segunda-feira, 2 de agosto de 2010

VIDA, AMOR, SEXO & CASAMENTO

Texto de: Pe. Evaristo Biasi



O Matrimônio cristão é um sacramento da Igreja Católica. Cristo rvelou o casamento, fonte de vida, de santificação de salvação. Os esposos, através do amor cristão, tornam-se em Cristo, uma comunidade viva de salvação no todo de sua vida amorosa,  espiritual, afetiva e sexual.

Vida, amor e sexo são dimensões do amor conjugal. Fazem parte do amor e da vida do casamento cristão. A vida sexual, para ser verdadeira e duradoura. Exige a presença de um amor que assuma todas as dimesões da vida do casal. Separar sexo do amor, da vida afetiva e espiritual de um casal é debilitar em profundidade a dimensão maior do sexo com consequências sempre muito graves na sadia convivência e complementação na vida do casal. O homem e a mulher, através do amor cristão do casamento, devem cultivar seus sonhos e aspirações, mantendo suas individualidades e personalidades diferentes. Pela comunhão da vida amorosa, afetiva, sexual e esoiritual deve buscar sempre mais a unidade de ser, de viver e de existir. "Os dois são chamados a ser uma só carne", isto é, uma comunidade de partilha de toda vida e não apenas de partes.

Para isso se faz necessário, antes de tudo ter uma verdadeira noção, consciência e compreensão da sexualidade. O sexo não é algo que se tem, um órgão em si, mas é algo que se é, homem ou mulher. Todo ser humano é sexuado: corpo, mente, psíquico e alma. Não pode sexo com órgãos sexuais. A copreeensão do verdadeiro sexo exige a presença da sexualidade que é a maneira de ser e de existir da pessoa, isto é, do relacionar-se de complementariedadee entre homem e mulher em suas individualidades. Exige e compreensão do sexo não como uma parte da vida do homem e da mulher, mas da totalidade da vida, como exige a presença dos órgãos sexuais formam a genitalidade, que gera o praser em si.

Separar uma relação conjugal das três dimensões do sexo é matar a vitalidade da vida sexual de um casal no mais profundo de sua comunhão. Numa verdadeira relação sexual deve entrar o corpo, a mente e o espírito. E não só os órgãos sexuais. Quando os espíritos não se casam os corpos ficam viúvos e o sexo torna-se um simples prazer momentâneo que começa e termina com o encontro genital, onde o outro não é amado em seu ser, mas usado  como meio de praser. Esta compreensão e vivência do sexo como praser, leva o casamento para a desgraça e a morte do próprio sexon em si ao invés de transformar em fonte de vida, de comuinhão, de complementação na vida do casal. 

Pela partilha de vidas os esposos cristãos trnasformam sua vida sexual, na unidade da sexualidade, do sexo e da genitalidade, em fonte de vida, de comunhão, de compelmentação mútua, humana e divina, em caminho de santificação e de salvação. Os esposos participam da própria vida de Cristo no todo de suas relações sexuais. Neste sentido o sexo, a vida sexual, é graça de Deus fazendo parte do sacramento cristão. Os esposos partilham da redenção de Cristo e se santificam através daintimidade amorosa, afetiva, espiritual  e  sexual. Verdade esta que somente e será compreeendida e vivida pelos que acreditam e vivem da vida  e na vida de Jesus, na Igreja de Cristo.

Lastimavelmente este tesouro da vida conjugal é praticamente desconhecido, mesmo para a maioria dos cristãos. Pergunto: Como pedir a fidelidade a um casal se não dão conhecimento da grandeza humana e divina do sacramento do matrimônio cristão, como fonte de vida de santidade e de salvação? Sem darmos este conhecimento da riqueza do tesouro do matrimônio cristão, pouco faremos para ajudar os esposos a encontrarem o caminho da felicidade,  da fidellidade, e da realização mútua no amor. Falando do amor cristão, do casamento cristão para os jovens esses normalmente dizem: "ninguém nunca nos falou disso!".

É bom saber queninguém acredita ou luta por aquilo que ainda não descobriu, o verdadeiro amor. Se o casemento na humanidade, e mesmo na vida da Igreja, seencontra em crise ou até em decadência, sem dúvida, faltam os que sensinem o verdadeiro significado do matrimônio cristão comno fonte de vida, santificação e de salvação para os casais, particularmente para as novas gerações.




RELAÇÕES SEXUAIS ANTES DO CASAMENTO




Quero convidar você moça, principalmente para refletirmos sobre as relações sexuais realizadas antes do casamento. Vamos partir do princípio de que as relações sexuais podem ser prazerosase  gratificantes, como também frustantes, desagradáveis e até traumatizantes.


Que consequências podem surgir das relações sexuais realizadas antes do casamento?


O prazer sexual é um estímulo para a preservação da espécie humana. E a sua natureza feminina é despertada e estimulada para este prazer tão intenso e atraente. Por isso, a mulher vai desejá-lo constantemente. Porém, essa necessidade do pazer sexual genital pode tornar tão forte, que a mulher pode ficar dominada; já não consegue ficar sem o prazer e tenta buscá-lo de diversas formas. Assim um namoro pode se tornar em "encontro de relações sexuais". Saibam prezadas jovens que muitos fracassos matrimoniais acontecem exatamente por causa disso. O namoro deixa de ser um tempo de conhecimento de enrrequecimento de um e do outro para se tornar um tempo de curtição sexual. Deixando o lado primordial do namoro que é o conhecimento, a experiência profunda de dois seres diferentes que aprenderão um com o outro. Os casamentos frustrados se dão por causa de um namoro e um noivado mal feito. Logo, a moça não é uma boa mãe, não é acostumada a fazer as tarefas domésticas, etc. e o rapaz não tem paciência com a esposa, não faz nada, não trabalha, não serve para ser marido. Quando se  vê a união dos dois casais estão comprometidos pela falta de estrutura. Coisa que se poderia corrigir no namoro, durante o conhecimento de ambos. É para isso que serve o namoro. Não para encontros sexuais. A moda do ficar, hoje traz consequências devastadoras. Muitos namorados não conversam sobre suas pessoas, seus ideais, seus sonhos, seu projetos familiares e suas dificuldades. Não tem tempo de dialogar porque seus encontros são apenas encontros passionais para o sexo. Assim depois de dois ou três meses casados ficam decepcionados. Um pensa pensa do outro: "Eu não sabia que ela, ou ele era assim! nossa parece outra pessoa, quando conheci não era desse jeito!"... é assim que termina, o casamento torna-se uma frustração total. E não poderia ser diferente. Eles não se conheceram! Durante o namoro não dialogam, não se revelaram um para o outro, ficando apenas no esfrega-esfrega! Não pensaram, nem dialogaram sobre os filhos e o lar que iriam construir.


A gravidez precoce também traz transtornos, inclusive para a mulher, que gera o filho e tem que ficar com ele. Ao homem cabe o pagamento da pensão alimentícia, muitas vezes insastisfatória.
Por outro lado, com a Lei do Governo e  os benefícios sociais como o bolsa família e o bolsa escola, tem contribuído para o aumento das mulheres grávidas que pensam nestes benefícios como forma de sobrevivência, são na maioria das vezes insuficientes. Causando muito mais miséria, fazendo com que estas crianças, mais tarde se tornem pedintes nos faróis e pequenos infratores.  
   
A mulher antes de tudo, deve pensar: O que pode ocorrer em uma gravidez indesejada? - depressão, medo, angústia, falta de apoio familiar ou conjugal e ainda o mais grave, o aborto forçado. Porém o nascituro, tem direito à vida, mas a um custo muito alto, "se" esta gravidez não for bem aceita e planejada de modo a dar uma condição dígna ao nascituro.


O que mais vemos hoje são crianças abandonadas, jogadas no lixo, mortas assassinadas, por causa de uma gravidez precoce, sem nenhum apoio moral e psicológico, e ainda sem ajuda de profissionais da saúde.


Crianças que se tornam pedintes, infratores e muitos pequenos são aliciados pelo tráfico de drogas, porque foram gerados em um momento inadequado, errado onde a mulher sem estrutura não tem muito o que fazer para sustentar o filho. Tudo isso é consequência de um namoro de só ficar, e das relações sexuais imaturas, só pelo prazer, e fora do casamento. A moça não conhece bem o rapaz com quem se relaciona, logo engravida, um ou os dois não tem estrutura para encarar uma gravidez. Ou simplesmente medo da represália dos pais, ocorre os partos escondidos, as crianças jogadas no lixo, abandonadas e os abortos em clínicas clandestinas, ou ainda gerando "filhos sem pai". O perigo do "ficar" está aí, nesse termo quem mais sofre é a mulher, porque homem não gera é a mulher que cabe a gestação, o dar à luz, a amamentação. Se ela, festante não tiver maturidade suficiente da gestação ao parto, se não tiver apoio adequado, inclusive do cônjugue, certamente que essa gravidez vai gerar novas crianças de rua, ou novos bebês abandonados por aí!
Então por isso, é que a mulher deve sempre pensar que o sexo fora do casamento, o ficar momentâneo é comparado a uma casa sem alicerce que de uma hora para outra pode ruir. Deus instituiu a família para que ela fosse esse alicerce. Que sustenta a casa que é o casal e os filhos. O sexo dentro do casamento cristão não é uma invensão da Igreja, mas uma exigência de Deus. Ele que que criou uma família para ser gerado nela. A família é uma bênção de Deus. Dentro do sacramento do matrimônio, o casal se santifica e os filhos  também são santificados, bem como as relações sexuais são direito e dever do casal e também é bênção de Deus. Fora do casamento, é pecado e maldição.   
 
