sexta-feira, 25 de março de 2011

SÃO JOSÉ, UM EXEMPLO DE PAI E HOMEM DE FÉ

Tantas vezes escutamos falar de São José, esposo de Maria. Mas como entender quem foi este homem?

A Bíblia no Novo Testamento, apresenta muito pouco a fisionomia desde homem, quase oculto sem muito destacar sua biografia, assim também, a biografia Maria não aparece muito. Mas a chave para entender sobre a pessoa de José, está no Evangelho de Mateus 1, 16.18-21-24a.

Quem era José?

José era descendente do Rei Davi, portanto era de família nobre, embora fosse um homem simples. Um judeu que vivia em Nazaré, assim como Maria. Tão puro e dedicado a Deus. Era um valoroso varão, carpinteiro e obediente ao Senhor. 

Convicto em suas atitudes, reto em seus pensamentos, justo sábio e trabalhador. Estava prometido em casamento à Maria. Porque os casamentos naquela época eram decididos entre os pais dos noivos e, desde criança, já sabiam qual era o seus futuros pretendentes. Nos casamentos dos judeus, os noivos se preparavam ao longo de uma juventude inteira, havia uma semana de preparação, com rituais e festas, cantos, muita alegria. A moça conhecia bem o seu noivo. 
A noiva não podia estabelecer nenhum vínculo com outro homem, pois se já era noiva, corria o risco de ser acusada de adultério. A pena era morrer apedrejada.  A moça deveria se casar virgem e essa norma era muito rígida. Não acontecia como acontece com os nossos casamentos hoje, mas era cheio de rituais de festas preparativas e oração e cantos. As famílias celebravam com grande júbilo a união dos nubentes. Havia uma benção pré-nupcial que se estendia até o dia do casamento. Até hoje entre os judeus esta cerimônia é muito bonita e muito tradicional. Após o nascimento do primeiro filho, que deveria ser apresentado no Templo ao sacerdote juntamente com uma oferenda. Naquela época não existia o batismo, e sim a circuncisão que tornava a criança um judeu, descendente de Abraão e pertencente ao povo de Israel.     

Quando Maria foi vititada pelo anjo Gabriel, ela mesma não enteneu como daria à luz a um filho, pois, ainda não tinham se casado. Em Lucas1, 34 ela disse: "como acontecerá isso se não conheço homem algum?" - esse "conhecer"  de que Maria fala é o ato sexual. Em outras palavras: "como se fará isso se ainda não me casei?" 

Mas então o Anjo explicou à Maria que Maria, ela seria a mãe do Filho de Deus, sua gravidez  não seria da mesma forma que a humana, por um comum ato sexual e sim, por intervenção da Obra Divina. Maria entendeu no momento, mas não imaginava as consequências que isto traria para sua vida, mudaria tudo. Mas imaginemos depois daquela visão, já com os "pés no chão", como foi explicar essa gravidez para sua mãe Ana e seu pai Joaquim. Não foi fácil convencer de que tudo aquilo era verdade. Para o povo judeu, o Messias devia nascer entre os nobres. Pois eles esperavam não um salvador dos pecados, mas um rei que assumiria como poderes divinos a trono de Davi perdido pelo Império Romano. E esse rei deveria libertar Israel com forças especiais de Deus a opressão do Império Romano. Jesus era da família de Davi, mas aquela pobre família de Nazaré não tinha nada de especial aos olhos dos nobres daquela época. 

E a José? como explicar, como fazê-lo entender tudo isso?


À princípio ele não entendeu mesmo. Mas... cheio de bondade e misericórdia, mesmo achando que foi traído, resolveu abandonar Maria secretamente. Para José, um homem simples, acostumado com a dureza de seu trabalho, não era nada fácil entender o por que que justamente sua noiva foi escolhida por Deus para ser a mãe do Messias. Não! isso não era cabível de entendimento. Mas a bondade e o amor de José, o fez tomar uma atitude de nobreza. Pensa José..."Se eu amo tanto Maria, não posso deixar que ela seja morta apedrejada!"

José secretamente vai embora desiludido, mas com um imenso respeito e amor pela vida de sua mulher, e mesmo naquela hora sem saber, um profundo respeito pelo que ela já carregava em seu ventre, Jesus Cristo.
E José foi recompensado, certa noite, enquanto dormia, viu o Anjo do Senhor dizer: "José, filho de Davi, não temas em receber por esposa, pois ela dará a luz a um filho e tu porás o nome de Jesus..."
E foi o que ele fez, assumiu profundamente sua missão, na sua simplicidade, com um amor e respeito imenso e profundo naquela missão, protegendo Jesus, cuidando de Maria estabelecendo um lar santo e digno para receber o Filho de Deus. Nada melhor que José. Deus o escolheu, assim como escolheu Maria com o mesmo propósito, Jesus precisava enquanto homem de um pai, que lhe educasse e lhe desse amor e carinho. Formando a Sagrada Família de Nazaré.     

José, acreditou em Deus, teve fé, não hesitou,  levantou-se correu à Maria e a aceitou. Na certa, o amor dos dois era tão grande que entre os olhares falaram mais  de mil palavras de amor um poara o outro. E assim segue a saga deste homem. 
Ele assiste Maria na sua gravidez, assume ser o pai adotivo de Jesus, lhe dá toda educação possível, ensina-lhe toda a Lei de Moisés, lhe dá todo carinho e atenção de paz enquanto homem lhe ensina sua profissão, ser carpinteiro, ganhar algum trocado. Jesus por José, também era antes de tudo, um operário como seu pai. 
Talvez, imaginemos, que as muitas parábolas que Jesus contava, já as tivesse ouvido de seu pai adotivo, José e, depois de certa forma, as teria contado juntando a simplicidade delas para mostrar seus ensinamentos. 
Jesus, ao contrário do que muitos pensam, foi um homem como outro qualquer em tudo, menosno pecado. Ele se indentifica com seu pai José, quando fala aos pobres, aos simples, e quando ama o pecador. Jesus herdou um pouco do amor de José, mesmo que não fosse seu filho de sangue. 

E aí está a participação de São José na vida de Jesus. Tanto que mais tarde, quando Jesus vai à Nazaré, agora como enviado do Pai, depois de estar na sinagoga, alguém vai dizer: "este aí não é o filho de José o carpinteiro, como é que pode falar essas coisas?"...

Ah! como seria bonito se todos os pais seguissem o exemplo de São José.  
As imagens mais comuns que encontramos nas igrejas, mostram José, um homem aparentando ter entre 40-50 anos, com o Menino Jesus, apoiando Jesus com a mão direita e na mão esquerda um galho com um lírio branco, simbolizando a castidade, os retos pensamentos e a pureza de coração daquele santo homem. Pureza que o levou a ser invocado como protetor das famílias e dos operários.

