despido de suas vestes, São Sebastião foi despido, revelou-se a identidade do cristão, o forte e bravo defensor da fé cristã, modelo em um mundo pagão. Se faz nosso modelo hoje em meio a tantos desafios e perseguições.
  4. A faixa vermelha que ostenta a imagem, do ombro ao quadril, representa o sangue que São Sebastião derramou em testemunho de sua fé, honrado na ladainha dos santos.
  5. O capacete ainda sobre a cabeça, como soldado ainda pronto de guarda, representa o capacete da coroa de espinhos de Jesus. Escândalo para os judeus e motivo de zombaria, se tornou para nós a símbolo da realeza de Cristo. O Rei do universo.   

   "Lembremos pois, que, além imagem deve se entender o que ela tem a nos transmitir. Se a olharmos por simplesmente olhar, não passará de um retrato, um símbolo. Mas devemos perceber a mensagem traduzida que ela nos tem a passar. A imagem não é para ser adorada, é para ser venerada, isto é, respeitada. E como tal, deve nos transmitir a mensagem que o artista impregnou nela, de forma clara e catequética. " (tirado da homilia do Pe. Cláudio Parreiras) 


"A vida dos santos nos permite através da vivência de suas virtudes, que sejamos seus imitadores no amor a Jesus e seu evangelho.
Sebastião era um militar, soldado romano, que tinha se convertido ao cristianismo. Naquele tempo, a Igreja, os cristãos de maneira geral eram perseguidos e não podiam expressar sua fé publicamente, com o risco de serem presos torturados e condenados à morte. No tempo em que Sebastião viveu era assim, por causa do crescimento do cristianismo, muitos pagãos se converteram e isso não era bom para o poder (romano) daquela época que era pagão. Muitos foram jogados na prisão, torturados barbaramente até a morte. A começar dos Apóstolos, Estêvão, e muitos outros santos que foram martirizados pelos imperadores da época: César Nero, Dominciano, Dioclesiano, etc. Quem pregasse em nome de Jesus era morto!  
Sebastião, depois de se converter ao cristianismo, muitas vezes ajudou seus irmãos na fé, enviando-lhes, água, alimento, apoio moral, etc. Mas ele foi denunciado, preso e levado ao Imperador romano e, quando foi interrogado sobre sua fé cristã, ele a professou firmemente, mesmo aconselhado a abandoná-la. E mais, quis convencer Imperador romano a se converter também. Ele ficou furioso e mandou prender Sebastião. Os romanos eram politeístas, isto é acreditavam em vários deuses. 
Sebastião então, foi julgado, castigado e acusado pelo crime de conspiração e insubordinação ao exército e ao Imperador. A pena aplicada foi morrer à flechadas.
Os soldados o levaram para fora da cidade e o amarraram em uma árvore, e os arqueiros atiraram-lhe flechas que perfuraram seu corpo ferindo-o mortalmente. Os soldados pensado que Sebastião tinha morrido, deixaram-no ali caído à mercê da própria sorte. Mas ele não morreu. Uma mulher que era cristã, vendo Sebastião caído ali o socorreu, levou-o para casa e curou suas feridas.
Mas Sebastião voltou outra vez ao Imperador. Tentou mais uma vez que ele lhe ouvisse e se convertesse. Mas a tentativa não deu certo e, dessa vez, Sebastião foi novamente preso e condenado a morrer à pauladas.
O povo cristão daquela época viu em Sebastião o exemplo forte de cristão e sua fé. E começaram a recorrer -lhe pedindo sua intercessão, sobretudo quando havia situações de guerra, de fome e pestes. E muitos milagres aconteceram por sua intercessão. Essa referência  nos deu Santo Ambrósio em seus escritos. E a devoção se espalhou por todo mundo, cruzou os mares e veio até nós. Conta-se que seus restos mortais estão enterrados em Roma ao lado do túmulo de São Pedro. Tamanha foi a bravura e a firmeza de fé deste santo e os inúmeros milagres atribuídos sobre a sua invocação. E podemos comprovar o fato quando vemos tantas cidades, comunidades e paróquias dedicadas a São Sebastião, o carinho do povo, sobretudo da zona rural, que tem em São Sebastião um intercessor contra os males que assolam a plantação e os animais. Também é o padroeiro dos militares.
Podemos observar o quanto São Sebastião é querido e venerado pelo povo católico, quantos nomes, Sebastiãos e Sebastianas espalhados pelo mundo afora...  É impressionante ver quantos são os milhares de fiéis que têm em São Sebastião como intercessor e lho expressam enorme carinho no dia 20 de janeiro, dia que marca a sua morte, e, dia que a Igreja celebra a sua festa. Os santos não são deuses, não podem ser adorados, sabemos bem, mas são espelhos, por onde nos mostram a face das virtudes com que cada qual viveu e chegou à glória de Deus. São nossos intercessores secundários conforme descreve o livro do Apocalipse, cuja referência lemos no início deste. Por seus méritos e por suas virtudes, participam da glória de Deus. O exemplo que cada um deles deixou para nós, a forma com que os santos abraçaram e viveram sua fé em Cristo e nela perseveraram até o fim, nos faz seus imitadores de modo que também nós, cristãos do novo milênio possamos um dia também chegar a esta mesma glória junto de Deus.      