       
Para  a moça que mantém relações sexuais prazerosas antes do casamento, a natureza feminina passa a ter muita necessidade desse prazer, a ponto de muitas vezes não conseguir controlar, acabando as vezes por procura de outros parceiros, se ela não se realiza, vem a frustração, da frustração os crimes passionais, porque a moça passa a procurar outros parceiros sexuais. Há uma infidelidade no namoro. Chega a pensar que não ama o namorado. Sem falar nas outras consequências: doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. Ocorre tembém a fragilidade do psiquismo feminino, por achar dependente de relações sexuais e a necessidade do parceiro, ela se sujeita até à violência do parceiro. O prazer carnal pode escravizar, criar uma força distorcida do prazer de modo que a mulher fica mais vunerável e dependente das relações sexuais e escrava de si mesma.


Se o namorado quer ter um namoro casto, a necessidade daquele prazer vai pressioná-la a ter relações sexuais e convencer o namorado a realizá-las. A jovem hoje cada vez mais cedo tem despertado as aptidões e o enteresse pela sexualidade, no entanto  as conseqüências são piores para as mulheres. E essas más experiências nas relações sexais precoces atingem futuramente o matrimônio por causa da infidelidade conjugal de ambos. Pode ocorrer que esposo e esposa não estão se satisfazendo mutuamente levando a um desenteresse sexual de um para com o outro, causando a infelicidade no casamento e a traição.


Depois uma jovem que já teve relações com vários parceiros, chega a casar-se, a natureza feminina impele para  plurisexualidade, isto é o desejo de ser infiel ao esposo. Pois existem mulheres que para se satisfazerem  sexualmente o vazio e a frustração sexual, imaginam ser amadas por outro homem com as quais tiveram relações gratificantes. E as brigas e os crimes passionais começam por aí! - Além do que isso também é adultério.


Outras ficam com saudade de um parceiro antigo, sua sede de afeto passa a lhes falar mais alto. E essa infelicidade vai culminar com a traição, adultério e a separação. E quem mais sofre são as mesmas mulheres vítimas do ciúme dos parceiros ou violentadas ou mortas. E também os filhos que não entendem nada e sofrem com a separação tendo muitas vezes seqüelas psicológicas pro resto da vida.


Percebam então o valor bíblico da castidade e da virgindade. É preciso que a moça seja pura, preservada, especial para o casamento. E o namoro seja mais santo, sem avnçar o sinal. É preciso que a moça domine o sentimento sexual a fim de que o fruto desse namoro culmine no conhecimento profundo do ser humano que estão um no outro. Percebam que Deus Pai aconselha e pede a castidade no sexto Mandamento. Não é a toa pois as experi~encias sexuais mal feitas geram sofrimentos e crianças abandomadas sem rumo, sem amor , frutos de um parazer momentãneo. Nós temos um sentimento animal dentro de nós, porém com uma diferença: Deus nos fez dotados de inteligência para buscar o que é certop em nossas vidas. E criu as leis para que fôssemos felizes. No entanto é preciso que nos achemos dentro desta humanidade e entendamos que há tempo para tudo. Mas se bularmos esse tempo, vamos gerar consequências que  depois nos rarrependeremos. As consequências sã muito mais graves para a mulher do que para o homem. Pois é a mulher que vai carregar nove meses o filho na barriga, é ela quem vai caber o papel da educação. Ao pai, em caso de separação resta um pegamento de pensão e mais nada. A mulher acarreta todas responsabilidades do filho.


Mulheres pensem! e reflitam que: namoro é oportunidade de conhecimento, para depois não se arrependerem mais tarde!         


Fonte: Revista Brasil Cristão-ed. 08/2010                 

domingo, 1 de agosto de 2010

VOCAÇÃO E VIDA CRISTOCÊNICA

(Pe. Eduardo Dougherty, sj)
fonte: Revista Brasil Cristão ed. agosto/2010
Todo ser humano tem um chamado especial, uma vocação que está inserida em seu ser. E Deus nos conhece pelo nome e pela nossa vocação, por aquilo que somos. Nossos dons e nossos talentos pessoais mostram qual é nossa principal vocação. 

E se uma pessoa souber discernir qual é a sua vocação, tudo ficará mais fácil para ela. Então imagine o que uma pessoa é capaz de fazer se conhecer bem suas aptidões, aperfeiçoar-se através do estudoe do trabalho e, com experiência colocá-las à disposição de Deus Pai, para que sejam usadas em benefício de quem precisar! Essa pessoa será, sem dúvida nenhuma, um excelente médico, engenheiro mecânico, comerciante.
A Ir. Cecília cita, em sua entrevista, uma frase que define bem a palavra vocação: "onde a necessidade de alguém e os seus talentos cruzarem, aí está sua vocação". Perfeito. A minha vocação é para servir ao outro, ao meu próximo, não importa quem seja ele. Todo trabalho que conhecemos é feito para atender a necessidade de uma ou muitas pessoas. Alguém sempre precisará do nosso trabalho, do nosso talento. Portanto quanto melhor eu for naquilo que faço, melhor para mim e, principalmente, para quem sirvo.

Jesus Cristo é o nosso melhor exemplo de pessoa vocacionada e entrega à uma missão. Nenhum ser humano cumpriu, cumpre ou cumprirá sua missão melhor do que fez Jesus. Por amor a cada um de nós, Ele foi atéàs últimas consequências para cumprir sua missão. Porém, alguém poderá dizer: Mas Ele é Deus! Ele pode tudo! Para Ele tudo muito fácil! Concordo em parte, porque Ele é Deus, todo poderoso. Mas também discordo, porque Ele veio a esse mundo como um ser humano, sendo igual a nós em tudo, menos no pecado. Jesus nasceu, vibeu, sofreu, se alegrou, trabalhou, nos ensinou muitas coisas e morreu como um homem comum, pregado numa cruz. Porém ressuscitou.
Sua missão foi a de salvar o ser humano e ele a cumpriu itegralmente. E a nossa principal vocação de cristãos é a de sermos imitadores de Cristo e vivermos seus ensinamentos. Enfim, de termos uma vida cristocêntrica, ou seja, Cristo deve ser o ventro, o modelo de vida a ser vivida por cada um de nós. devemos ser igual a Ele  em tudo, principalmente vencendo o pecado.

Portanto, se eu me conheço como pessoa, como alguém que é amado por Deus Pai, como alguém que tm talentos especiais e diferenciados; se sou uma pessoa que procuro multiplicar e aperfeiçoar meus talentos a cada dia, para colocá-los a serviço do próximo, para o bem de toda a sociedade; se procuro levar uma vida centrada nos ensinamentos de Jesus Salvador, eu posso me considerar, então, a pessoa mais feliz do mundo, realizada vocacionalmente e muito importante no seio da comunidade em que sirvo. 
Para isso você nasceu, para isso você foi chamado, para isso você é vocacionado. Que Deus abençoe os seus talentos e a sua missão neste mundo.


VOCAÇÃO E MISSÃO

(Ir. Nery, fsc)

Vocação, do latim, "Vocare", significa chamar, convidar alguém. "Vocatio" - Vocação é uma situação, um estado de espírito de alguém que percebe que está sendo chamado, convidado, convocado para uma tarefa.
Igreja e vocação. Como na Igreja tudo pensado e feito a partir de Jesus Cristo, obviamente para ela, é Jesus quem chama, convida, convoca alguém, um grupo para determinada missão em seu nome, para ajudá-lo na renovação de sua Igreja e na construção do reino de Deus aqui na Terra.
Mesmo que uma pessoa tenha, excepicionalmente, o máximo de clareza quanto a ser chamdo por Jesus, ele necessita do acompanhamento e discernimento da comunidade eclesial, da autoridade da Igreja. Todo discípulo verdadeiro de Jesus sabe que depende da Igreja e que viver isolado é um risco muito grande de engano na fé. 

O chamdo a ser cristão segundo Marcos3, 13-15; para ser cristão há necessidade de três dimensões perfeitamente integradas: 1) Vocação, ser chamado por Jesus a ser discípulo dele; b) Inserção, passar a viver na comunidade de Jesus; 3) Desempneho da missão dada por Jesus. Eis o texto: "Jesus chamou a quem ele quis e eles foram até Ele. Jesus constituiu 12 para ficarem com Ele; E os enviou para anunciar e para expulsar demônios". 

O cristão, portanto, acolhe o chamado de Jesus para seguí-lo e responde-lhe sim, integra a comunidade dele e assume a missão que Jesus lhe confiar. 

Vocação e vocações. Nossos pais receberam o chamado de Deus e a missão de srem nossos pais. Mas cabe a nós responder sim ou não ao dom da vida e à tarefa de realizá-la neste mundo. Ao dom da vida, segue o dom da fé. Ppor diversas situações Deus suscita e nós o desejo de buscá-lo e nos fornece a cgance do encontro pessoal e do compromisso com Ele. 