Ao seguirmos o exemplo de São José, os noivos, os pais, e principalmente os esposos, devem aprender de São José a ser uma pessoa de fé na educação e no carinho com sua família. A figura do Pai, como homem de fé é muito importante, São José não foi importante porque Deus o havia escolhido simplesmente. Ele foi importante na história da Salvação pelo homem de fé e valoroso em suas atitudes, pela sua coragem e responsabilidade, e o mais importante, era trabalhador, justo e dedicado. 

A Bíblia não fala da morte de José, assim como não fala da morte de Maria, porque a Bíblia quer apresentar Jesus como centro principal, o Messias o Filho de Deus, sua obra e o que ele veio fazer por nós. Mas se quisermos entender bem quem foi José, basta ler as palavras de Jesus, seu carisma, seu jeito de falar, suia humildade, sua compreensão, seu amor paterno e ao mesmo tempo fraterno, sua entrega. Tudo isso um pouco veio do exemplo de São José.    

      

sábado, 5 de março de 2011

O ROSÁRIO-COMO ENTENDER ESTA FORMA DE DEVOÇÃO MARIANA

Primeiramente devemos conhecer como foi o surgimento da devoção Mariana de se rezar o Rosário.
Em 1917, no dia 13 de maio, Nossa Senhora veio ao encontro de três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco. Em um lugar chamado Cova da Iria, em Fátima, Portugal. Apareceu sobre uma árvore, uma azinheira.


Os videntes curiosos, e, querendo saber sobre aquela Senhora, qual era o seu nome lhe perguntaram como deveriam chamá-la. E ela se apresentou dizendo: "Eu sou a Senhora do Rosário." E pediu que eles rezassem o Rosário, pela paz no mundo, pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas, pois segundo Nossa Senhora, muitos vão para o inferno porque não se converteram.


Naturalmente não foi Nossa Senhora que inventou o Rosário,   já tinha descoberto essa maravilhosa maneira de rezar o que agradou muito a Jesus e principalmente à Mãezinha do Céu. Sabemos que o maior propagador da reza do Rosário Foi São Domingos de Gusmão. Maria Santíssima apenas veio trazer a aprovação do Rosário, nas mãos ela que oferece à toda humanidade cristã para que se torne conhecido. Ela nos pede fidelidade na oração do Rosário e promete a salvação à quem rezá-lo todos os dias. 

HISTÓRICO:

A história do rosário é complexa e, de certa maneira, tem relação com a difusão, no Ocidente, da prática da oração da Ave-Maria.

A primeira parte da Ave-Maria (começando com “Ave, Maria, cheia de graça...” até “bendito é o fruto do vosso ventre”) é a mais antiga e está composta pelas palavras do Evangelho de Lucas, na parte da Anunciação (Lc 1, 28) e da visita a Isabel (Lc 1, 42).

Desde os primeiros séculos, o mundo cristão usou a saudação do anjo Gabriel com intenção cultual (diversos hinos litúrgicos são exemplo disso; entre eles, o mais famoso é o hino Akathistos, que retoma continuamente o “Ave” de Gabriel, celebrando Maria no mistério do Verbo encarnado.

No entanto, sabemos também, de fontes históricas, que, na Igreja Ocidental, essa primeira parte da Ave-Maria foi introduzida, no século VI, na liturgia do IV domingo do Advento e depois na liturgia da Anunciação (século VII).

É somente entre os séculos XI-XII que encontramos um uso generalizado e popular da oração da Ave-Maria (sempre até “bendito é o fruto do vosso ventre”), e frequentemente, nesta época, os concílios recomendavam que a oração fosse ensinada aos fiéis.

Nessa mesma época, nos mosteiros, começou a prática do rosário, chamado de “Saltério da Ave-Maria” (havia outro “Saltério do Pai-Nosso”): uma repetição devota da Ave-Maria, 150 vezes, substituindo os 150 salmos (saltério) para os monges que não sabiam ler.

No século XIV, o “Saltério da Ave-Maria” foi subdividido em 15 dezenas, intercaladas com a oração do Pai-Nosso. Nesse período, espalhou-se a lenda da instituição do rosário por parte de São Domingos; na realidade, como vimos, o saltério mariano está documentado antes de São Domingos, mas foi ele e seus frades pregadores que, usando esta forma de oração, contribuíram para sua difusão.

No século XV, a oração da Ave-Maria foi completada com o nome de Jesus (“... fruto do vosso ventre, Jesus”) e com toda a segunda parte: “Santa Maria, Mãe de Deus...” (cujo texto mais antigo parece ter sido formulado, um pouco antes, no santuário da Santíssima Anunciação de Florência).

Desse período procedem as primeiras tentativas de conjugar a oração da Ave-Maria com a mediação dos principais mistérios evangélicos, e o saltério mariano mudou de nome, para chamar-se “rosário da bendita Virgem Maria”.

Finalmente, em 1569, o Papa Pio V, com a bula “Consueverunt romani pontifices”, consagrou uma forma de rosário que é praticamente idêntica à que usamos ainda hoje.

Este complexo percurso histórico nos diz que tanto a oração da Ave-Maria quanto a do terço nascem da fé da Igreja em Cristo, Verbo eterno, que se encarnou no ventre de Nossa Senhora para a nossa salvação.


“O interminável louvor que o rosário tributa a Maria tem seu fundamento em Jesus, a quem se dirige todo louvor. Os louvores dirigidos a Ela buscam apenas proclamar e defender com toda severidade a fé em Jesus como Deus e como Homem. Toda Ave-Maria recitada em sua eterna memória nos recorda que houve um Homem que, sendo eternamente beato, não desprezou, por amor aos pecadores, o corpo da Virgem” (cardeal Newman).

A existência do Rosário não está ligada apenas ao cristianismo, como é o caso dos povos orientais que usavam esta espécie de "terço" um cordão com contas onde recitavam palavras, suas "orações" por assim dizer como uma espécie de mantra. Palavas repetidas várias vezes. Talvez seja esta a fonte de inspiração para que fosse criado o terço bizantino e o Rosário Mariano. O fato é que este tipo de Oração, muito singela e simples passou a ser uma das mais ricas formas de devoção mariana dentro da Igreja Católica. Ao mesmo tempo que ele também é uma forma de Oração catequética. 
Nossa Senhora aprovou o Rosário e quis fazer dele o ponto central das Orações a ela dirigida, pois ao mesmo tempo o Rosário nos liga a Jesus por intermédio de Maria. Ele é como uma corrente sagrada que nos liga a Jesus ao mesmo tempo que meditamos os mistérios da Encarnação, da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus bem como as glórias de Maria Santíssima. Das devoções marianas o Rosário é o mais completo e por isso, o mais apreciado pela Igreja.   


Antes do Terço Mariano, já existia o Terço Bizantino, (surgido na Igreja do Oriente), que consistia em repetir uma pequena oração várias vezes. Esse terço era desconhecido até então por nós, mas no Brasil, foi divulgado pelo Padre Marcelo Rossi, onde atrai inúmeros fiéis. Foi muito bem aceito  entre nós católicos ocidentais e americanos. Também é uma fonte de bênçãos.