(de: Elmando Valeriano de Toledo)        





São Paulo, na sua Carta dos Romanos: Rm5, 1-5, nos diz que: 


"Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por ele tivemos acesso a fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos. Na esperança da glória de Deus. E não só isso, pois nos gloriamos também nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera constância, a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança não decepciona. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado."  

E o Evangelho de Jo15, 18-21 escolhido especialmente para a solenidade de , Jesus vem nos ensina que:

"Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que vos pertence. Mas, porque não sois do mundo, o mundo por isso vos odeia. Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: - "O servo não é maior que o Senhor. Se me perseguiram, haverão de vos perseguir. Se guardam a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto eles farão contra vós, por causa do meu nome, porque não conheceram aquele que me enviou!"    



Quero no ensejo, fazer homenagem póstuma ao José Domingos dos Santos, proprietário rural e carreiro que, nos outros anos sempre esteve presente junto com com a comitiva de cavaleiros e amazonas que conduzem o ícone de São Sebastião, dentro dos festejos da Paróquia.
Deus este ano o chamou para junto de si, dia 21/01/11; deixando a todos imensa saudade. Mas  onde estiver, possa Deus, juntamente com o glorioso Mártir São Sebastião o recompensar. A todos da sua família, Deus possa lhes dar o consolo e a firmeza de ânimo neste momento de luto e de dor. José Domingos sempre estará no coração de todos os seus familiares e amigos e de todos os paroquianos.      












23 DE JANEIRO DE 2011 - COMEMORAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO
ABAIXO: FOTOS - CHEGADA DA PROCISSÃO DOS CAVALEIROS E AMAZONAS  TRAZENDO O ÍCONE DE SÃO SEBASTIÃO 



























Com grande alegria os fiéis chegaram cedo à Matriz de São Sebastião,vindos de todos os lugares, de outras paróquias e da zona rural para aguardar a chegada dos cavaleiros e amazonas que vinham em procissão  da fazenda do senhor Milton Campos, trazendo o ícone do padroeiro no carro-de-boi. Era grande o número de pessoas que participaram da missa solene que fora realizada as 10:00h. Um número de aproximadamente 450 pessoas lotaram a igreja de São Sebastião.
Após a missa calcula-se que do lado de fora, estavam presentes cerca de 3.000 pessoas prestigiando o evento. Padre Roberto Carlos (Pe. Betinho), abençoou os cavaleiros e amazonas que passavam em frente à Matriz.
Um importante destaque que já vem acontecendo na tradicional procissão montada foi a presença de vários cavaleiros e amazonas mirins.


A movimentação era intensa, além das barraquinhas, foi realizado também o leilão de gado e de prendas no ádrio da Matriz e o tradicional almoço.
À noite, por volta das 20:00h foi realizada a segunda procissão de São Sebastião, porque já fora feita uma no dia 20 de janeiro dia do Padroeiro com um trajeto mais curto. Nesse domingo 23, 01, aconteceu a segunda procissão do Padroeiro com um trajeto mais longo, tradicional. Terminando com a queima de fogos e muitos vivas a São Sebastião.        

























































































































sábado, 15 de janeiro de 2011

O QUE É O DÍZIMO? O QUE É OFERTA? "DAI A DEUS O QUE É DE DEUS!"


O Dízimo ou décima parte não é uma invenção do homem mas sim de Deus. 
Desde o Antigo Testamento encontramos a instituição do Dízimo e das ofertas. 
Mas para que serve o dízimo e as ofertas?
No Antigo Testamento as ofertas eram: os primeiros frutos da terra sem defeito, (da colheita), os primogênitos , (machos), dos amimais, sem defeito eram oferecidos ao Senhor. Deus exigia que lhe fosse oferecido coisas sãs e perfeitas, pois Ele mesmo abençoava as ofertas. Leia o que aconteceu com as ofertas de Caim e Abel: Gên 4,3-5; Deus olhou com agrado a oferta de Abel, mas não olhou com agrado a de Caim. Segundo algumas traduções bíblicas, Caim havia oferecido ao Senhor frutos ruins, podres. Enquanto que Abel ofereceu seus melhores animais. Caim era agricultor e Abel era pastor.