Mas no mundo de hoje já não é suficiente a fé de tradição siciológica. Exige-se também a opção pessoal pela fé, isto é, uma resposta ao chamado para crer, esperar e amar. E a opção pelo cristianismo traz consigo diversas possibilidades de se viver a fé e torná-la operante. Nascem daí as diversas vocações para denmtro da Igreja e em nome da Igreja para renovar a Igreja e transformar o mundo.

Todo trabalho pastoral, catequético, litúrgico, etc. tem o dever de levar a sério a dimensão vocacional da vida cristã. Indispensável para a vitalidade da Igreja e para que ela cumpra bem a sua missão.    
          



   




quarta-feira, 19 de maio de 2010

MARTINHO LUTERO - homicida e suicida

Eis alguns dados do fundador do "protestantismo" e da igreja Luterana  Martinho Lutero e o seu fim trágico depois de muita bebedeiras serestais com seus amigos:

Martinho Lutero nasceu em Eislebem, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim a sua própria vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Sua mãe, Margarida foi muito religiosa, porém, muito superticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, que influiu muito no comportamento do filho. O jovem lutero, após seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou em 1505. Em junho deste ano entro para o Convento dos Agostinianos, (não por vocação, mas para não ser morto).
Ele mesmo falou várias vezes desse medo de ser morto que determinou a sua entrada para a vida religiosa.

LUTERO HOMICIDA - o Dr. Dietrich Emme, em seu livro: "Martinho Lutero-sua juventude e seus anos de estudo entre 1483 e 1505", Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser preso e submetido à justiça criminal, cujo o resultado teria sido, provavelmente pena de morte, por ter assassinado seu colega de estudos Jerônimo Buntz. Daí o seu "medo da morte" ao qual referia frequentemente. Então um amigo aconselhou-o a entrar para o Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo , que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.

Lutero parecia ter se convertido. Mas não! -  Estava sempre perturbado e contraditório, ele se declara réu confesso em uma prédica em 1529: "Eu fui monge, e queria seriamente ser piedoso. Ao invés eu me afundava sempre mais; eu era um trapaceiro e homicida!" (WAW. 20, 50, 18). Em um discurso transcrito por Veit Dietrich, afirma: "Eu me me tornei monge por um desígnio especial de Deus, a fim de não me prendessem; o que teria sido muito fácil. Mas não puderam porque a Ordem se ocupava de mim". (isto é, estava asilado no Convento). (WATr1, 134, 32).

Portanto Lutero foi réu de um homicídio que cometeu quando era estudante em Erfurt. Segundo seus biógrafos, o motivo seria despeito, pois, o seu colega havia obtido melhor nota nos exames.

Durante sua vida de  revoltas foi um homem desequilibrado emocionalmente, com o coração cheio de ódio , revoltou-se, não só contra a Igreja mas contra Deus, viciado em álcool e mulheres. Como vamos ler a seguir alguns de seus pensamentos que ele mesmo escreveu:


LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO - ele confessa: "Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e borracho de manhã à noite...em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência". No entanto chamava o papa de "asno".    

SOBRE A ORAÇÃO DIZIA - "Eu posso rezar mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer "santificado seja o vosso Nome" direi: "maldito seja o nome dos papistas..." que o papado seja maldito, condenado e exterminado. Na verdade é assim que rezo sem descanso. O coração de Lutero estava cheio de ódio e rancor contra a Igreja porque ela não defendia suas insanas idéias.

SOBRE OS MANDAMENTOS DE DEUS DIZIA - "Todo o Decálogo (os 10 Mandamentos), deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nosoutros tão perseguidos pelo diabo... Deves beber com mais abundância e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio..."
Lutero, não só afirmava que as boas obras de nada valem, para a salvação, como também as amaldiçoava.

MAS SOBRE O PECADO DIZIA - "sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte..durante a vida devemos pecar!"

SOBRE A CASTIDADE DIZIA -  "é uma invenção maldita"... "do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher". Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus conventos e se casarem.   

SOBRE A VIRGEM MARIA - a caneta me recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra sua pureza. A tal ponto de me fazer envergonhar-me em reescrevê-las.

SOBRE O PRÓPRIO JESUS CRISTO - afirma que "cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó e com Madalena a mulher pecadora que Ele mesmo perdoou!"

SOBRE DEUS ELES DIZ - "Certamente Deus é muito grande e poderoso, bem misericordioso..., mas é um estúpido; e tirano."

SEU ÚLTIMO SERMÃO - Aconteceu em Wittenberg, em maio/1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o Sacrifício da Missa e o culto à Nossa Senhora.


LUTERO SUICIDA 

Lutero tinha um temperamento mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, sua neurose atingiu os limites mais extremos.
Estudos especializados lhe atribuem um "neurose de angústia gravíssima" do tipo que leva ao suicídio.

Seu suicídio é afirmado tanto por "católicos" quanto por "protestantes"; Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld:

"Martinho Lutero na noite que antecedeu sua morte se deixou vencer pela sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigado a carregá-lo totalmente embriagado, e a colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nossos aposentos sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão ajudá-lo a se vestir, como era de costume. Mas, que dor! Vimos e nosso Patrão, Martinho, pendurado em seu leito e estrangulado miseravelmente. Tinha a boca e a parte do rosto escura, o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados de véspera, para anunciar-lhes o execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de lutero em seu leito, e anunciasse ao povo que o "mestre lutero" tinha improvisamente abandonado esta vida". (ou seja, em outras palavras, tinha se suicidado)

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram o suicídio pelo seu doméstico Kudfeld:  o médico, Dr. Cester e Dr. Lucas Fortnagel. As informações deste último foram publicadas pelo escritor: J. Maritain, em seu livro: "Os Três Reformadores".  Nesse livro o autor ainda oferece uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram também.

Lutero nunca foi um Reformador, está mais do que claro que o que sentia era algo muito mais pessoal,  pois dotado de um espírito conturbado, doente psicologicamente, e viciado em bebida, só o que fazia era se encher de ódio e levar uma vida de promiscuidade, algo que a Igreja de Nosso Senhor nunca o deixaria fazê-lo. Levava um vida desregrada longe de ser um religioso, e o celibato para ele  era considerado uma maldição em vez de bênção. A sua revolta contra a Igreja Católica não foi contra as Normas da Igreja, mas porque ofendia a sua promiscuidade e a sua doente consciência. Lutero queria criar regras para si mesmo, algo que não constasse na Bíblia e nas regras que a Igreja na época aplicava. Mas o que conseguiu foi seu fim trágico pois sua consciência doía pela morte do colega nunca se achou repouso da alma, e sabia que devia explicações à Justiça humana e divina.


É esse falso reformador que os que se dizem "crentes" seguem,   perseguem a verdadeira Igreja de Cristo. a Igreja Católica, e negando a fé e as verdades da Igreja  e no entanto afirmam seguir Jesus Cristo. Coitados! - porque longe de ser um santo, lutero foi o mau exemplo de  líder que  qualquer religião extirparia da História!  

   

segunda-feira, 17 de maio de 2010

PENTECOSTISMO E CARISMATISMO - Seus perigos - PENTECOSTES E, SEU SIGNIFICADO PARA O POVO CRISTÃO

O atual Carismatismo ou Pentecostismo, que é praticado pelo protestantes e católicos teve sua origem no protestantismo no começo do século nos EUA. Uma estudante protestante afirmou ter tido de repente, uma "sensação de paz e gozo". Ela atribuiu esse fenômeno a Cristo. Passados alguns dias toda a Comunidade se davam as mesmas manifestações. Que foram interpretadas como Batismo no Espírito.   Assim nascia o movimento petencostal protestante que pretende reviver os carismas extraordinários dos Apóstolos no dia de Pentecostes.

Era natural que a fé-confiança, de Lutero, essencialmente despreocupada com a precisão doutrinária das verdades, viesse a desembocar na explosão de manifestações sentimentais do carismatismo. O que é totalmente anormal é que a Fé católica, que exerce adesão pelas verdades reveladas por Deus e propostas pela Igreja como necessárias para crer e para salvar-se, tenha sido de tal modo adulterada a partir do Concílio que viesse assumir essas manifestações exarcebadas de sentimento religioso. 

No campo católico, esse pentecostismo chamou-se Renovação Carismática. E vem recebendo maior aprovação das autoridades eclesiásticas pós-conciliares. 
"Pentecostes" palavra de origem grega, que quer dizer "quinquagésimo dia"  , foram os 50 dias após a ressurreição de Jesus em que Ele, enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos conforme a sua ordem: "não se afastarem de Jerusalém mas esperarem a promessa do Pai",..." pois sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias". (At1, 4-5)

Batizados aqui significa "banhados" ou "inundados", e não outro batismo diverso do Sacramento do Batismo. Significa a graça especial do envio do Espírito Santo com abundância de seus dons extraordinários.
A abundância de dons extraordinários, visava socorrer a Igreja nos momentos difíceis no começo em que devia aplicar-se em converter os judeus e os pagãos idólatras. Eram dons da ordem dos carismas, os quais não se destinam ao bem pessoal de que quem os recebe, mas de toda a Comunidade dos fiéis.
Ao lado desses carismas transitórios, proveu Jesus a sua Igreja dos Santos Sacramentos como canais normais e permanentes da graça divina, que conferem dons para beneficiar cada um em particular.