Sabe-se que uma boa palavra de incentivo, inclusive a Palavra de Deus ou uma oração, se repetida várias vezes, produz um efeito positivo tanto na alma, como no nosso psicológico fazendo muitos efeitos saudáveis, inclusive pela fé, a graça da cura.

O Rosário traz duas particularidades de suma importância: 

1) Pelas mãos de Nossa Senhora são distribuídas muitas graças dadas por Jesus por seu intermédio. 
2) Quando se reza o Rosário de maneira correta, meditando os mistérios da Rendenção estamos ao mesmo tempo ligados ao próprio Evangelho e sempre lembrando o amor de Deus Pai por nós.
O Rosário também coroa continuamente Nossa Senhora com as palavras do Anjo Gabriel no momento da encarnação. Cumprindo o que foi dito pelo Magnificat, "Doravante todas as gerações hão de chamar-me de bendita, porque o Senhor me fez maravilhas!" ... Com a oração das Ave-Marias exaltamos a grande obra do amor de Deus por toda humanidade na pessoa de Nossa Senhora medianeira de todas as graças.


Certamente o Rosário não foi inventado por Nossa Senhora. Os relatos das aparições dão a entender que ele já existia. Em um dos relatos de Ir. Lúcia, uma das videntes  perguntou o que a Virgem Maria desejava deles, e ela disse que queria que rezassem o Rosário. Em nenhuma das narrações de Ir. Lúcia achamos nada que diz que Nossa Senhora tenha inventado o Rosário. Pelo contrário, segundo as narrativas dá para entender claramente que ele fazia parte da devoção popular. Nossa Senhora disse: "Quero que rezem o Rosário todos os dias!" - "Querer" dá o sentido de que, eles já sabiam rezar o rosário, ou pelo menos viu seus pais ou outras pessoas rezarem ao mesmo tempo que aprenderam sabiam do que se tratava.

O que aconteceu é que Nossa Senhora aprovou a Oração do Rosário e pediu que eles divulgassem essa devoção. Pois, certamente o Rosário é uma das formas mais belas de Oração, porque inclui o Filho à Mãe e a Mãe ao Filho e juntos a Santíssima Trindade, traçando um elo contemplativo do mistério da nossa Salvação. Ou como dizemos na jaculatória: "Tudo por Jesus, nada sem Maria!"       

Deus com certeza através de Nossa Mãezinha do Céu aprovou este tipo de Oração, porque certamente é uma das formas mais completas de se contemplar todo o mistério da nossa Redenção, vida, paixão e morte de Nosso Senhor e além disso as doces palavras pronunciadas pelo Anjo Gabriel a Nossa Senhora no momento da Anunciação. É a forma de Oração que mais agrada Nossa Senhora e o segredo para quem quer alcançar inúmeras graças. Pois através de Nossa Senhora louvamos e adoramos a Trindade Santa e somos agradecidos pela graça da salvação. É na Oração do Rosário ou do Terço que cumprimos a profecia onde Nossa Senhora disseno canto do Magnificat: "Por isso, de agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada!" (Lc1, 48).


A chamamos bendita entre todas as mulheres e bendito o fruto que nasceu do seu ventre, Nosso Senhor Jesus. Por isso o Rosário foi trazido por Maria para ser uma fonte inesgotável de graças.
Nós alimentamos do Pão da vida que é Jesus, o alimento e sustento da nossa alma. Digo que o Rosário é como um complemento alimentar de fé que inunda a nossa alma e nossa vida e nos nutre de seu Filho Jesus. Pois Nossa Senhora  através do Rosário nos dá o meio de obter a santificação das famílias e a salvação. Quem reza do Rosário ou o Terço tem a promessa de Nossa Mãezinha de ser assistido na vida e na morte. Conforme Ela prometeu aos pastorinhos em Fátima.   

Nossa Senhora traz o Rosário, como um presente aprovado por Deus, e cujo, deveria atrair muitas graças sobre quem rezasse com fé. Sobretudo a graça da paz e de ser assistido na hora da morte pela Mãezinha do Céu. Pela oração do Rosário as graças prometidas são inúmeras, mas as mais importantes são: 
1 - Livrar-nos- da condenação eterna, quando rezamos: "ó meu Jesus, livrai-nos do fogo do inferno!"
2 -  Aliviar as almas que padecem no purgatório, quando rezamos: "levai as almas todas para o céu principalmente as que mais precisarem!"
3 -  Conceder por meio dos imaculados corações: de Jesus e Maria a paz no mundo e principalmente a conversão dos pecadores. Segundo Nossa Mãezinha, muitos vão para o inferno, isto é a morte eterna por não se converterem a Jesus seu filho.
4 - Obter a paz no mundo e a santificação das famílias por meio da consagração ao Imaculado Coração de Maria.  

COMO É O ROSÁRIO?

O Rosário é composto de 20 mistérios contemplativos, 203 ave-Marias, 20 Pai-Nossos.
Para facilitar o Oração do Rosário ele foi divido em 4 Terços.
Cada terço possui:
1 Oração do Creio (oração inicial do terço, na Cruz do terço)
5 Pai-Nossos (rezado e meditado nas 5 contas separadas a cada dez ave-Marias)
18 - 3 ave-Marias em honra da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo  (nas 3 primeiras contas juntas) e as outras nas dez contas juntas subseqüentes. 
5 meditações dos mistérios do nascimento, vida, paixão e morte de Jesus, isso também Nossa Senhora. Porque ela se alegou e sofreu por nós com seu Filho por nossa salvação. (rezado e meditado depois das dez ave-Marias) 
1 Salve-Rainha. (Rezado geralmente na medalha que une as 3 pontas do terço. Veja as explicações na ilustração baixo:


COMO SE DEVE REZAR O TERÇO?






É recomendável que se reze 4 vezes ao dia, dividindo-o em terços, por exemplo: 
O primeiro pela manhã, o segundo ao meio do dia, o terceiro as três ou seis oras e o último à noite.
Mas também se preferir, para não ficar cansativo pode rezar um em cada dia da Semana. Para isso a Igreja selecionou os dias em que cada mistério deverá ser contemplado:


DOMINGO - Mistérios que contemplam a Ressurreição, Ascensão, a vinda do Espírito Santo, a Assunção de Maria e a sua Coroação. São chamados de Mistérios GLORIOSOS.


SEGUNDA-FEIRA - Contemplam-se os mistérios que se refere a Anunciação e Encarnação de Jesus. Chamados de Mistérios GOZOSOS OU DE ALEGRIA


TERÇA-FEIRA - Contemplam-se os mistérios que se refere a paixão de Nosso Senhor. Chamados de Mistérios DOLOROSOS OU DE SOFRIMENTO.