O Senhor exige que seja-lhe ofertado só coisas boas. Pois o Senhor só nos dá coisas boas. Essa lei Ele mesmo assim dirigiu ao seu povo, leia: Num 15, 1-21. As ofertas deveriam ser das primícias das colheitas, isto é, antes mesmo de fazer seu uso para si ou para o comércio a oferta deveria ser tirada e apresentada ao Senhor. Os frutos da terra, os bens manufaturados, os animais. Uma parte de cada um deles devia ser oferecido ao Senhor.  Esta lei era tanto para os judeus quanto para os estrangeiros. Se o dízimo e a oferta for entregue só por obrigação e não por gratuidade e generosidade de nada vale para você. Pois Deus vê a sinceridade de seu coração. É o que diz o profeta Malaquias: Ml 3, 6-10


A oferta também é abertura de coração, isto é, estar sempre disponível no amor de Deus e aos irmãos. Mais que a oferta material, deve ser um coração puro, sincero e agradável ao Senhor.
Depois do episódio do "Sermão das Bem-Aventuranças" ou "Sermão da Montanha", Jesus vai ensinar como devemos na verdade observar e praticar os Mandamentos, mas não com o coração endurecido, mas com amor. Jesus então ensina que a oferta do coração, a abertura de si mesmo para o amor deve ser primordial:


Mt 5, 23-24; "Se estiveres para fazer uma oferta diante do Altar e lembrares que tens alguma coisa contra ti, vai, deixa  a oferta diante do Altar, reconcilia-te primeiro com teu irmão, só então poderás fazer tua oferta!"


- Jesus pede o amor como maior oferta. Pois o amor é que constrói e traz a dignidade. Nota-se portanto, que, não  devemos fazer como Caim, que, além de ofender a Deus com sua oferta de frutos podres, também por falta de amor e inveja matou seu irmão Abel. 




O que mais desagrada a Deus é a nossa falta de amor, de compromisso com os irmãos e com a Comunidade.
Uma pessoa cristã, ainda que ofereça a Deus muitos bens materiais bons e perfeitos, se não apresentar diante de Deus um coração humilde e contrito, se não estiver com o coração disponível, aberto para amar, perdoar e servir não adianta nada. Deus está interessado em você, no que você pode dar de si mesmo para Ele e sua Igreja. O cristão descomprometido com o próximo e com a Igreja em que vive, não é um bom cristão. 


O amor é a base, se quisermos ser felizes devemos cumprir os Mandamentos de Deus. Por isso a necessidade de amar, de perdoar, e de apresentar-se a Deus com um coração aberto e disponível. Esta é a oferta maior que Deus precisa. O material é complemento deste. Os mandamentos de Deus não servem para nos prender a tal coisa ou religião, servem para que vivamos em paz com Deus, com nós mesmos e com os irmãos. Ou seja, viver a felicidade e estar sempre inserido no amor de Deus. E a resposta é imediata: prosperidade, bençãos e longevidade, são as promessas do Senhor para quem os cumprir. 


A Bíblia diz que José, filho de Jacó, cujo era temente ao Senhor e fazia cumprir seus mandamentos, tudo que ele fazia prosperava. Porque ele fazia de suas coisas, sua família e seu trabalho um gesto de amor e cumpria suas leis, obedecia seus pais. (Gên 39,5) 
        
Lembro ainda, da passagem do Evangelho. Quando o jovem rico foi ter com Jesus, este tinha perguntado ao Mestre o que devia fazer para entrar na vida eterna. Jesus então disse que,  se ele quisesse entrar na vida eterna devia cumprir os mandamentos. O jovem então respondeu que sempre os cumpria. Mas Jesus propôs um desafio: que ele vendesse seus bens e desse aos pobres, aí sim ele poderia conquistar a vida eterna! O jovem porém, ficou decepcionado com Jesus, porque era muito rico e não se desapegava de seus bens.(Mt19, 16-22); Faltava-lhe o amor ao próximo, a caridade. Embora ele dissesse cumpria todos os mandamentos, lhe faltava uma coisa o amor ao próximo, cujo é semelhante ao amor a Deus. Quem não tem atitudes de generosidade, quem se apega demais aos bens, se esquece da caridade e do amor. E por isso não entrará no reino de Deus, porque o mandamento de Jesus é este. "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!" 