O Carismatismo se não bem usado comete o erro grave de pretender renovar, um clima de exaltação super emotiva aqueles carismas extraordinários. Um erro que pode ser grave porque se não bem acompanhados pode expor os fiéis à ilusão com a esperança de estarem recebendo graças especiais, quando pode se tratar de uma simples explosão natural de sentimentos. Esse erro é tão perigoso que, o demônio pode afluir e servir destes estados de super exaltação para produzir certos fenômenos extraordinários com aparência de coisas verdadeiras para enganar e perder a muitos. Uma grande inverdade é a oração em línguas que "os carismáticos" dizem fazer. Para que serve? quem os entende? ... o que há é uma confusão , que "não se parece traduzir" o que se ora, e que São Paulo já exortava antes. Pois o "dom de falar e orar em línguas se não houver compreensão da assembléia, de nada serve para a edificação da Igreja". De nada tem haver com o Espírito Santo, não passa de um teatro. O fato é que muitos líderes católicos e padres estão embarcando nessa e incentivam os carismáticos, achando que isto é unção do Espírito Santo. É mentira e engodo!

O QUE SIGNIFICA PENTECOSTES, E  COMO ACONTECEU O DOM DE LÍNGUAS NOS ATOS DOS APÓSTOLOS?

Quando abrimos a Bíblia no Livro do Êxodo 34, 22, lemos a prescrição de celebrar a "Festa das Semanas", por ocasião da colheita do trigo.
Tratava-se de uma confraternização religiosa própria do mundo rural, sete semanas após a festa dos pães ázimos, que lembrava a Páscoa dos judeus. Mais tarde já com o culto centralizado no Templo e caracterizado por sacrifício de animais, Pentecostes, mais que uma festa da colheita, era o dia em que os judeus comemoravam a promulgação da Lei de Moisés, isto é os 10 Mandamentos, (Lev23, 15-22); que era celebrada "50 dias" após a Páscoa judáica. Assim no AT, costumes religiosos do mundo rural adquiriram também uma característica histórica, lembrando a libertação da escravidão no Egito e aliança que Deus fez com Moisés no monte Sinai. (Dt16, 9-12)

Para nós cristãos Pentecostes já não tem referência alguma ao mundo rural. De fato, passou a ser a festa que faz memória do envio do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Discípulos de Jesus. É verdade que há vários momentos em que o Espírito Santo é dado aos seguidores de Jesus, como em Jo 20, 22-23; At 8, 17; 10, 44-45.
Contudo a cena-ícone do Pentecostes cristão é narrada em Atos 2, 1-36; porque constitui o ponto de partida de uma nova Comunidade, unida pelo Espírito de Jesus e enviada como missionária a todos os povos.

É a manifestação maior da Terceira pessoa da Santíssima Trindade tal como Jesus prometera, (Jo 14, 16-20; 16, 5-15). Ele irá continuar a obra redentora de Jesus, não mais através de algumas pessoas privilegiadas, mas através da própria Igreja. Nessa cena também se destaca a figura de Maria (At1, 14); aquela que atraiu para si o Espírito Santo, para gerar a pessoa de Jesus, e agora trai novamente para gerar a Igreja de Jesus.

Os dons do Espírito Santo em Pentecostes não coincidem com os dons da tradição dos sete dons, que normalmente tomamos do Antigo Testamento, do profeta Isaías, (Is11, 2-3);  Aqui vemos os dons da coragem de ser missionário e dar testemunho de Jesus Ressuscitado, do entendimento do mistério pascal de Jesus,da união e da alegria de ser cristão, da partilha de bens, para que ninguém passe necessidade, do amor fraterno e da concórdia, que faz com que todos se compreendam entre si, apesar de serem de diferentes culturas e línguas. Enfim, inrrompe algo novo dentro da sociedade romana e judáica da época com uma força de atração impressionante. 

( Rev. de Aparecida Ed. 05/2010 - texto de Pe. José Ulysses da Silva, CSsR) 


Segundo narra o Livro dos Atos que, na descida do Espírito Santo o povo, que ali se encontrava, (pois era a festa da colheita), começou a entender em seu seus próprios idiomas a pregação dos Apóstolos. O fenômeno que acontecia era esse: Os Apóstolos e os presentes ali que receberam o Espírito Santo, começaram a falar, louvar e bendizer a Deus. Os de fora, (de outras regiões), que ali se encontravam os ouvia em seu idioma ao mesmo tempo cada qual em sua língua . O Espírito Santo através desse  fenômeno  traduzia o a palavra dos Apóstolos e discípulos de Jesus (idioma Aramáico), para o idioma deles, como se fosse um tradutor simultâneo. Porque aconteceu isso? O Espírito Santo se adiantou em ser o primeiro tradutor de Línguas. Como era impossível, (na força humana) para falar à pessoas de diversas regiões ao mesmo tempo, o Espírito Santo descido sobre todos ali no Cenáculo, agiu de forma tal a fazer com que eles ouvissem os Apóstolos e os entenderam nos seus próprios idiomas para que eles cressem em Jesus, dessem conta do que se passava e se convertessem.  Junto com esse milagre veio também a Força para preparar a Igreja que ali nascia para  Anúncio do Evangelho. Para isso o Espírito Santo derramou seus dons e sua força santificadora de modo a reanimá-los para a missão que iam empreender. 
   
Isto podemos comprovar claramente no Livro dos Atos dos Apóstolos: ...."não são todos galileus? como é que nós os entendemos falar em nossa própria língua?" (Cf. At 2, 7-8)
Nesta ação espetacular do Espírito Santo veio CONGREGAR num só povo e UNIVERSALIZAR a Igreja de Jesus, (até então os cristãos ou nazarenos, como eram conhecidos), passaria ser conhecida em todo mundo mais tarde  como: IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. Um outro significado é que, Deus uniu e e instituiu pelo Espírito Santo um Novo Povo, que antes na Torre de Babel, o povo que ANTES falava  em uma só língua, foi separado, POR CAUSA  DO ORGULHO; e cada qual passou a ter um idioma diferente. (A Bíblia fala que Deus os confundiu em sua Língua. Cf. Gên11, 1-9); Com a Igreja de Cristo e pela efusão do Espírito Santo o novo povo de Deus, eleitos de diversos lugares foram Congregados num só povo, O POVO CRISTÃO. Por isso é que Aconteceu o dom de Línguas. (Cf. At2, 1.3,5-6). Esse dom foi único, só aquela vez de modo a chamar à conversão todos que ali se encontravam para que eles entendessem e aceitassem Jesus. Até então Pentecostes era uma festa popular da Judéia que reunia gente de todo lugar. Somente depois é que a palavra Pentecostes passou ser usada na Igreja para significar a descida do Espírito Santo. Porque foi no "Dia da festa Colheita", isto é em Pentecostes, que Jesus enviou seu Espírito. Então esse dia se tornou sagrado para Igreja e recebeu este nome: Dia de Pentecostes, que daquele dia em diante significa para nós cristãos: Dia da descida do Espírito Santo.     


Eis o que significa Pentecostes, a presença do Espírito Santo na Igreja, uma força invisível, mas muito bem percebida, que é a própria essência da Igreja, sem Ele a Igreja seria um museu histórico, jamais porém uma força missionária. Capaz de atravessar vinte e tantos séculos cheias de vida gerando muitos santos e santas.
O momento de Pentecostes para cada cristão é o dia da sua Crisma. Ela lhe concede o próprio Espírito Santo, como dom, e o marca como Templo vivo d'Ele. Ela tem força de fazer acontecer em sua vida, a mesma experiência daquela primeira Comunidade, reunida em torno de Maria Santíssima. Por isso é tão importante que em todas as nossas orações, jamais deixemos de suplicar com insistência: "Pai por vosso Filho, dai-me o Espírito Santo!"   


O QUE NÃO PODE ACONTECER DENTRO DOS MOVIMENTOS CARISMÁTICOS 

Muito causa estranheza ver nos movimentos carismáticos pessoas falarem coisas estranhas, sem som distinto, incompreensível afirmando que aquilo é dom de línguas, não é verdade, no ponto de vista bíblico não tem nada a ver com o dom de línguas revelado em Pentecostes. Para justificar chegam a dizer que aquelas falas estranhas é a língua do Espírito, não é verdade. O Espírito Santo é uma força divina, que move os corações e os pensamentos de modo a Santificar as almas e também impulsionar o espírito missionário.  


Nesse sentido veja o que São Francisco de Sales, doutor da Igreja já dizia:

"Tem-se visto em nossa época pessoas que crêem que foram muito freqüentemente raptadas em êxtases; E a cabo descobria-se que não passava de ilusões diabólicas. Assim, certo sacerdote no tempo de Santo Agostinho punha-se em êxtase sempre que queria, cantando e fazendo cantar uma ária lúgubre. (...) O admirável é que seu êxtase ia tão longe que não sentia o fogo que lhe aplicava, a não ser depois voltado a si..., e ficava sem respirar". E o Santo segue advertindo-nos de que o malígno pode transformar-se em anjo de luz, operar êxtases e prodígios e outros milagres extraordinários para perder as almas confundindo-as. São João da Cruz também afirma: "...quando a alma procura estas comunicações abre as portas para o demônio!" 