QUARTA-FEIRA - Contemplam-se novamente os mistérios GLORIOSOS 


QUINTA-FEIRA - Contemplam-se novamente os mistérios LUMINOSOS OU DA LUZ. Que se refere a Manifestação de Jesus como Filho de Deus. 


SEXTA-FEIRA - Contemplam-se novamente os mistérios DOLOROSOS.


SÁBADO - Contemplam-se novamente os mistérios GLORIOSOS ou pode se quiser Contemplar os da LUZ.  


Então agora podemos entender que o Rosário a união dos 4 Terços.

QUAIS SÃO OS MISTÉRIOS?

Chamamos de mistério a história da encarnação, paixão e morte de Jesus. E esses mistérios estão ligados à Nossa Senhora, como já disse. Sendo assim podemos distingui-los em 05 partes meditativas que são: 


Mistérios Gozosos ou da alegria (segunda e sábado)


1.Mistério - A anunciação do Anjo Gabriel à Nossa Senhora. ((Lc1, 16-38)
2.Mistério - A Visita de Nossa Senhora a Isabel, sua prima. (Lc1, 39-56)
3.Mistério - O Nascimento de Jesus em Belém. (Lc2, 1-21)
4.Mistério - A apresentação do Menino Jesus no Templo. (Lc2, 22-40)
5.Mistério - A perca e o encontro do Menino Jesus. (Lc2, 41-52)


PARA REZAR TODO O ROSÁRIO, DEVE-SE CONTEMPLAR TODOS OS MISTÉRIOS.

O Terço deve ser uma oração contemplativa e meditativa, deve ser rezado devagar, com consciência e devoção. Procurando meditar cada palavra desta oração inclusive os mistérios. Se preferir poderá fazer a leitura na Bíblia de cada uma das passagens dos referidos Mistérios. Rezar o Terço de forma correta é muito importante e frutuoso.  
Quantos Terços ou Rosários já rezamos sem nos darmos conta da beleza desta forma de Oração?
O Rosário se não for rezado pensando e vivenciando cada palavra proferida, não passa de um simples repetir de frases e palavras. Mas ele deve ser vivenciado, meditado e contemplado. De modo que possamos absorver todo valor desta Oração e consequentemente os frutos que ela produzirá. 
    
    

        
  

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O QUE É A FÉ - O que podemos entender sobre a Fé?

Muita gente procura entender sobre a fé de várias maneiras, procuram, desejam encontrá-la para certas situações boas ou más. Mas para que afinal serve a fé? Qual o propósito dela?
Sabemos que somente os seres humanos podem ter fé. Porque ela não é algo estranho na nossa vida, mas é muito importante quando queremos aproximar da pessoa de Deus. Aliás, a fé é o veículo principal para chegar até Deus. Sem ela o homem torna-se vazio, sem esperanças e sem um propósito de vida.

Muita gente acha que a fé só serve para fazer milagres acontecer. Não! ela é muito mais que isso, ela é uma força interior que nos faz capaz de enxergar e chegar ao superior. Ela mora em nós, nunca esteve fora de nós. Foi dada por Deus a todo ser humano para que pudesse entender que a vida é muito mais do que nossos olhos possam enxergar. É pela fé que conseguimos ver o sagrado. É pela fé que podemos chegar à verdadeira plenitude. Nela nos realizamos quando a exercitamos de maneira correta.

Há quem diga que a fé está ligada à força do pensamento. Talvez sim, mas eu prefiro acreditar que a fé é um tesouro valioso que pouca gente sabe que tem. É um motor que nos impulsiona para frente, nunca para trás. 
A fé é a soma de crer, confiar e depender de algo superior a nós, no caso, Deus. E quem nos dá é Ele mesmo pelo Espírito Santo. 

Esta fé está ligada aos valores celestes e por isso somente com ela podemos alcançar a verdadeira salvação.
Jesus exigia uma fé coerente, ninguém que sonha demais pode ter uma boa fé. Pois a fé está na realidade do dia a dia. Quem não sofre, não luta, não pode viver uma fé, pois ela é que nos dá coragem para vencer as nossas barreiras, nosso cansaço, nosso egoísmo e alcançar o amor de Deus. Sem a realidade do nosso viver não existe fé.

Po isso Jesus em diversas situações exigia a fé antes de realizar um milagre, não que ela sirva só para isso, mas porque o exercício da fé esta justamente ligado em acreditar, depender e confiar em Deus. Até os ateus têm fé, mas uma fé em algo diferente. Você pode ter fé em muitas coisas, mas se esta fé não servir para chegar conduzir o ser a uma plenitude onde está Deus, está fé não passa de uma força psicológica vã sem motivo. 

A fé que Jesus espera que cada um de nós possa ter e exercitar é muito mais que uma mera força de pensamento e sim, acreditar sem ver, confiar na misericórdia e no poder de Deus. Sem exercitar a fé nada pode ser feito. Jesus ensinou que a fé é como um grão de mostarda tão pequenina, mas se a tivermos poderemos mudar os montes de lugar. 

Tudo isso para nos dizer que a fé não vem do sobrenatural, mas do natural. Ela mora em nós, está dentro de cada um. Às vezes adormecida, mas é como uma semente que plantada em sólo fértil e regada todos os dias, crescerá e se tornará uma forte planta enraizada e dará muitos frutos. A fé está dentro de nós, foi plantada por Deus e devemos fazer crescê-la. Como se faz isso? // Com a oração, com a dependência de Deus como criaturas que somos. Embora tenhamos fé, ela não crescerá, não dará frutos não dependermos de Deus  para que ela cresça. Quanto mais eu aproximo de Deus, mais eu adubo a plantinha da minha fé. Se me afastar de Deus, mais eu vou sufocar e matar a plantinha da fé em mim.

Mas... acreditar é preciso, acreditar é apostar que algo é verdadeiro, é um propósito firme, quem não acredita, não tem fé. Pois, o "acreditar", faz parte do exercício da fé. O acreditar é aceitar que uma verdade existe e esta verdade é Deus. Deus é superior a tudo e a todos.

E por isso, junto com o acreditar está o confiar. Quem acredita, tem que confiar pois: "a confiança é o alimento da esperança". Guarde bem esta frase. Pois uma fé sem confiança não serve pra nada, não traz frutos, não faz acontecer. Pois a fé associada a esperança é a base da salvação eterna. Jesus sempre dizia: "Vai em paz tua fé te salvou!" - todos os que lhe procuravam de certa forma procurando a  sua misericórdia, tinham esperança em Jesus,                        e por isso, traziam um propósito firme, uma confiança e uma dependência em algo que sabiam que poderiam depender: O amor de Jesus. Por isso os milagres aconteciam, porque a fé daquelas pessoas estava alicerçada na esperança que eles traziam, com isso, criam, confiavam e dependiam da misericórdia de Jesus. 