Lembro também o início da Igreja onde o Livro dos Atos dos Apóstolos nos diz que os (primeiros) cristãos tinham tudo em comum. Dividiam seus bens segundo a necessidade de cada um... (At4, 32-35)   

Quanto ao Dízimo, a primeira referência desta lei no Antigo Testamento encontramos em Deut14, 22-23ss. O Dízimo ou décima parte da colheita deveria ser consumido na presença do Senhor, no lugar escolhido por ele. Isto é dentro do Templo, que naquela época era uma tenda  onde residia os sacerdotes, e o Tebernáculo do Santo dos Santos onde ficava a Arca da Aliança. 
Deus não precisava do dízimo pois tudo era dele, mas ele se serviu da instituição do dízimo para estabelecer uma relação de amor entre nós; o dízimo e a oferta é para manter o Templo, a casa de Deus. Ler: Deut18, 1-5ss.

Quanto aos animais das ofertas, eram sacrificados; o sangue deveria ser colocado no altar, enquanto que, a carne era assada ou cozida, deveria e consumida  pelos sacerdotes e servidores do Templo de modo a não sobrar: Ez43, 20-20; 46, 27. Se lermos o livro do profeta Ezequiel, veremos que tudo que envolvia o Templo de Deus devia ser perfeito, limpo e santo.  Principalmente os Capítulos 40-47.  Havia três principais tipos de sacrifícios que eram oferecidos a Deus: 1) Em Adoração e louvor, 2) Ação de graças, 2) por expiação dos pecados do povo.  
O dízimo é propriedade de Deus quem possui bens, ganha seu salário e não entrega seu dízimo está roubando de Deus. Leia: Lev 27-30.  


Na verdade, o dízimo representa nosso gesto de amor e gratidão, de doação e o reconhecimento de tudo que temos  Ele é quem nos dá.


A casa, o emprego, a saúde, os bens, a vida... O dízimo é diretamente consagrado ao Senhor para manutenção de sua Casa, isto é, a Igreja. Deus não faz uso do dízimo tudo que temos é de Deus. Mas ele existe para que possamos manifestar nosso gesto de amor para com Ele. Por isso que, o "dízimo" deve sempre ser a primeira coisa que ofertamos de "nossos ganhos", não pode ser sobra ou resto, porque Deus não é um mendigo. Deus vê a sinceridade do coração de cada um, por isso, o dízimo deve ser hoje uma parte do que você ganha, e não mais dez por cento, desde que o faça sempre com amor, gratuidade e disponibilidade. Não dá para dar o dízimo e depois ficar reclamando da Igreja como se ele fosse um imposto. 
A Igreja não obriga ninguém a pagar o dízimo, embora pela lei de Deus ele seja obrigatório. Mas o cristão deve se conscientizar que, o não pagamento do dízimo é pecado e quem o faz está sendo ingrato e roubando de Deus.          
        

Sabemos que Deus não come, não bebe e não precisa de nada deste mundo que seja material, pois Ele é espírito, Jesus também não precisa deles. Como dizem muitos ignorantes por aí: "santo não come e não bebe!" - Mas quem come e bebe e se sustenta com o dízimo não é o santo Deus, ou Jesus, é a própria Comunidade Paroquial e diocesana, ou seja, a Igreja na qual você participa e é batizado é que precisa ser sustentada como manda a Lei de Deus, pelo dízimo, as ofertas e outros provimentos necessários. 


Mas Deus o criou para que o homem tivesse essas duas experiências:

1) Fazer você expressar gesto de gratuidade por tudo de bom que Deus realiza em nosso favor, na nossa família, e na Comunidade. Deus nos dá todo necessário para que sobrevivamos com o suor de nosso trabalho. Fazemos a terra produzir, transformamos a matéria, construímos com nossas próprias mãos tudo de bom e necessário que precisamos para sobreviver. Somente os preguiçosos não têm esta experiência. 

2) O dízimo e as ofertas servem para manter o Templo do Senhor, seus dirigentes, os sacerdotes que têm a função de cuidar da casa do Senhor e realizar o culto divino. Sem ele seria impossível manter a Igreja ou Templo limpo, com as contas em dia, água, luz, telefone, salário dos funcionários, fazer as reformas necessárias, comprar os folhetos das missas, enfim, toda estrutura necessária para celebração do santo culto.