Um outro caso; o ex-pastor, Francisco Almeida de Araújo, da igreja Batista, conta-nos que nos EUA, um antigo pastor missionário na África e conhecedor de vários idiomas e dialetos africanos  , certo dia encontrou em sua igreja um grupo de jovens "falando em línguas". Mas tomou um grande susto ao conhecer que aqueles jovens proferiam blasfêmias contra Nosso Senhor em um dialeto africano que ele conhecia bem. Era pois o demõnio que inspirava a mente daqueles jovens em estado de transe a dizerem blasfêmias. O mesmo fenômeno já aconteceu nas "falas de línguas" do carismatismo católico.
Porém o  "falar em línguas" não foi proibido mas exortado, que se tomasse cuidado, São Paulo diz que a "dom da profecia" é muito mais importante e deve ser usado para edificação da Igreja. (Cf. 1Cor14, 5-6) ... Para São Paulo de nada adianta falar em línguas se isto não traz nenhum proveito para a Igreja a não ser para a pessoa. Já a profecia, (no sentido de anunciar o Evangelho, denunciar e ajudar combater as injustiças), é importante para a Igreja, Deus se serviu dela desde o Antigo Testamento, através de homens justos para ajudar o povo a caminhar, servir dela com seu Filho Jesus para pregar a Boa Nova, serviu dela pelos Apóstolos e serve dela pela sua Igreja.


O QUE DIZ SÃO PAULO SOBRE "O FALAR EM LÍNGUAS"?


São Paulo, em boa parte do Capítulo 14 da 1a. Carta aos Coríntios,  vem explicar-nos sobre  "o falar em línguas"; segundo São Paulo,  não é proibido, porém, não é importante pois não enriquece a Igreja. Primeiro porque ninguém entende o que se fala, depois não traz ensinamento nenhum; a pessoa que fala em línguas é como um instrumento musical desafinado, que não produz música. Quem afirma é São Paulo; 1Cr14, 6-7.
A gente vê nos movimentos carismáticos pessoas bem intencionadas que acreditam e se dizem "falar em línguas", (e outro erro mais trave é que são até incentivados por dirigentes da Igreja); por acaso você entendeu ou melhor, compreendeu o que eles falavam? ...  Alguém já os interpretou sob os dons do Espírito Santo? ...
A Igreja não proíbe que se use esse dom, mas se ele não servir para edificação da Igreja e se não for interpretado não resolve nada. É o que nos diz S. Paulo. A pessoa ora, mas o espírito fica sem frutos. E Paulo conclui dizendo que ele tem sim o dom das Línguas mas ele prefere "na Assembléia" usar de suas próprias palavras para que o povo entenda. (Cf. 1Cor14, 8-19); não é recomendável o "falar em línguas" dentro da Assembléia, porque confundirá a todos.
São Paulo dá a entender que o conhecimento de "falar em línguas" é falar o idioma patrício, não um "dom sobrenatural". Nisso sim, quando pois todos sabemos que ele era um Rabino antes de se converter, estudou e falava em vários idiomas conhecidos na época: Hebraico, Aramáico, Latim e Grego. Pois ele tinha dupla cidadania era Judeu, mas tinha cidadania Romana. Ele explica bem no versículo versículo 18, depois vem explicar dentro da Palavra de Deus o porque não "fala em línguas" ...esta escrito na Lei: "Será por gente de língua estranha e por lábios de estrangeiros que falarei ao meu povo, (não por dom de línguas); e nem assim me ouvirão!" (Is28, 11s.) Para São Paulo o "falar em línguas" traria confusão dentro da Igreja porque uns compreenderiam, outros não, achariam que eles estavam loucos, semeariam então confusão e traria injustiça, (usar o bom senso no sentido de que, todos tem o direito de ouvir o Evangelho proclamado) a Assembléia. Para São Paulo, quem age assim se comporta como uma criança. 


OUTRO ERRO GRAVE DO CARISMATISMO OU PENTECOSTISMO - é pretender uma comunicação do Espírito Santo e da graça divina por outros meios que os Sacramentos estabelecidos por Nosso Senhor.
De fato além da afirmação de Jesus: "Quem não nascer da água e do Espírito não entrará no reino dos Céus, (Jo 3,5). Assim ordenou Jesus: "Ide pois pregai o Evangelho à toda criatura, ensinai as todos e batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei!" (Mt 18, 19-20).
Portanto a Comunicação com o Espírito Santo se faz pelo Sacramento do Batismo. Por isso já em Pentecostes, o que os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, julgaram mais necessário para cumprir o Ordem de Jesus foi batizar os primeiros convertidos.
Mas também outros Sacramentos operam de modo diverso, no sentido de garantir a permanência do Espírito Santo na alma do fiel ou recuperar sua habitação.


Nesse sentido ouso citar uma Instrutiva de da página de D. Lefebvre, (em Renovation Carismática)


" O que fizeram os Apóstolos senão batizar? Eles comunicavam o Espírito Santo a todos os que tinham fé, a todos que criam em Nosso Senhor. É assim que a Igreja, sob a Influência de Cristo, sempre comunica o Espírito Santo. Todos nós recebemos o Batismo. Devemo meditar com mais atenção a grande realidade de nosso Batismo. A recepção deste sacramento opera nas almas  uma grande transformação".  "os outros sacramentais vêm completar esta efusão do Espírito santo operada em nosso Batismo. Assim, o sacramento da Confirmação  nos comunica também numa maior profusão, os dons do Espírito Santo, pois, temos uma necessidade deles para alimentar nossa vida espiritual e cristã!"   


"Mas não é tudo. Com efeito Nosso Senhor quis que dois Sacramentos em particular intensificassem em nós a comunicação com seu Espírito com a efusão de seus dons de forma frequente são os Sacramentos da Confissão e da Eucaristia. A penitência reforça a graça que recebermos em nosso  Batismo e purifica a nossa alma de seus pecados. Pois não podemos pensar em receber as abundantes graças do Espírito Santo se estivermos em pecado. Este Sacramento restitui, pois,  força do Espírito e o poder da graça.


E o sacramento da Eucaristia que nos é dado pela celebração do santo Sacrifício da Missa que renova  a oblação sacrifical de Cristo e nos aplica os frutos da Redenção. Na Eucaristia recemos ao mesmo tempo a santificação de nossas almas, que nos afasta do pecado, e a união com Nosso Senhor, bem como a força do Espírito Santo.


Os Sacramentos do Matrimônio e o da Ordem santificam a sociedade. Aquele santifica as famílias; este é concedido para comunicar precisamente o Espírito Santo a todas as famílias cristãs, a todas as almas.
Finalmente, o Sacramento da Unção dos Enfermos nos prepara para receber a plena Vida Eterna ou o recobramento da saúde, pela ação do Espírito Santo. (Rev. Tradicion Catolica no. 34, fev. 1998).


No entanto cabe lembrar que de tudo não é a Renovação Carismática que é um movimento desaprovado pela Igreja. Pois ela tem tido muito acompanhamento espiritual dos sacerdotes e bispos, com efeito tem trazido nestes tempos muitos fiéis para a Igreja atraídos pelo seu carisma próprio. Mas aqui se trata de discernir "certos" comportamentos da RCC que não estão de pleno acordo com a Palavra de Deus, por isso se torna perigoso, se não  discernirmos o que benéfico ou não dentro do "carismatismo".  Sejamos antes críticos até com nossa própria fé.


Entender a pessoa do Espírito Santo e como Ele age é muito difícil, provar que tudo que se faz numa religião é obra de Deus também é difícil, muito mais se não adquirirmos a experiência em nós da prática dos Sacramentos e da observância concreta da sua Palavra. O Espírito Santo age onde Ele quer, inspira quem ele quer, mas "nem sempre" as coisas acontecem realmente pela inspiração de Deus. O demônio, astuto como ele é, também usa da religião e da palavra de Deus para confundir e perder as almas. Haja  visto que ele tentou Jesus, citando os Salmos da Escritura Sagrada. Por isso seja crítico. Quando se vê muita empolgação em um grupo, que mais parece "fogo de palha", curas miraculasosas, comoção externa de pensamentos, choros, gritos, aparições, etc. É sinal que alguma coisa está errada. Pois, com prudência, a Igreja vem pesquisando vários destes  fenômenos e muitas vezes se descobre que não tem nada de extraordinário, mas sim, fenômenos psíquicos que facilmente se pode provar. A ação do Espírito Santo em um grupo, pelo contrário, é duradoura e produz muitos frutos. Frutos esses que fazem diferença na vida particular, familiar e comunitária.


Neste tempo em que nos preparamos para celebrar Pentecostes, possamos refletir: Estou dando valor e recebendo bem e preparadamente os Sacramentos da Igreja? - Que consciência eu devo ter da ação do Espírito Santo dentro da prática de cada um d'Eles?                  