Vamos ler na Bíblia os exemplos e entender algo mais sobre a fé:


A CURA DO CRIADO DO CENTURIÃO ROMANO: Mt8, 5-10. // Aqui neste trecho do Evangelho, encontramos um exemplo claro do que é uma pessoa de fé. O centurião romano certamente ouviu falar de Jesus. Ele procura Jesus não para si, mas para interceder em favor de seu criado que estava muito doente. Jesus queria ir até o local onde estava o doente, mas o centurião achou-se indigno de que Jesus fosse à sua casa, pois na humildade, sabia que era um pecador, um soldado não bem visto pelos judeus. Ele apenas disse a Jesus que dissesse uma palavra. Qual era a palavra que ele esperava de Jesus? - era que seu criado ficasse curado. O centurião dependia do poder de Jesus. Confiou no que Jesus podia fazer. 
Jesus então disse: "Vai e seja feito conforme a sua fé!" - e disse mais: "não encontrei semelhante fé em nenhum dos habitantes de Israel!" - um estrangeiro teve mais fé do que os ditos "povo de Deus". Quando pedires fé dizei, como dizemos em todas as missas esta oração do centurião: 
"Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, (aqui no sentido do coração), mas dizei uma palavra e serei salvo." Sim! pela fé é que somos salvos. Jesus sempre exigiu isso de quem os curava.
LIÇÃO: A fé não não tem credo ou religião. Mas quem tem fé é porque acredita, confia e depende de Deus para realizar coisas que vão além das forças humanas. 
Uma fé verdadeira é aquela fé que confia que tudo vai dar certo, que Deus nos ama e nos quer felizes. Uma pessoa de fé sabe que dependerá de Deus para tudo, que não somos nada sem Deus. Deus não exige nada além de nossas próprias forças, mas exige que confiemos nele. E isso é fé. Fora dessas facetas, crer+confiar+depender de Deus não existe fé. Acreditar é fácil. Mas ter fé implica em muitas vezes crer sem ter visto, confiar e depender de Deus para tudo. Eu disse: DEPENDER DE DEUS PARA TUDO!


Mt9,27-30 - aqui lemos um episódio em que Jesus curou os cegos. A primeira palavra de Jesus: "credes que eu posso fazer isso?" - Jesus testa a fé daqueles homens. E eles sabendo que Jesus era a única esperança, confiando e dependendo do poder de Jesus disseram: "sim, cremos!" e Jesus os curou. Quantas vezes nós queremos que Deus haja em nossa vida que nos ajude, nos ilumine mas não confiamos em seu poder. E se alguém nos pergunta: "-Você crê em Deus?" respondemos que "sim" mas da boca pra fora. Cremos porque ouvimos falar de Deus desde pequenos e não por ter una experiência de Deus em nossa vida.  


As situações da vida pode nos tirar a fé: Mt11, 2-5
Ora, João Batista veio para preparar a vinda de Jesus. Mas em meio a tanto sofrimento na prisão deixou sua fé esmorecer um pouco. Mandou que seus discípulos perguntassem a Jesus se ele era mesmo o Messias esperado. Jesus manda dizer, os cegos vêem, os paralíticos andam, os surdos ouvem, os leprosos ficam limpos... Podia João ter esta dúvida sendo ele o profeta que anunciou a chegada de Jesus? - Pode sim! pois ele era um ser humano, pecador como eu e você. Mas esta situação mostra o quanto o sofrimento pode as vezes nos impedem de enxergar o poder de Deus. Mas há uma interrogação e uma resposta de Jesus, com certeza João ficou feliz e outra vez sua fé renasceu pois viu que sua obra não foi em vão. 
Será que as vezes isso não acontece com a gente? será que por alguma desilusão ou dificuldade da vida deixamos nossa fé esmorecer e questionamos a Deus nossa falta de amor?


Mt13, 53-57 - A FALTA DE CONFIANÇA. Neste caso, Jesus queria fazer em Nazaré sua terra natal, muitos milagres. Mas não fez porque o povo não confiava no poder de Jesus mesmo vendo a força espiritual de Jesus. 
Quem não confia em Deus jamais poderá ter fé, mesmo que acredita em Deus não vai ter fé porque a confiança é importante. Eu só confio em quem eu conheço, se não fizermos a experiência de Jesus e não o aceitarmos como nosso Senhor e salvador como vamos usufruir da vida plena que ele nos prometeu? Temos que confiar em Jesus. Antes de qualquer coisa, fazer com que ele seja o primeiro morador de nossa casa, o coração. Só assim nossa fé terá sentido.


Mt14, 22-31 - A FALTA DE FÉ DE PEDRO; Os discípulos estavam na barca. Lá pelas tantas da noite, veio uma tempestade. Jesus que estava fora no monte orando, vê, e vai ao encontro deles caminhando sobre as águas. Achando que era um fantasma os discípulos assustam.  Pedro quer ter certeza e pede Jesus para ir ao seu encontro. Enquanto confia caminha do mesmo jeito que Jesus. Depois que fraqueza na sua confiança começa afundar e desesperado, implora por socorro.  Jesus então diz: "Homem de pouca fé, porque duvidaste?" - Este episódio reforça o que eu disse no início, acreditar por acreditar não adianta. Acreditamos em muitas coisas, nem sempre elas são verdadeiras. Mas quando se confia a fé se torna inatingível. Pedro duvidou do poder de Jesus, por um momento não confiou, não teve fé no poder de Jesus. Passou a não depender desse poder e o que aconteceu? começou a afundar.


É uma lição para nós hoje. Nas tempestades da vida, diante dos problemas, das várias situações da nossa miséria humana, deixamos nos afogar. Não temos fé. Isto é, não confiamos, não dependemos do poder de Jesus e não cremos que ele possa agir, fazer a gente passar por cima das "águas" das nossas dificuldades. Não temos fé. E assim, mesmo assim, Jesus nos salva, mas nos questiona: "porque duvidaste?"               


Jo 20, 24-29 -  FALTA DE FÉ DE TOMÉ. Um dos onze Apóstolos não estava nas outras vezes que Jesus tinha ressuscitado. Jesus apareceu aos dez. A Bíblia não conta, mas certamente também deve ter aparecido à Virgem Maria, já que João a acolheu em sua casa depois da morte de Jesus. (Jo19, 25-27). Mas o fato é que, Tomé ainda não viu Jesus ressuscitado. Quando os Apóstolos contaram-lhe a novidade ele não acreditou. Até que de novo, agora com ele presente Jesus aparece. O resto do episódio já sabemos. Jesus então chama a atenção de Tomé, porque ele precisou ver pra acreditar. 
Não acontece assim com a gente? Quantos estão a espera de um milagre para ter fé. Jesus disse que para quem tem fé não é preciso ver. Por que? porque acima de tudo está a confiança, a dependência e a crença no poder de Deus. Jesus disse a Tomé: "você creu só porque me viu?" "Bem-aventurado quem crer sem ter visto!" // Assim fica a lição:


Quantos dizem que a ressurreição de Jesus não existiu? Quantos estão esperando uma manifestação do céu para acreditar. 
A fé está dentro de nós, Deus nos deu para que possamos sempre nos relacionar com ele. E essa relação é de um filho para com seu pai. Qual filho que ao pedir alguma coisa ao seu pai não expressa sua confiança, dependência e crê que obterá os favores de seu pai? Assim é a fé, ela deve ser esta força que motiva, que nos dá confiança e nos aproxima de Deus!
No fim Tomé nos dá uma lição: ele disse a Jesus, "eu creio Senhor mas aumentai a minha fé!" - estas palavras de Tomé, na humildade diante da sua fraqueza em não crer na Ressurreição de Jesus e no testemunho dos Apóstolos nos mostra o quanto agimos como ele. A nossa falta de fé no Deus vivo e no Senhor Jesus é tanta, que às vezes procuramos crer em coisas absurdas. Ficamos à espera de um sinal, um milagre para crer. Quantas vezes, diante do testemunho das pessoas de fé não acreditamos, não aceitamos a verdade de Jesus. Diante das situações difíceis ou ainda, diante de alguma coisa que pedimos a Deus e não somos atendidos por ele no momento, agimos como Tomé. Ou perdemos a fé. O mundo com suas contradições, a mídia, os problemas da vida são como corrosivos que nos tira aos poucos a fé. Por isso é necessário fazer sempre a mesma oração que Tomé fez a Jesus: "Senhor eu creio, mas aumentai a minha fé!" - buscar uma fé viva e sobretudo consciente de que ela não serve apenas para fazer milagres ou para mudar uma situação em passe de mágica, mas é algo muito mais importante, é algo que serve para nos por na presença de Deus enquanto vivos. É uma força muito importante que Deus nos dá para amá-lo. Por isso é muito importante que dentro da família, da Comunidade, da sociedade, em casa e no ambiente de trabalho escutemos as pessoas de fé que nos dão exemplo e força de como perseverar na fé. A partir daquela experiência, Tomé nunca mais pode duvidar. Quando mais fazermos a experiência de Deus em nossa vida mais nossa fé se tornará sólida e inabalável.          


A FÉ SEM OBRAS É MORTA (Tiago2,14-28) - São Paulo já dizia, mas o que ele quis dizer?
A fé só tem sentido se ela nos servir para que possamos ser salvos e, para isso, necessita de ser exercitada no dia a dia. Não adianta nada uma fé que não gera compromisso. Se você  diz ter fé, mas se omite diante do Evangelho. Se está longe da comunidade cristã se não participa da sociedade. E se não dá exemplo de pessoa cristã. Então você está se enganando. Pois quando temos fé, ela mesma nos impulsiona ao compromisso com a Igreja e com uma sociedade e uma família melhor. Pois a fé é algo que está em nós e é dada por Deus para nossa santificação. Por isso São Paulo vai dizer que uma fé sem obras é morta, não existe. Primeiro porque quem tem fé se deixa agir pelo agir de Jesus; depois, esta mesma fé produz frutos de graça e conversão na vida do cristão e deve ser buscada dia a dia.                    


QUAL É O SENTIDO DE NOSSA FÉ? - o sentido de nossa é: Jesus Cristo morto e Ressuscitado, pois em Jesus se cumprem todas as promessas. Todas as profecias, toda Aliança de Deus com os homens. (Gl3, 1-14)
ONDE ENCONTRAMOS APOIO E SUSTENTO PARA NOSSA FÉ? - a fé necessita ser alimentada, ela é uma chama que deve ser alimentada. Por isso a Igreja usa a vela como símbolo da fé. Ela deve servir para iluminar e chegar até Deus. O alimento da fé é a Palavra de Deus, a Escritura sagrada, pois é nela que estão reveladas as verdades da nossa fé. Ela é o sustentáculo de nossa fé. Por isso devemos sempre ler, orar e meditar as Escrituras. (2Tim3, 14-16), (Heb4, 12-13); quando lemos a Palavra de Deus, oramos e meditamos-na ela não volta sem produzir em nós frutos de fé e santidade,(Heb6, 4).


Nossa alma é um terreno que precisa ser adubado com a fé e regado pela palavra de Deus. Quem não tem fé é semelhante a um terreno cheio de espinhos e pedras, sua fé não existe, não dá frutos de conversão. (Heb6, 7).


"A FÉ DEVE É COMO UMA PLANTA, PRECISA SER CULTIVADA E REGADA DIA A DIA!" 


A fé depende de ser regada dia a dia, como uma planta. Se ela não FOR CULTIVADA, não produzirá frutos. O cultivo que damos a ela é procurar vivenciar a Palavra de Deus, isto é, temos que buscar meditar e orar as Escrituras, ou a Bíblia Sagrada. Depois devemos regá-la à luz do entendimento do Espírito Santo através da Oração. E buscar nos ensinamentos catequéticos, ou no catecismo da Igreja as normas e conselhos que a Igreja nos orienta. O adubo que faz com que a fé cresça e se torna forte são a vivência e a prática dos Sacramentos que recebemos. Principalmente a Eucaristia. E os frutos de uma fé forte e frondosa como uma planta são as graças de Deus, principalmente a graça da salvação, sem a qual não poderemos chegar até Deus.
Santo Inácio de Loyola já dizia: "devemos confiar como se tudo dependesse de Deus e nos empenhar como se tudo dependesse de nós!" Isto é a fé.


Texto de: Rosa Agirre, escriotra e palestrante.


São Benedito dizia a todos que o procuravam para conselhos e orações: "Já olhou para sua fé hoje?" - Também deveríamos diante das dificuldades de cada dia, olhar para nossa fé. Você já parou para avaliar a sua medida de fé? Certamente os problemas e as dificuldades se tornariam bem mais leves se a fé em nosso coração estivesse bem sedimentada. Mas a fé verdadeira é conseqüência de um relacionamento íntimo com Deus. Quanto mais nos relacionarmos com Ele, mais cremos no seu amor por nós, e é a realidade desse amor por nós que torna todo fardo mais leve.


É com tristeza que vemos famílias com problemas de relacionamento, se desfazendo; crianças e jovens com sérios problemas... E tudo isso acontece pela falta da presença de Deus, como centro da família. E como sua família está neste momento?


Falamos pouco de Deus, não é verdade? Falta tempo para rezar, para partilhar a vida de fé. Mas é na Igreja doméstica, que é a família, onde se inicia a catequese. Por isso deveríamos nos preocupar mais em dar uma formação religiosa aos que nos foram confiados. No entanto, toda catequese e toda pregação só se torna eficaz no testemunho de vida. Não basta ensinar, é preciso viver. Como podemos falar de amor, cobrar atitudes de respeito ao próximo se não agimos movidos por este sentimento? Como poderíamos falar do amor de Deus aos nossos familiares se não agimos como canais da graça desse amor?