O dízimo é essencial não para Deus, diretamente, mas para sua obra. Para um bom trabalho pastoral, assim como qualquer outro, é necessário que haja bons recursos para que a Igreja possa acolher e servir a todos. Uma casa para o padre, sustentação das pastorais, um bom carro que permita ao padre se deslocar às comunidades rurais e urbanas com segurança, a limpeza do templo, a compra de hóstias, o vinho, as velas, jornalzinho de missa,  a manutenção da secretaria e do zelador da Igreja, etc. tudo provém do dízimo e das ofertas, leilões e quermeces. Tudo isso junto ajuda o dízimo a pagar as contas da Paróquia para o próprio bem da Comunidade.      

No Novo Testamento os dízimos e as ofertas aparecem mais presente forma de moeda, onde os Apóstolos recebiam os bens vendiam e atendiam as necessidades dos pobres, já que naquele tempo ainda não possuíam o Templo e se reuniam em pequenas comunidades.
Mais tarde com a estruturação da Igreja foi estabelecido o Dízimo para o emprego na manutenção do Templo e dos seus trabalhadores. Jesus mesmo disse que devemos dar a Deus o que é de Deus. 
Como o sacrifício de animais fora substituído pelo sacrifício Eucarístico de Jesus, o dízimo e as ofertas do povo iam diretamente para manutenção da Igreja e das obras sociais. 


A Igreja Católica não cobra o dízimo de dez por cento, ele deve ser devolvido a Deus segundo o coração de cada um. Apenas orienta que seja devolvido um valor de 1% do que você ganha. Um valor irrisório diante de tudo que Deus oferece para nós! Se cada um desse o dízimo de 1%...
Seria necessário para manutenção da paróquia, mas não é assim, por isso a Igreja usa as quermeces, a arrecadação de donativos, os eventos e leilões de gado, prendas, etc. para fazer render e ajudar o dízimo. O dízimo não é um imposto que deve ser cobrado, mas uma devolução e uma abertura do coração, exige de nós fidelidade e amor para com as coisas de Deus e a sua Igreja.


Quando o dízimo não é devolvido à Paróquia, ela é orientada a conscientizar os fiéis quanto a necessidade de estabelecer algumas taxas para batismo, casamento, e outras providências até que se restabeleça. 


As intenções da missa não é dízimo nem oferta, é uma contribuição especial para o bispo e o padre de modo a ajudá-los no complemento do seu salário e seus proventos pessoais. Pois o padre, ou religioso, muitas vezes se dedica unicamente à Paróquia sem qualquer outra fonte de renda, o bispo da sua Diocese particular e não possui outros provimentos de salário particular. No caso dos institutos religiosos, conventos e mosteiros a sobrevivência destes são através de doações dos fiéis e trabalhos realizados dentro das instituições como por exemplo, o artesanato, livrarias, gráficas, etc.


As ofertas ajudam o dízimo na manutenção da igreja e das comunidades, além de dar  suporte pastorais  paroquiais urbanas  rurais. Ajuda as outras Igrejas mais carentes como é o caso do óbulo de São Pedro que é enviado ao Vaticano todo ano, ajuda nas obras sociais da Igreja e a manter a evangelização nos lugares mais pobres, como catequese, educação nas escolas, cestas básicas, remédios, etc. 


Existe nas Dioceses e em cada Paróquia os  Conselhos Administrativos paroquiais e diocesanos para trabalhar com o Pároco e o bispo toda a questão financeira de cada comunidade. Os padres e os bispos não pode fazer o que bem quiser com o patrimônio da Igreja, o uso do dízimo e das ofertas. Esse dinheiro recolhido é enviado para uma conta e só é usado de acordo com a aprovação do Conselho Administrativo. O padre diocesano pode possuir bens que provém de seus ganhos, mas não pode usufruir dos bens da Paróquia 
   
Se você não é dizimista, experimente fazer a experiência de ser, e veja quantas bençãos serão derramadas em ti. Conforme a promessa de Deus no Livro do profeta Malaquias:


"- Diz o Senhor Deus: Porque eu sou o Senhor e não mudo; e vós, ó filhos de Jacó, não sois ainda um povo extinto. Desde os dias de vossos pais vos apartastes de meus mandamentos e não os guardastes. Voltai para mim e Eu me voltarei para vós! - diz o Senhor dos exércitos. - Vós porém. dizeis: Mas voltar como? Pode um homem enganar ao seu Deus? Porque me procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos tem enganado? -No pagamento dos dízimos e das ofertas. Fostes atingidos pela maldição, e vós, nação inteira, procurais enganar-me. Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do Templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência-e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário."  Ml 3, 6-10    


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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ANO NOVO COM SUPERSTIÇÕES? MAU COMEÇO!