        


               
   

sábado, 15 de maio de 2010

CATEQUESE 1 - OS ANJOS E SANTOS NA BÍBLIA - Seu Culto e Veneração

Para você entender melhor sobre o assunto cujo título que acabamos de propor acima, façamos a seguinte síntese:

Você já deparou com algum "crente" chato, na rua ou em sua casa querendo falar alguma coisa para você sobre, imagens, santos, etc. Essas coisas que eles gostam de atacar os católicos e muitas vezes pegam os "mais simples" de surpresa e aí os confunde com idéias errôneas da Bíblia? - parece até que "eles" sabem-na de cor, mas o que sabem é decorar capítulos e versículos da Bíblia que lhes interessam a fim de instigar os católicos mais ignorantes de fé a passarem para o lado deles. Foi para isso que trago a você amigo (a) católico (a) leigo (a) ou catequista, para que você amadureça sua fé e tenha a chance se aprofundar um pouco mais na Sã Doutrina da Igreja.

A Igreja Católica desde os primeiros séculos do cristianismo praticou a devoção aos Anjos e aos Santos, sobretudo e especialmente à Nossa Senhora, Rainha de todos eles. Devoção esta que se realiza através de atos de veneração (não de adoração que se deve só à Santíssima Trindade); e de pedidos de intercessão junto de Deus, bem como o esforço pessoal de imitar suas virtudes. Tudo isso muito de acordo com a Bíblia, a Tradição da Igreja e o bom senso. Os argumentos da Tradição, (isto é dos costumes praticados pela Igreja desde o início do cristianismo), são parentes. Eis os da Bíblia e do bom senso:

a) OS ANJOS NA BÍBLIA -Anjos são seres celestes e mais perfeito que os homens, pois não dependem em nada da matéria. São seres puramente espirituais criados por Deus, para o servirem, dotados de inteligência, força de vontade e rapidez de movimentos. Agem por vontade de Deus e lhes obedecem. São ministros de Deus que os envia a este mundo em missões diversas relacionadas única e exclusivamente com a nossa salvação. Hb1, 14 Missões especiais umas (Cf. Lc1, 19-38); Atos10,22; habituais outras (Mt 18, 10; Hb1,14).

b) OS ANJOS INTERCEDEM POR NÓS A DEUS - de fato se refere aos santos Anjos a executar vários ofícios religiosos para conosco. Assim, ora ela nos apresenta oferecendo a Deus as nossas orações, (Ap8, 3-5); ora, rogando a Deus por nós (Zc1, 12-13); ora, sendo eles rogados por varões justos (Gn19, 17-21; 32, 26; 48,15; Oz 12, 5). Eles foram, por isso venerados,  por homens justos(Gn18,1; 19, 1-2; Nm22, 31; Js5, 13-15); Podemos, pois, e devemos venerá-los, (não adorá-los propriamente falando - Ap22, 89); e pedir-lhes proteção, pois a Bíblia afirma que eles exercem um "ministério" em favor da nossa salvação (Hb1, 14).            

d) É claro que não se pode prestar a uma criatura, por mais elevada que seja, um culto latrêutico ou de adoração, que só é devido a Deus, e só a Ele se presta. Porque este ato significa o reconhecimento d'Ele como Senhor Supremo absoluto de todas as coisas. Ao passo que o culto de veneração significa a honra, a reverência o amor a gratidão que se voltam também aos Anjos e Santos (as), como amigos de Deus e nossos  participantes da Igreja Celeste.

Nota: Claro que a Doutrina da Igreja Católica, a Sã Doutrina, acredita como dógma de fé que os Santos estão vivos em espírito diante de Deus, e como tal participam dos mesmos direitos que Deus reservara para os eleitos, e por isso, tais tem o poder de intercessão, de mediação secundária, junto a Nosso Senhor Jesus Cristo que é o único mediador para com Deus. Os Santos (as) intercedem por nós a Jesus. Isto está claro  na  Bíblia. (Ap6, 9; 14,1,4-5). Ao passo que os "crentes" preferem ignorar a Bíblia e dizer que: "morreu acabou" a alma entra em um sono profundo até o Julgamento final. Por isso a catequese da Igreja baseado na Bíblia acredita e professa a intercessão dos Santos (as) quando professamos estes artigos do Creio "Cremos na Ressurreição dos mortos, na Comunhão dos Santos, Na vida Eterna".

e) Para significar isso, João o evangelista, relata no Apocalípse um gesto seu como se dispusesse a "adorar um anjo" e este o proibiu dizendo-lhe: "Não façais isto. Sou servo como tu, e como teus irmãos que tem o testemunho de Jesus"... "a Deus quem deves adorar" ... Ap19, 10; 22, 8-9. A diferença portanto entre veneração e adoração não está no gesto e sim na intenção interior de quem, por exemplo, que se ajoelha diante de uma imagem sagrada. Esta representa em mente da pessoa, a santidade daquele (a) santo(a) a quem quer prestar culto não significa propriamente uma adoração. Pois a pessoa não expressou com o coração o desejo de adoração. Muitos "crentes" não entendem isso e acham que os católicos são idólatras ou que adoram imagens. Mas na verdade a Adoração é muito mais que um gesto, ela é um sentimento.

OS SANTOS NA BÍBLIA

Distinguimos aqui os santos do Antigo Testamento e os do Novo. Aqueles que só entraram no Céu com Jesus Cristo no dia da sua Ascensão. Aguardavam aquele dia  num lugar que Jesus Chama: "O Seio de Abraão", (Lc16, 22) e onde já eram muito felizes, mas não plenamente como na Glória Celeste. Os Santos do novo Testamento, porém logo ao deixarem este mundo, entram na Luz da Glória, onde sempre fruem da perfeita felicidade do Céu, onde a Caridade atinge a sua plenitude.

QUEM SÃO OS SANTOS? - muita gente acha que para ser santo é preciso ser muito bonzinho,  e só é santo aquele que foi perfeito, ou quando se chegar no Céu, etc. coisas de uma fé imatura.
Santidade na verdade tem muito a ver com nossa vida, a começar de nossa existência ainda no seio materno, somos chamados por Deus à uma missão. E qual é essa missão? desde já assumirmos o seu amor.
Deus nos criou e é nosso Pai, se é nosso Pai, somos participantes de uma família espiritual. Pois Deus que é Santo e perfeito, também é Espírito, também nos deu um corpo e um espírito com uma alma santa. Mas enquanto criaturas que somos, somos imperfeitos nos nossos sentimentos e ações embora o espírito seja perfeito, pois foi criado por Deus, também ele "o ser" é dotado de um livre arbítrio. Isto é "o ser humano" diferente de qualquer outra criatura pode escolher o que fazer da sua vida. E o homem muitas vezes não reconhecendo seu Criador, acaba por se debandar pelo lado errado, o pecado. O pecado é tudo aquilo que faz mal à nossa alma e desagrada a Deus.
Raciocinando assim, Deus então tem para nós um projeto de santidade. Em que consiste este projeto? - ele consiste em aceitar que somos humanos e dependemos de Deus para se chegar à perfeição, perfeição esta que passa por várias etapas dentro da limitação de cada um. Reconhecendo isto Deus enviou seu Filho Jesus para que nos ensinasse o caminho de se chegar a perfeição, perfeição esta que só culminará na Glória d Pai.

Uma das condições que Deus nos coloca para sermos santos é imitar e seguir Jesus, já aqui na terra. Ninguém é santo depois que chega o Céu ou porque o papa canonizou, não!... a santidade é o esforço de cada um com suas limitações e sacrifícios, passando pelos mesmos caminhos que Jesus passou. Sofrendo com Ele. E os caminhos que Jesus deixou foram estes: 1) a prática constante de seus ensinamentos contidos no Evangelho e na Doutrina da Igreja, 2) a prática constante das virtudes: Fé, Esperança e Caridade. São Paulo nos disse que: "A fé sem obras é morta!"... "ainda que se falasse até a língua dos anjos sem o amor, isto é a caridade nada seria!"  

Então "todos" sem exceção somos chamados à santidade, que é o estado máximo de perfeição que podemos alcançar de Deus. A Bíblia ensina que "somos lavados no Sangue do Cordeiro"... Isto é, Jesus o Cordeiro Santo, nos lavou com seu sangue para que vivamos com Ele em Santidade.
Portanto meus amigos a santidade começa a acontecer aqui, os santos foram pecadores como eu e você, eles não nasceram perfeitos, mas se esforçaram em seguir Jesus a ponto de entregarem suas vidas numa adesão total à prática do Evangelho de Cristo e por isso merecem no Céu a Glória eterna.

Antes de Jesus também existia os Santos, porém não havia um conceito de santidade como entendemos hoje, porque é Jesus que veio dizer: "Sede santos como vosso Pai Celeste é Santo!"
A realidade nos apresenta duas classes dos Santos: OS MÁRTIRES, E OS NÃO MÁRTIRES.
a) OS MÁRTIRES - são aqueles que deram testemunho de Cristo ao ponto de serem mortos e derramarem
seu sangue por amor a Cristo. Por exemplo São Pedro e São Paulo. Muitos são os Mártires que se entregaram ao martírio e as perseguições, mas se manteram firmes no seguimento de Cristo. Pois eis a promessa de Jesus: "Felizes os perseguidos...Os mansos...Os misericordiosos...Os humildes..." (Cf. Mt5,1a)
b) OS NÃO MÁRTIRES - são todos os cristãos batizados que seguindo Jesus viveram toda sua vida em busca da prática das virtudes, cada qual com suas limitações. Mas sempre procurando dar testemunho de Jesus com seus exemplos de vida, de seguimento e pureza interior. Exemplo: São Geraldo Magela e Nossa Senhora.