A fé é um dom de Deus que recebemos no Batismo e que precisa ser fortalecida a cada dia pelo conhecimento e testemunho de vida. Mas é bom lembrar que ninguém dá aquilo que não tem! 
Se você quer melhorar a sua família deve se empenhar em crescer espiritualmente, se abastecendo da Palavra do Senhor  e da Eucaristia. Deixe o Senhor envolver e te fortalecer com seu amor, pois só assim você poderá levá-lo aos que estão tão próximos de você fisicamente, mas talvez, longe emocionalmente. Que o Senhor te ensine a amar verdadeiramente com seu amor. Que cura, liberta e salva. Olhe para sua fé em especial hoje.


POIS É... Quem tem fé ou deseja alcançá-la deve lançar sua vida, suas preocupações e confiar no amor de Deus que tudo nos providencia. Basta que não cruzemos os braços, mas procuremos dentro de nossa vida viver esta experiência do amor de Deus. E o amor de Deus  está ligado em buscar o seu Reino e a sua justiça. Fazer com que ele aconteça já neste mundo. Para isso é necessário crer, confiar e depender mais desse amor de Deus. 


Jesus ensina que não precisamos de muitas coisas para sermos felizes, basta olhar ao nosso redor e ver que Deus providencia tudo, para os que O buscam. A fé exige de nós que desapeguemos de nossos falsos ídolos e tenhamos confiança em Deus. Se buscarmos viver a justiça e o amor de Deus todas as coisas, inclusive a prosperidade serão frutos dados por Deus em acréscimo. (Mt6, 24-34)  
          
       
Agora que você já tem noção de o que é a fé e para que ela serve que tal exercitar a sua fé?    
                

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO 2011, DIOCESE DE OLIVEIRA-MG, CELEBRA SEU PADROEIRO







OS MÁRTIRES ESTÃO NO CORAÇÃO DE DEUS POR CAUSA DO  TESTEMUNHO HERÓICO DE FÉ QUE DERAM POR CAUSA DO EVANGELHO.


 - "Quando abriu o selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa do testemunho que eram despositários"
Ap 6, 9









"Glorificando os mártires, proclamamos o cumprimento do mistério pascal, que do "martírio" de Jesus entende , como "passagem da morte à vida", àqueles que deram o supremo testemunho de fé, amor, esperança, em seu sangue derramado por amor dEle. São Sebastião, Mártir do século IV, padroeiro secundário da nossa Diocese e da Paróquia, soldado imperial, sofreu seu martírio em Roma, (Itália), em testemunho de sua fé em Cristo. A iconografia retrata-o crivado de flechas.
Santo Ambrósio, bispo de Milão, também o descreve em seus escritos. Pelas suas chagas foi invocado como protetor contra a peste, a fome e a guerra. São Sebastião foi nomeado padroeiro secundário da Diocese de Oliveira, Minas Gerais Pelo papa Pio XII a pedido do nosso saudoso e primeiro bispo diocesano, D. José Medeiros Leite." São Sebastião é invocado também como protetor do gado e da agricultura. 


A Paróquia de São Sebastião, Diocese de Oliveira, Minas Gerais, está hoje em festa. Celebrando mais uma vez o dia do seu Padroeiro, o Mártir São Sebastião.
Pela manhã as 7:00h houve a primeira Missa festiva em honra a São Sebastião. Com a participação especial da "Lira Municipal Oliveirense".
As 10:00h haverá a missa solene e ao longo do dia reza do terço que culminará com a celebração da Missa as 18:00 e em seguida a procissão festiva.

Dentro dos festejos a São Sebastião que acontecerá até o dia 23 de janeiro, domingo, onde será realizado o grande leilão de prendas e o leilão de gado, além do almoço, que será servido no salão adjunto à Igreja Matriz.
Contará também com a presença dos cavaleiros e amazonas da zona rural e urbana, que, juntamente com os carros- de- bois, conduzirão o ícone de São Sebastião até à Igreja Matriz. A chegada está prevista para acontecer às 11:00 no próximo domingo, dia 23/01/11.

Os leilões de prendas só serão arrematados à vista, e o leilão de gado à vista, ou no cheque.

A primeira missa deste dia 20 de janeiro, as 7:00h foi celebrada por Padre Cláudio Parreiras, ex-pároco e que atualmente está exercendo suas atividades em Aguanil, MG.


Na homilia que fez, durante a celebração, Pe. Cláudio destacou que os cristãos sempre são perseguidos de várias maneiras. Não só o martírio é causa de perseguição, mas existe muitas outras formas de martírio e perseguição que a Igreja enfrenta hoje, seja direta ou indiretamente.




Lembrou ainda que, os sofrimentos de São Sebastião se assemelham aos de Jesus Cristo, cuja fé o soldado professou até a morte derramando seu sangue em favor de seus irmãos e na defesa de sua fé. Questionado por suas virtudes e por ser cristão, São Sebastião não esmoreceu. Despojou-se de ser soldado romano, entregando sua vida provou com atitudes heróicas ser mais "soldado de Deus", e, por isso, alcançou
a glória dos Santos.
Nas suas palavras Pe. Cláudio explicou que:






  1. Assim como Jesus foi preso na árvore da cruz, São Sebastião foi preso e amarrado em uma árvore, um carvalho sendo flechado por arqueiros.
  2. As cinco flechas da imagem representa as cinco chagas de Cristo, cujo sangue foi derramado na árvore da Cruz.
  3. Assim como Jesus Cristo foi despido de suas vestes, São Sebastião foi despido, revelou-se a identidade do cristão, o forte e bravo defensor da fé cristã, modelo em um mundo pagão. Se faz nosso modelo hoje em meio a tantos desafios e perseguições.
  4. A faixa vermelha que ostenta a imagem, do ombro ao quadril, representa o sangue que São Sebastião derramou em testemunho de sua fé, honrado na ladainha dos santos.
  5. O capacete ainda sobre a cabeça, como soldado ainda pronto de guarda, representa o capacete da coroa de espinhos de Jesus. Escândalo para os judeus e motivo de zombaria, se tornou para nós a símbolo da realeza de Cristo. O Rei do universo.   