De: Pe. Antônio Clayton - Revista de Aparecida ed. 01/11
Conclusão de: Elmando V. Toledo


FIM E COMEÇO DE ANO: RITUAL DE PASSAGEM E DIVISÃO ARTIFICIAL DO TEMPO PELO CALENDÁRIO. O ARTIFÍCIO DA PASSAGEM SUSCITA UMA ÉPOCA FÉRTIL EM SUPERSTIÇÕES, CRENDICES, SIMPATIAS, RITUAIS EXPECTATIVAS SOBRE O FUTURO, VOTOS DE ACONTECIMENTOS FELIZES".










Tudo se mistura: as alegrias e o otimismo das festas com a insegurança, dúvidas e curiosidades em prever o futuro. Esse é visto marcado pelo destino, não construído com a liberdade e razão responsáveis. 
Forças "místicas" ocultas dariam a resposta por meio de tarôs, búzios, magias, adivinhações, videntes, futurólogos etc. na virada do ano.

Pular sete ondinhas, estourar champagne, comer lentilhas, vestir-se desta ou daquela cor, imaginar-se protegido por energias positivas mediante certos atos e objetos.








O desejo VAGO E DIFUSO de vida nova e um ano melhor com saúde, dinheiro, paz a tudo envolve. Estado de espírito, mero costume, ou crendice de fato contaminam o imaginário popular na entrada do ano.



Mas as invencionices eivadas de superstição nunca têm fim. É curioso: após tanto progresso técnico e científico ainda persistem: as crendices, o misticismo da submissão irracional ao ocultismo, o medo da má sorte, o mito dos poderes especiais atribuídos a entidades esotéricas. 



De olho no lucro, o mercado fatura em cima das alienações supersticiosas. Entregar-se às forças externas imaginárias é abdicar-se da própria capacidade em gerir sua vontade. Ofende a dignidade do livre arbítrio. O que significa o fim e o recomeço do ano? Nada mais senão que a Terra deu sua volta completa ao redor do sol.

A superstição é um atentado a integridade da Fé. É pecado contra o primeiro Mandamento, (Amar a Deus sobre todas as coisas); porque em vez do amor total a Deus confia em meros objetos. 

No conceito cristão fé é confiança absoluta em Deus. Quem vive as convicções da fé cristã não fica refém da sorte e do azar e assume de modo responsável suas opções e decisões pessoais.

O supersticioso descarta o poder de Deus. Faz-se dependente de atos de magia, combinação de números ou de cartas de baralho, ou composição de pedrinhas (búzios). Adota ações submissas às supostas forças com poderes vagos sobre a vida humana. A fé é superior às forças racionais, mas não as anula, não subjuga e sim as liberta e ilumina. Instruída pela fé a razão apura o senso crítico, crê no poder da graça e na força da Oração.


CONCLUSÃO

... Bem, ... essas palavras escritas por padre Clayton, nos diz nada mais, nada menos o que a Bíblia já no Antigo Testamento se referia quando Deus proibiu o povo de Israel de acreditar e praticar magias, superstições e e advinhações.

Vamos fazer uma recapitulação do texto do Antigo Testamento:    

Deut. 4, 1.14: "E agora, ó Israel, ouve as leis e os preceitos que hoje vou ensinar-vos. Ponde em prática para que vivais e entreis na posse da terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá"... Ele vos deu a conhecer a sua Aliança e ordenou que as observásseis: as dez palavras que escreveu na tábua de pedra"...