A Igreja Católica desde o início do Cristianismo, procurou organizar uma lista com o nome e a vida de cada um destes homens e mulheres para que assim eles fossem lembrados como nossos exemplos, para que, ao imitarmos suas vidas, cada qual com seu estilo, pudéssemos também nós seguir melhor o Cristo.
Para isso é que se canoniza um santo, isto é escreve seu nome em um livro chamado Cânon. Depois de se investigar a vida daquele (a) pessoa, e saber profundamente como ele viveu suas virtudes a Igreja então o reconhece que ele realmente passou para a Santidade, isto é a perfeição eterna, e o escreve no livro para ser perpetuamente lembrado e imitado.

Mas não é o papa que os faz santos, não! - ele só introduz seus nomes no Livro para que sejam lembrados, venerados e imitados por sua virtudes.
Há muitos santos (as) que não estão escritos nos Cânones da Igreja, e no entanto a Igreja os lembra quando celebra a festa de todos os Santos.
Então é isso, santidade é para quem, já neste mundo vive uma vida de modo que o Céu e o complemento desta vida aqui na terra porém em perfeição total. Pois Jesus mesmo disse: "Quem crer em mim ainda que esteja morto viverá.......Eu sou a ressurreição e a vida!"  (Jo11, 25-26)

A INTERCESSÃO DOS SANTOS - como já lemos acima, Jesus é o ÚNICO MEDIADOR entre Deus e os homens, porém esta mediação de Jesus, se refere a graça da Salvação. Não há nenhuma salvação para nós se não for através d'Ele. Jesus mesmo afirmou "Ninguém vai ao Pai a não ser por mim!"

Porém a intercessão dos Santos se refere a Oração, eles são mediadores secundários isto é, colhem e apresentam  nossas orações diante de Jesus que é Deus e, ao mesmo tempo, oram em nosso favor mesmo sem a necessidade de nossos pedidos de intercessão. Pois são participantes da Igreja Celeste.

Os Santos estão no Céu na mesma condição dos Anjos, pois cada qual conversa suas naturezas espirituais e intelectuais, possuem a mesma luz divina na qual vêem a Deus, e em Deus conhecem a tudo que a sua mente pode conhecer. ("Na tua Luz veremos a Luz" - Sl35, 10); Por isso a Bíblia afirma que os Santos julgarão este mundo (1Cr6, 2). Para fazerem esse julgamento devem conhecer os atos praticados neste mundo. Portanto, os Santos conhecem as nossas precisões e intercedem por nós como amigos junto de Deus. É o que lemos várias vezes na Bíblia: (Jer!5, 1) - "Ainda que Moisés e Samuel se apresentasse diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo!" Ora, Moisés e Samuel já não eram mais vivos, podiam então interceder pelo a Deus povo.
Em 2Mac15, 14 - diz o próprio Jeremias já falecido que: "muito ora pelo povo e pela cidade santa." Vê-se então que o povo eleito tinha fé.
Em Ap5, 8; 8, 4 ... João narra a visão que teve de Jesus Cristo em seu Trono de glória e diante dele se apresentavam os Anciãos "com taças cheias de perfume que são as orações dos Santos".
Esses anciãos significam "Santos da Glória" ao apresentarem a Jesus as orações dos "Santos da Terra", ou seja, dos fiéis de Cristo neste mundo. Trata-se no entanto de uma mediação secundária dos Santos entre Cristo e os seus fiéis.
Na parábola do rico e do pobre, Jesus apresenta Abraão sendo rogado pelo mau rico que foi condenado ao inferno. (Lc16, 27); No caso, o mau rico pedia o impossível. Não podia ser atendido. Mas com este fato, Jesus significou a possibilidade de se pedir ajuda aos amigos de Deus que estão no Céu, pois o mau rico pediu a intercessão de Abraão.
Em 1Rs 11, 11-13; lemos, Deus prometeu a Salomão não retirar-lhe o reino em vida, e conservar para seu filho (Roboão), o reino de Judá em atenção e por amor ao seu servo Davi (já falecido); Isto toma em consideração de que Deus toma em atenção os pedidos dos seus amigos que estão no Céu.
Igual sentido tem a oração de Moisés que pediu a Deus que poupasse o povo culpado em atenção aos Patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó. Todos já falecidos. (Êx32, 11-14)
Em 2Rs 13, 21 .... A Bíblia narra o milagre da ressurreição de um morto ao contato com os olhos do profeta Eliseu. Nesse fato temos ainda aprovação da prática católica de venerar as relíquias dos Santos.

Se  os santos da Terra, (os fiéis cristãos neste mundo), intercedem junto de Deus pelas necessidades dos irmãos, conhecidos e desconhecidos, (são incontáveis os casos nas Cartas dos Apóstolos); Quanto mais os Santos na Glória que, na luz divina, conhecem perfeitamente as nossas intenções e precisões, (como acima ficou provado); Eles têm sim o poder de intercessão junto de Deus e o fazem isto por nós!

Por fim, um argumento de razão ou bom senso:
Conforme à natureza dos seres criados por Deus que os inferiores obtenham favores dos superiores também pela mediação de amigos de ambos. A própria mediação de Cristo tem por base esse princípio. Ora, os Santos são amigos nossos e de Deus na Glória. (Lc 16, 9). Logo, eles podem e realmente intercedem por nós junto de Deus. E mais... estando os "Santos na Glória" na mesma condição dos Anjos, podem ser venerados, como os Anjos o foram, por homens justos, ou seja pelos fiéis conforme se lê na Bíblia.


Nota: A Igreja deixa livre ao cristão católico crer ou não na intercessão dos santos. Isto não interfere em nada a Fé recebida da Igreja, em cuja o ponto central e acreditar e ter Fé em Cristo. Pois o cristão deve ser imitador e testemunha de Jesus Cristo.

Os que se dizem "crentes" ou "protestantes" ou evangélicos como queiram chamá-los, afirmam que:
Após a morte, as almas ficam nos túmulos em estado de total esquecimento e não podem interceder pelos vivos. Somente após o Juízo Universal é que terão consciência. E citam  errôneamente o texto do livro do Eclesiastes, que fala da condição dos mortos no túmulo onde: "não sabem mais nada". (Cf.  Ecle9, 5-6); Na verdade o que essa passagem quer dizer é que: "Eles aplicam à pessoa toda", (corpo e alma); o que se refere apenas ao corpo. Ou seja no túmulo não está mais a alma do da pessoa, e sim o cadáver, pois do contrário, estariam vivos. O sentido exato deste texto vem mais à frente em Ecle12, 1 e 7; "Lembra-te do teu Criador nos dias de tua juventude (...) antes que a poeira retorne à terra para se tornar o que era; e antes que o sopro de vida, (alma e espírito), retorne a Deus que o deu"; O que inteiramente conforme o que lemos em  Hb9, 27: "Está determinado que o homem morra uma só vez e depois disto vem o Juízo" (este particular após a morte).   Daí Jesus garantiu ao ladrão arrependido do alto da Cruz, (Lc 23, 43); "...Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso"... Portanto se fosse verdade o que os "crentes" pregam Jesus não poderia prometer tal coisa. Logo, se Ele prometeu é porque sua alma seria levada para o Céu e não deixada, esquecida no túmulo!

Em geral os "crentes" ainda fazem objeção a esta verdade tirada da citação Biblica que diz: "...há um só mediador entre Deus e os homens!" 1Tm2, 5

Deve-se completar a Citção do Apóstolo Paulo (que em geral é citada pela metade),  e que continua no vesículo 6, onde ele diz: ..."o qual se entregou pela Salvação de todos". Portanto Jesus é sim o único Mediador de Salvação, não há salvação se não for dada por Jesus. Mas não a Mediação secundária dos Santos, que se refere a Mediação de Intercessão ou Oração. Como demonstramos acima, muito menos exclui a Intercessão de Nossa Senhora a mais santa entre os Santos. Portanto, eis a verdade sobre os Santos. Provando que os que se dizem: "crentes" não são mais do que meros decoradores de versículos e não estudiosos da Bíblia e nem se interessam pela compreensão teológica de tal, adotando o fundamentalismo religioso que não leva a nada.



       
           

quinta-feira, 13 de maio de 2010

XVI CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL - EM BRASÍLIA 2010

(Texto de Pe. Alírio J. Pedrini, Scj)

Vivemos um momento solene e importante na Igreja Católica do Brasil. Celebramos um Congresso Eucarístico Nacional. Embora seja celebrado em Brasília, todas as Dioceses e Paróquias, Comunidades e todos os católicos são convocados a participar de alguma forma, e a viver este profundo momento de fé e de culto a Jesus Cristo vivo, ressuscitado, realmente presente nos sinais sacramentais que Ele mesmo escolheu para ficar conosco e conosco caminhar em todos os tempos.