   "Lembremos pois, que, além imagem deve se entender o que ela tem a nos transmitir. Se a olharmos por simplesmente olhar, não passará de um retrato, um símbolo. Mas devemos perceber a mensagem traduzida que ela nos tem a passar. A imagem não é para ser adorada, é para ser venerada, isto é, respeitada. E como tal, deve nos transmitir a mensagem que o artista impregnou nela, de forma clara e catequética. " (tirado da homilia do Pe. Cláudio Parreiras) 


"A vida dos santos nos permite através da vivência de suas virtudes, que sejamos seus imitadores no amor a Jesus e seu evangelho.
Sebastião era um militar, soldado romano, que tinha se convertido ao cristianismo. Naquele tempo, a Igreja, os cristãos de maneira geral eram perseguidos e não podiam expressar sua fé publicamente, com o risco de serem presos torturados e condenados à morte. No tempo em que Sebastião viveu era assim, por causa do crescimento do cristianismo, muitos pagãos se converteram e isso não era bom para o poder (romano) daquela época que era pagão. Muitos foram jogados na prisão, torturados barbaramente até a morte. A começar dos Apóstolos, Estêvão, e muitos outros santos que foram martirizados pelos imperadores da época: César Nero, Dominciano, Dioclesiano, etc. Quem pregasse em nome de Jesus era morto!  
Sebastião, depois de se converter ao cristianismo, muitas vezes ajudou seus irmãos na fé, enviando-lhes, água, alimento, apoio moral, etc. Mas ele foi denunciado, preso e levado ao Imperador romano e, quando foi interrogado sobre sua fé cristã, ele a professou firmemente, mesmo aconselhado a abandoná-la. E mais, quis convencer Imperador romano a se converter também. Ele ficou furioso e mandou prender Sebastião. Os romanos eram politeístas, isto é acreditavam em vários deuses. 
Sebastião então, foi julgado, castigado e acusado pelo crime de conspiração e insubordinação ao exército e ao Imperador. A pena aplicada foi morrer à flechadas.
Os soldados o levaram para fora da cidade e o amarraram em uma árvore, e os arqueiros atiraram-lhe flechas que perfuraram seu corpo ferindo-o mortalmente. Os soldados pensado que Sebastião tinha morrido, deixaram-no ali caído à mercê da própria sorte. Mas ele não morreu. Uma mulher que era cristã, vendo Sebastião caído ali o socorreu, levou-o para casa e curou suas feridas.
Mas Sebastião voltou outra vez ao Imperador. Tentou mais uma vez que ele lhe ouvisse e se convertesse. Mas a tentativa não deu certo e, dessa vez, Sebastião foi novamente preso e condenado a morrer à pauladas.
O povo cristão daquela época viu em Sebastião o exemplo forte de cristão e sua fé. E começaram a recorrer -lhe pedindo sua intercessão, sobretudo quando havia situações de guerra, de fome e pestes. E muitos milagres aconteceram por sua intercessão. Essa referência  nos deu Santo Ambrósio em seus escritos. E a devoção se espalhou por todo mundo, cruzou os mares e veio até nós. Conta-se que seus restos mortais estão enterrados em Roma ao lado do túmulo de São Pedro. Tamanha foi a bravura e a firmeza de fé deste santo e os inúmeros milagres atribuídos sobre a sua invocação. E podemos comprovar o fato quando vemos tantas cidades, comunidades e paróquias dedicadas a São Sebastião, o carinho do povo, sobretudo da zona rural, que tem em São Sebastião um intercessor contra os males que assolam a plantação e os animais. Também é o padroeiro dos militares.
Podemos observar o quanto São Sebastião é querido e venerado pelo povo católico, quantos nomes, Sebastiãos e Sebastianas espalhados pelo mundo afora...  É impressionante ver quantos são os milhares de fiéis que têm em São Sebastião como intercessor e lho expressam enorme carinho no dia 20 de janeiro, dia que marca a sua morte, e, dia que a Igreja celebra a sua festa. Os santos não são deuses, não podem ser adorados, sabemos bem, mas são espelhos, por onde nos mostram a face das virtudes com que cada qual viveu e chegou à glória de Deus. São nossos intercessores secundários conforme descreve o livro do Apocalipse, cuja referência lemos no início deste. Por seus méritos e por suas virtudes, participam da glória de Deus. O exemplo que cada um deles deixou para nós, a forma com que os santos abraçaram e viveram sua fé em Cristo e nela perseveraram até o fim, nos faz seus imitadores de modo que também nós, cristãos do novo milênio possamos um dia também chegar a esta mesma glória junto de Deus.      


(de: Elmando Valeriano de Toledo)        





São Paulo, na sua Carta dos Romanos: Rm5, 1-5, nos diz que: 


"Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por ele tivemos acesso a fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos. Na esperança da glória de Deus. E não só isso, pois nos gloriamos também nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera constância, a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança não decepciona. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado."  

E o Evangelho de Jo15, 18-21 escolhido especialmente para a solenidade de , Jesus vem nos ensina que:

"Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que vos pertence. Mas, porque não sois do mundo, o mundo por isso vos odeia. Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: - "O servo não é maior que o Senhor. Se me perseguiram, haverão de vos perseguir. Se guardam a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto eles farão contra vós, por causa do meu nome, porque não conheceram aquele que me enviou!"    



Quero no ensejo, fazer homenagem póstuma ao José Domingos dos Santos, proprietário rural e carreiro que, nos outros anos sempre esteve presente junto com com a comitiva de cavaleiros e amazonas que conduzem o ícone de São Sebastião, dentro dos festejos da Paróquia.
Deus este ano o chamou para junto de si, dia 21/01/11; deixando a todos imensa saudade. Mas  onde estiver, possa Deus, juntamente com o glorioso Mártir São Sebastião o recompensar. A todos da sua família, Deus possa lhes dar o consolo e a firmeza de ânimo neste momento de luto e de dor. José Domingos sempre estará no coração de todos os seus familiares e amigos e de todos os paroquianos.      












23 DE JANEIRO DE 2011 - COMEMORAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO
ABAIXO: FOTOS - CHEGADA DA PROCISSÃO DOS CAVALEIROS E AMAZONAS  TRAZENDO O ÍCONE DE SÃO SEBASTIÃO 



























Com grande alegria os fiéis chegaram cedo à Matriz de São Sebastião,vindos de todos os lugares, de outras paróquias e da zona rural para aguardar a chegada dos cavaleiros e amazonas que vinham em procissão  da fazenda do senhor Milton Campos, trazendo o ícone do padroeiro no carro-de-boi. Era grande o número de pessoas que participaram da missa solene que fora realizada as 10:00h. Um número de aproximadamente 450 pessoas lotaram a igreja de São Sebastião.
Após a missa calcula-se que do lado de fora, estavam presentes cerca de 3.000 pessoas prestigiando o evento. Padre Roberto Carlos (Pe. Betinho), abençoou os cavaleiros e amazonas que passavam em frente à Matriz.
Um importante destaque que já vem acontecendo na tradicional procissão montada foi a presença de vários cavaleiros e amazonas mirins.


A movimentação era intensa, além das barraquinhas, foi realizado também o leilão de gado e de prendas no ádrio da Matriz e o tradicional almoço.
À noite, por volta das 20:00h foi realizada a segunda procissão de São Sebastião, porque já fora feita uma no dia 20 de janeiro dia do Padroeiro com um trajeto mais curto. Nesse domingo 23, 01, aconteceu a segunda procissão do Padroeiro com um trajeto mais longo, tradicional. Terminando com a queima de fogos e muitos vivas a São Sebastião.