O que Moisés quis dizer? ... - Que cumprissem os dez Mandamentos da Lei de Deus que outrora Deus os entregou no monte Sinai. Esta é a Constituição de Deus para o povo de Israel e para nós também! 
Se quisermos ter a verdadeira felicidade, devemos observar os Mandamentos. É preciso que a Lei de Deus, que fora escrita na pedra, fosse vivida e praticada no coração do povo de Israel e, hoje também somos convidados a observar essas mesmas Leis. E quais são elas? O Decálogo ou os Dez Mandamentos:
  1. Amar a Deus sobre todas as coisas. (No original é: Eu sou o Senhor teu Deus, ... Não adorarás nem prestarás culto a outro Deus senão a mim).Isto inclui todas as superstições, os cultos às divindades espíritas, e sobretudo não acreditar no poder de Deus.
  2. Não pronunciar o nome de Deus em vão, ( ou sem necessidade). Aqui também implica não blasfemar contra Deus, nem usar em vão e com falta de respeito as coisas sagradas. Implica respeitar a Igreja e as leis de Jesus. Não usar o nome de Deus de seus santos e Anjos em novelas, o nome de Deus deve ser invocado só quando precisamos dele nas nossas situações especiais e nas orações que fazemos.   
  3. Guardar os dias santos de guarda inclusive como o dia do Senhor, o domingo e os dias santos estabelecidos pela Santa Madre Igreja.
  4. Honrar os pais. Devemos respeitar nossos pais, pois, a autoridade dos pais reflete a autoridade de Deus. 
  5. Não matar. Só Deus e Jesus tem o poder sobre a vida e a morte. Isto inclui não só os homicídios, mas todo tipo de morte que não seja de causa natural, como o aborto, o genocídio.
  6. Não roubar ou furtar. Se engloba todo tipo de furto ou roubo, o desejo pelo ato, o enriquecimento ilícito, a exploração do trabalho escravo, prejudicar alguém em alguma situação financeira, golpes, conchavos políticos, superfaturamento, exploração, estelionatos, etc.    
  7. Não cometer adultério. Isto é, o (a) casado (a) na lei de Deus não pode relacionar-se com pessoas casadas, viúva (o) ou solteira (o), pois o Matrimônio é indissolúvel até a morte.  
  8. Não pecar contra a castidade. Isto inclui a pornografia, a pedofilia, os maus pensamentos eróticos, etc. O nosso corpo deve ser santo, não pode ser violado, não pode ser exibido de qualquer forma, devemos respeitar a vida, sobretudo respeitar nosso corpo como templo do Espírito Santo. 
  9. Não cobiçar (ou desejar) a mulher do teu irmão, (ou do próximo). Não desejar para si, nem mesmo nem pensamentos a mulher do outro que é nosso irmão, requer que esse ato atinge a dignidade do Matrimônio e fere todos os prinpípios e a dignidade da família do outro.   
  10. Não cobiçar as coisas alheias, (ou que desejar o que não é seu).  Devemos conseguir as coisas com o suor do nosso trabalho, sem cobiça. Deus nos dá de acordo com nosso merecimento, isto é tudo que temos deve ser abençoado por Deus e não fruto de nossa cobiça. Isto inclui também o enriquecimento ilícito. As propinas, as vantagens escusas de empregos, a exploração financeira e a exploração da miséria para obtenção de lucro. 

                     
Deut 18, 10-14: "Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo, seu filho e sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, (ou feitiçaria), à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou invocação dos mortos. Porque o Senhor teu Deus abomina aqueles que se dão à essas práticas, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do senhor teu Deus. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; mas a ti, porém, o Senhor teu Deus não as permite".

Nós, cristãos que somos, católicos ou de outras denominações cristãs, jamais podemos esquecer que Jesus não aboliu a Lei de Deus, nem a lei dos profetas e patriarcas. Apenas as aperfeiçoou, como Ele mesmo disse:


 "Eu não vim abolir as leis dos profetas, mas aperfeiçoá-las!" A Lei de Deus é uma só e não muda. (Mt5, 17-19). Nada pode ser tirado nem um til deve ser acrescentado ou retirado dela, e deve ser observada, amada e respeitada.

Pois bem, quem se dedica às superstições está pecando contra Nosso Senhor, porque está substituindo sua fé no poder de Deus, para acreditar e ter fé em forças ocultas. Isto é, nas forças diabólicas das práticas pagãs.

Mas você pode perguntar:

Então não podemos invocar os mortos?

O sentido bíblico de "evocação" (ou chamar) que se refere consultar os mortos, com o desejo de que eles nos respondam, como os espíritas fazem: "invocar ou chamar (ou evocar) uma entidade"

Os mortos não voltam a este mundo, nada tem haver com as orações que dirigimos aos nossos mortos, ou com a intercessão dos santos, pois eles os fazem por nós não neste mundo, mas na presença de Deus. Orar pelos mortos, ou pedir a intercessão de um  santo(a), é diferente de chamar o espírito daquele ou daquela para "consultas espirituais", isso não existe e é proibido por Deus. Por quê? - porque satanás é o único espírito que pode assumir várias formas. Quando na verdade se invoca um espírito em um centro espírita, na verdade não é a alma daquele(a) e sim forças malígnas de satanás. Daí Deus proíbe que se faça. Repito: mas de nada tem haver com nossas orações pelos mortos, isto podemos fazer. Conta-se que certa vez, no começo das aparições da Virgem Maria em Medjugorje, satanás quis confundir os videntes assumindo a forma da Virgem Maria, mas os videntes logo perceberam. 