Brasília estará em festa, não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu  da Arquidiocese de Brasília, bem como pela realização do XVI Congresso Eucarístico nacional, que será realizado de 13 a 16 de maio de 2010. O Congresso terá como tema: "Eucaristia Pão da Unidade dos discípulos Missionários". E por lema "Fica Conosco Senhor".

Um Congresso Eucarístico é uma grande celebração para a qual são convocadas todas as pessoas que professam a fé católica, na verdade da presença real de Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia. A fim de dar um testemunho público de sua fé, e com isso renovar, revigorar,  aprofundar e consolidar toda a vida cristã, vivida como discípulos missionários do Divino Mestre, presente no meio de nós, de forma especial na Eucaristia.

OBJETIVOS DO CONGRESSO NACIONAL

Desde os primeiros Congressos Eucarísticos realizados na Igreja católica da Europa, sempre se indicaram três objetivos essenciais:

  1. Aprofundar a doutrina cristã sobre a presença real de Jesus na Eucaristia.
  2. Prestar culto público e solene a Jesus presente no Santíssimo Sacramento.
  3. Manifestar a universalidade e a unidade da Igreja em torno de jesus Cristo.  

Desdobrando estes objetivos podemos alargar a compreensão da oportunidade de celebrar a cada quatro anos um Congresso:

  1. Despertar e avivar, e aprofundara fé na "presença real de Jesus Cristo vivo ressuscitado e glorioso", presente na Eucaristia, ou suja, presente sob as aparências do pão e do vinho consagrados.
  2. Baseados, movidos e até induzidos pela fé na presença real de Jesus vivo, realizar durante o Congresso, o mais solene, devoto e grato culto público a Jesus vivo, realmente presente na Eucaristia.
  3. A partir do Congresso, promover, renovar e avivar em todas as comunidades católicas, todas as melhores formas do culto eucarístico: a Santa Missa, as procissões, as visitas ao senhor Sacramentado.
  4. Firmados numa fé viva  num culto consciente e apropriado de Jesus presente na Eucaristia, renovar a vida cristã católica de todo o povo para que busquem a santidade na caridade.
  5. Tendo como fontes de vitalidade as celebrações eucarísticas sempre centradas na pessoa de Jesus Cristo vivo, ressuscitado, presente na Eucaristia, motivar as Comunidades cristãs a viverem verdadeira fraternidade, e a fazer jesus vivo acontecer na vida dos que ainda não o conhecem.                                                                                           
O SEGREDO DO ÊXITO DA FÉ

O ponto de partida para todos esses objetivos. Bem como para muitos outros a serem almejados e buscados num Congresso Eucarístico é a "Fé" viva na presença real de jesus Cristo  vivo na Eucaristia, que o torna realmente presente em todos os momentos do Congresso, em todas as atividades e em todas as celebrações realizadas. Sem essa fé viva e explicitada, tudo num Congresso se dilui, tudo empalidece. Sem a fé verdadeira na presença real de Jesus, proclamada vigorosamente durante todo o Congresso, as celebrações, por mais belas perdem o significado, ficam vazias pois faltaria a "presença real" do celebrado: Jesus.

Sem essa fé na presença real, os esforços de evangelização para conversão dos corações perdem sua força intrínseca, pois falta Aquele que é o Evangelho. Sem essa fé as motivações para a promoção humana caem logo no vazio, pois não há força nos corações, produzidas pelo amor de Jesus. Sem essa fé o apelo para que os católicos sejam missionários não atinge e não convence, pois sem fé viva, não há uma "paixão" por Jesus, e, portanto não há motivações para anunciá-lo.

O segredo do êxito, a chave de todo sucesso de um Congresso Eucarístico está, única e exatamente numa, "viva e profunda fé na presença real de Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia". Eis o ponto de partida , portanto de todo Congresso: Anunciar de forma mais cristalina, convicta, convincente, o "Mistério Eucarístico" , ou seja, a "presença real de Jesus Cristo ressuscitado, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade", no divino sacramento. Se o fogo da fé na presença real de Jesus na Eucaristia for ateado em todos os corações, tudo mais virá por acréscimo. Todas as melhores consequências advirão. Todos os objetivos almejados serão atingidos, pois, "se permanecerdes em mim e eu em vós, dareis muito fruto", disse Jesus.


FÉ DESAFIADORA


Crer na presença real de Jesus na Eucaristia é uma graça maravilhosa, extraordinária. Mas sem dúvida essa verdade é desafiadora. Quando Jesus anunciou aos Apóstolos e discípulos em Carfanaum que "Ele era o pão vivo descido dos céus", que "sua carne era verdadeira comida  seu sangue verdadeira bebida!" - quando disse: "Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu vos darei é minha carne para a salvação do mundo!"- Quando afirmou: "Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia".


Muitos discípulos disseram: "Quem pode admitir isso"? - sabendo Jesus que os discípulos murmuravam entre si, perguntou-lhes: "Isto vos escandaliza"? desde então muitos discípulos retiraram e não andavam mais com Ele. Mas Jesus havia falado a verdade, e por isso disse: "Vós também desejam ir?" Simão Pedro respondeu: "A quem iremos Senhor? só tu tens palavras de vida eterna!" .. e nós cremos que és o Santo de Deus! (Cf. Jo6, 48-69)


A decisão de Jesus instituir a Eucaristia era definitiva. Jesus exigiu dos doze a fé na sua palavra na sua proposta de ser o "Pão Vivo". Jesus estava preparado para ser abandonado por todos os discípulos. Ficar sozinho e recomeçar tudo de novo, mas Jesus não abria a mão de Instituir a Eucaristia.


FÉ BENDITA


Crer em Jesus na sua palavra: eis o segredo de entrar no tesouro da Eucaristia. Disse são Tomás de Aquino:
"A presença do verdadeiro Corpo de Cristo e do verdadeiro Sangue de Cristo, neste sacramento não se pode descobrir só pelos sentidos, mas sim pela fé, baseada na autoridade de Deus". (CIC-1381). Segundo esse raciocínio afirmamos que cremos, não porque podemos provar a presença de Jesus em laboratório, mas cremos que foi Ele quem o firmou!


Nós podemos nos enganar. Mas Jesus não pode nos enganar! Ele é Deus! Um Deus não pode ser falso e enganar os que Nele crêem. Por isso São Cirilo acrescenta:
"Não ponhas em dúvidas se é ou não verdade! Aceita com fé as palavras do Senhor, porque Ele é verdade e não mente!" (CIC-1381)


Crer é ter absoluta certeza de que a Eucaristia não é uma coisa, mas, sim uma pessoa!
A pessoa de Jesus Cristo vivo, oculto, "disfarçado" num pedaço de pão. Crer é ter absoluta certeza que a Hóstia Consagrada não é uma coisa mas sim, a pessoa de Jesus ressuscitado, substanciada daquela maneira.


Imagine se Jesus resolvesse em cada Eucaristia celebrada transformar-se fisicamente o pão e o vinho em carne (crua) e sangue (cru), quem comeria, quem beberia? - pouca gente de coragem de comer e  beber, muitos ficariam de fora do Banquete Eucarístico, porque teriam nojo, náuseas do próprio Jesus. Por isso é que Jesus não chega a este ponto, mas está invisivelmente  nas espécies do pão e do vinho, algo que não nos escandaliza, que todos podemos participar, comer e beber. O pão e o vinho continuam do jeito que são, mas a presença de Jesus no ato da Consagração se torna real nas duas espécies.  
Cabe lembrar que na última Ceia, Jesus,  ao instituir a Eucaristia, também não deu de beber sua carne e seu Sangue fisicamente, não! Ele deu o pão e o vinho e disse:
"Tomai e comei este é o meu corpo que será entregue por vós!"
"Tomai e bebei este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e eterna aliança, que "será derramado por vós para remissão dos pecados!" ...   O "Sangue da eterna aliança" É isto que é a Eucaristia, uma aliança eterna com Jesus na comunhão do seu Corpo e seu Sangue, que foi derramado por nós na Cruz. A Eucaristia é esse Sacrifício de Jesus que se renova todos os dias em nossos altares na Santa Missa, mas é um Sacrifício Incruento, isto é, não precisamos comer a carne de Jesus e beber o sangue de Jesus, propriamente dito, (nem Jesus o quer que façamos assim); pois isso é ato de canibalismo. (foi isso que os discípulos de Jesus não aceitaram, e se escandalizaram, não compreenderam as palavras de Jesus.) Mas a Eucaristia  traz para nós a presença de Jesus Morto e Ressuscitado. E ao mesmo tempo é o MEMORIAL PERPÉTUO, isto é eterno da paixão, morte e ressurreição Cristo até o final dos tempos. Por isso a cada celebração da Eucaristia, estamos celebrando a Páscoa do Senhor.


Por isso crer é ter absoluta certeza que quando dizemos:
"Eucaristia, Santíssimo Sacramento, Sacramento do Amor, Sacramento do Altar, Santa Ceia, Ceia do Senhor, Pão dos Anjos, Pão dos Céus, Santos mistérios, estamos clamando a presença real de Jesus Glorioso, sob as aparências do Pão e do Vinho consagrados