Os Santos Anjos podem, sim, intervir quando necessário neste mundo, não por si próprios, mas porque são seres espirituais limitados ao Senhor Deus. Mas podem por permissão divina trazer suas mensagens, agir em alguma situação especial, nos dar proteção. A Bíblia relata vários casos das manifestações dos santos Anjos para um determinado fim. Por exemplo:


O anjo Gabriel que trouxe a mensagem à Abraão e Sara, cuja ficaria grávida ainda que fosse estéril e de idade avançada; O anjo Rafael que agiu protegendo e curando Tobias; o Anjo que passou na noite da Páscoa Antiga para exterminar os primogênitos do Faraó; O anjo Gabriel que visitou Nossa Senhora na encarnação; O anjo que anunciou no sepulcro a ressurreição de Jesus etc.
Mas sempre com a permissão divina. Eles não possuem vontade própria, ou livre arbítrio como nós.   

Quanto aos mortos, (que alcançaram a salvação), eles podem interceder diante de Deus por nós, mas eles nada podem fazer  por si mesmos. Também não têm o poder de se comunicar com os vivos. Se fosse verdade, a morte física não era necessária.


O Livro do Apocalipse nos mostra esta intercessão, sendo que a alma dos fiéis, (os santos (as), participam da Igreja Triunfante, junto de Deus e intercedem por nós. Vamos ler?


Apoc 8, 4 - "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos diante de Deus."   


Uma vez saída deste mundo a alma fica incomunicável. Somente Deus e Jesus pelo seu poder, e, Maria por uma missão especial podem-se comunicar com este mundo, mesmo assim em situações especiais. Jesus porque é Deus, ressuscitado e o primogênito entre os mortos, (Apoc1, 8.18). E Nossa Senhora porque foi assunta, (ou levada) ao Céu de corpo e alma. Isto é, Maria está por graça especial de Deus, de corpo e alma na Glória do Pai, porque como Mãe de Jesus, que é Deus, seu corpo não conheceu o pecado. Os demais não podem intervir neste mundo. 

Mas então..., os profetas eram adivinhos, médiuns ou seres especiais? - definitivamente não! ... os profetas foram pessoas comuns, escolhidos por Deus dentro do povo de Israel. Aos quais o Senhor Deus convocava e os inspirava para ensinar e conduzir o povo em tempos difíceis, sobretudo em tempos de guerras e perseguições ou ainda,  quando esses se desviavam do seu caminho.


Eram como diretores espirituais do povo de Israel.
Os profetas agiam por duas maneiras: 1) Por inspiração divina, 2) Ou por ação e intermediação direta de Deus. Como é o caso de Moisés que conversava diretamente com Ele, o profeta Elias etc. Cada qual no seu tempo e na história tiveram um propósito de missão. Mas nenhum deles praticavam a adivinhação e mediunidade.  

Portanto, meus irmãos, vamos deixar essas práticas pagãs de lado, pode ser que sirva para outras pessoas, mas para nós, povo cristão, católicos que somos, batizados e filhos(as) de Deus, somente devemos seguir o que Jesus determinou  e a sua Igreja ensina. Jesus é o único caminho. As profecias não eram advinhações, mas revelações de Deus e orientações para o seu povo. O mesmo o Espírito Santo faz conosco e na Igreja.


Deixemos que Deus seja nosso presente, passado e futuro, pois Ele é o nosso Deus vivo!  


A Carta de São Paulo aos Efésios 4, 17-24 nos diz:


"Portanto, eis que eu vos digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de sua idéias frívolas. Tem o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o seu endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados  da vida de Deus.
Indolentes, entregaram-se a dissolução, à prática apaixonada de toda espécie de impureza. Vós, porém, não foi para isto que vos tornastes discípulos de Cristo, se é que ouvistes e dele aprendestes, como convém a verdade em Jesus; renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupisciências enganadoras; renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem e semelhança de Deus, em verdadeira justiça e santidade!" 




QUEM ACREDITA EM DEUS, TEM O SEU AMOR E VIVE DE FATO O EVANGELHO DE JESUS NÃO PRECISA DE MAIS NADA, POIS JESUS É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, NINGUÉM VAI AO PAI, NINGUÉM É REALIZADO COMPLETAMENTE SEM ELE!